O primeiro-ministro reage às notícias de sete escutas a António Costa entre 2020 e 2022 que só chegaram ao Supremo Tribunal de Justiça no ano passado, num caso que levou à queda do Governo.
Rui Rio vê com "a máxima gravidade" a omissão de escutas por parte do DCIAP. Já para Ferro Rodrigues, antigo presidente da Assembleia da República, este caso "é uma vergonha, um escândalo e um desrespeito grotesco das leis do Estado Democrático".
Cândida Almeida diz que as explicações podem ser várias. Uma coisa, explica, é inegável: seja quem for o escutado, o conteúdo tem sempre de ir ao juiz de instrução.
O antigo ministro da Justiça considera que o comunicado do DCIAP é clarificador: "A confirmar-se o conteúdo, a situação não tem nenhum erro que possa ser apontado e, portanto, foi tudo feito de acordo com os procedimentos legais exigíveis nestas situações".
Sem gravar declarações, João Lima Cluny diz à Renascença que não pronuncia sobre este caso, mas lembra que o antigo primeiro-ministro não era o visado pelas gravações. Vice-presidente da Frente Cívica diz que o Ministério Público tem de explicar o que aconteceu.
Mais de duas dezenas de escutas com António Costa foram omitidas pelo DCIAP durante anos. Só em 2024 chegaram ao Supremo, que já não tem competência para as validar, avança o “Diário de Notícias”.
Em causa está a prática de crimes de corrupção ativa e passiva e de participação económica em negócio, por existirem indícios de favorecimento ilegal de concorrente em procedimentos realizados no período compreendido entre 2015 e 2023, em prejuízo do Estado Português.
Após notícias que davam conta de insistentes pedidos dos magistrados para a abertura de um inquérito formal, Amadeu Guerra assegurou, esta manhã, que não há qualquer conflito interno.