Conversa de Eleição

Medina sobre lei laboral: "Não vejo condições para existência de um acordo"

13 abr, 2026 - 19:50 • Filipa Ribeiro

Fernando Medina defende que Presidente da República e todos os atores devem ter sensibilidade para que não se prossiga com "rondas de diálogo" como "elemento de pressão sobre a UGT para aceitar" a proposta de nova lei que o antigo governante diz ser "inaceitável".Miguel Poiares Maduro considera que novos encontros mostram que Primeiro-Ministro sabe que acordo dificilmente será viável sem a central sindical.

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Medina sobre lei laboral: "Não vejo condições para existência de um acordo"

O antigo ministro das Finanças de António Costa não vê condições para a existência de um acordo sobre a nova lei laboral. Fernando Medina defende que o Presidente da República e todos os atores devem ter sensibilidade para que não se prossiga com “rondas de diálogo” como “elemento de pressão sobre a UGT para aceitar” a proposta de nova lei que o antigo governante diz ser “inaceitável”.

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A UGT já decidiu internamente, por unanimidade, chumbar a proposta do Governo, mas esta segunda-feira voltou a ser chamada ao Ministério do Trabalho.

No programa Conversa de Eleição da Renascença, o antigo ministro das Finanças lembrou que será muito difícil um consenso, tendo em conta a atual posição da central sindical e do executivo. Fernando Medina realça que o Governo continua a insistir em medidas como a redução das penalizações para empregadores que sustentem trabalho não declarado, assim como a não reintegração de um trabalhador ilegalmente despedido. Fernando Medina considera que o chumbo, votado de forma unânime, incluiu votos do setor social-democrata da UGT.

"Não vejo aqui nenhum sentido de aproximação", diz.

No mesmo programa, Miguel Poiares Maduro considera que o novo encontro desta segunda-feira vem confirmar que o Primeiro-Ministro "tem consciência que para prosseguir uma reforma da legislação laboral dificilmente será viável sem um acordo com a UGT".

O antigo ministro do PSD considera que Luís Montenegro está a ser pressionado sobre as reformas estruturais e que por isso "não pode abandonar" o tema da lei laboral.

Miguel Poiares Maduro acredita que o Primeiro-Ministro vai entra nas negociações e assumir "um papel mais relevante em termos de negociações sobre o pacote laboral", no entanto, entende que o momento atual pode ser arriscado.

"Eu acho que o Primeiro-Ministro tem de equilibrar o valor que ele pode trazer ao processo negocial, assumindo uma posição liderante nesse processo negocial com o risco que representa para a sua própria imagem e para o seu capital político. Penso que o Primeiro-Ministro vai ter esse papel, mas vai ter provavelmente na sombra até ao momento em que seja claro que a sua participação pode realmente ser o que faz a diferença e que há probabilidades muito elevadas de um acordo ser conseguido. Só nesse momento é que faz sentido que o Primeiro-Ministro dê a cara, porque senão está a correr um risco político muito grande", defende Miguel Poiares Maduro.

No episódio desta semana, Miguel Poiares Maduro e Fernando Medina analisam ainda o resultado eleitoral da Hungria, o impasse na Guerra do Irão e a nova plataforma de comunicação contratada pelo Governo.

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