Banca

Maiores bancos com lucros de 2.608 milhões, mesmo com descida dos juros

01 ago, 2025 - 17:54 • Sandra Afonso , João Pedro Quesado (gráfico)

Os cinco maiores bancos fecharam o semestre com lucros em linha com o período homólogo, numa altura marcada por menores margens de lucro mas mais crédito.

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Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, Santander, BPI e Novo Banco, os cinco maiores bancos a operar no país, fecharam a primeira metade do ano com lucros de 2.608 milhões de euros, um valor em linha com os 2.619 milhões registados no mesmo período do ano passado.

Os resultados foram pressionados pela descida dos juros, e nem todos os bancos resistiram à redução da margem de lucro.

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Por exemplo, o BPI e Santander viram os lucros caírem 16% e 8%, respetivamente, para 274 milhões e 504 milhões.

Já o Novo Banco conseguiu aumentar o lucro em 17%, para 435 milhões, porque há um ano lidava com um encargo de 30 milhões, relativo à mudança de sede.

À exceção do BCP, todos os bancos deste grupo perderam margem financeira, ou seja, a descida das taxas pelo Banco Central Europeu fez com que ganhassem menos juros em cada operação.

As receitas com juros desceram 5% até junho, para 4,4 mil milhões de euros. Contas feitas, perderam 350 milhões em juros, face ao período homólogo.

Mais receitas em comissões

Todos aumentaram as receitas com comissões, à exceção do BPI, que arrecadou menos 11%. No total, esta receita subiu mais de 2% em comparação com o ano passado, para 1.278 milhões de euros.

Nos resultados semestrais destaca-se o crédito, sobretudo para habitação jovem, que disparou com a garantia pública.

O CEO do BPI admite mesmo esgotar em breve a quota disponibilizada pelo Estado para a garantia pública e João Pedro Oliveira e Costa não fecha a porta a um pedido de reforço. “Se o Estado mostrar essa disponibilidade, sim, vamos pedir”, diz.

O crédito à habitação aumentou nos primeiros seis meses quase 8%, para 97,5 mil milhões de euros.

Até os depósitos aumentaram, apesar dos juros pagos pela banca continuarem em queda. As famílias têm agora 233 mil milhões depositados nestes bancos, são mais 5% face ao primeiro semestre de 2024.

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