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UGT quer inclusão da CGTP nas negociações sobre lei laboral
13 mar, 2026 - 06:33 • Sandra Afonso , Arsénio Reis
Em entrevista ao programa Dúvidas Públicas, da Renascença, o secretário-geral da UGT avisa que já não irá sozinho às reuniões no Ministério do Trabalho e defende que a Intersindical também seja incluída. Mário Mourão deixa críticas à condução dos trabalhos, mas sublinha que correram bem quando o primeiro-ministro esteve presente.
Ainda no rescaldo de uma reunião que terminou de forma abrupta e com alguns interlocutores a darem como encerrados os trabalhos na Concertação Social, o secretário-geral da UGT devolve as críticas que tem recebido e explica, na Renascença, o que impede neste momento um acordo tripartido sobre a revisão da lei laboral.
Nesta entrevista ao programa Dúvidas Públicas, Mário Mourão deixa acusações às confederações patronais e ao Governo. Diz que se sente no banco dos réus e recusa voltar à mesa de negociações sozinho.
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Além de se fazer acompanhar do seu braço direito na UGT, o secretário-geral da central sindical defende ainda que a CGTP também participe nas negociações. O sindicalista lembra que a Intersindical esteve sempre presente com anteriores governos, mesmo quando não assinou acordos. A última alteração à lei laboral nem contou com a assinatura de patrões ou sindicatos.
A CGTP é um dos parceiros que tem assento na CPCS e que devia estar nas negociações
"A CGTP é um dos parceiros que tem assento na CPCS [Comissão Permanente de Concertação Social] e que devia estar nas negociações, independentemente de aceitar um acordo ou não aceitar", diz o líder da UGT, na Renascença.
No passado, nos acordos tripartidos que foram assinados, "a CGTP esteve à mesa de negociações, nos anteriores governos, e não assinou". Aliás, "nem a UGT assinou nenhum acordo, nem os patrões assinaram nenhum acordo, nomeadamente quando foi a Agenda do Trabalho Digno: ela foi à Concertação Social, os patrões ameaçaram abandonar, não houve mais negociações e ela foi para o Parlamento e foi aprovada", recorda Mário Mourão.
Para a próxima segunda-feira, dia 16, está marcada nova reunião para discutir o projeto de alteração da Lei Laboral e, mais uma vez, a CGTP não foi convidada.
Com Montenegro "as reuniões correram muito bem"
O encontro foi anunciado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, mas também não há indicação de que estará presente. Sem criticar a ministra do Trabalho, Mário Mourão sublinha que com Luís Montenegro os trabalhos correm bem.
"Eu não posso exigir que o primeiro-ministro possa lá estar, quando delegou na ministra do Trabalho", diz o secretário-geral da UGT, que recusa responder se é mais fácil negociar com Montenegro. Ainda assim, acrescenta que "nas audiências com o senhor primeiro ministro, as reuniões correram muito bem".
Nesta entrevista ao programa Dúvidas Públicas, Mário Mourão explica ainda o que aconteceu na última reunião, que terminou sem perspetivas de um acordo, e até onde é que a UGT está disposta a ir por um entendimento. Aos deputados deixa avisos, sobre as implicações de uma lei aprovada à margem dos sindicatos.
A entrevista de Mário Mourão ao programa Dúvidas Públicas, da Renascença, é transmitida este sábado, depois do meio-dia, e será publicada na íntegra nesse dia.








