Safaa Dib, o olhar de uma luso-libanesa
“Estamos presos entre os regimes de Israel e do Irão. E nem um nem outro querem o bem do Líbano”
01 mar, 2026 - 23:55 • José Pedro Frazão
Martirizado por diversas tragédias na sua história, incluindo uma guerra civil de 15 anos, o Líbano vive de novo um momento muito delicado com a invasão israelita do Sul do país.Em entrevista à Renascença, a luso-libanesa Safaa Dib manifesta receio de uma "segunda Gaza" no seu país, mas confia que o Governo de Beirute conseguirá gerir mais esta crise.
Filha de imigrantes libaneses, Safaa Dib tem dupla cidadania portuguesa e libanesa e escreveu em 2025 “Líbano: uma biografia”, um livro que cruza a história da sua família com a do seu país.
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Em entrevista à Renascença, esta militante do partido Livre em Portugal critica a posição “lastimável” do Governo de Lisboa em relação ao conflito no Médio Oriente.
Considera que o Líbano está a sofrer não apenas com o ataque israelita, mas também com as ações terroristas do Hezbollah que não dão paz ao seu país.
Como é que vê a situação do Líbano neste momento?
O Líbano está numa situação bastante desesperante à beira de um desastre humanitário devido à escalada de violência entre o governo de Israel e o grupo terrorista Hezbollah, uma organização pró-iraniana que tem estado do lado do Irão nesta nova guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel.
Essa guerra maior acabou por desencadear uma nova onda de violência no Líbano e fez com que o governo israelita fizesse uso desproporcional da força, por bombardeamento, causando uma enorme onda de devastação no Líbano.
Têm atacado a população civil, bombardeado zonas residenciais, têm forçado a população a deslocar-se para outras zonas e a impedirem o seu regresso. Neste momento, já há mais de um milhão de pessoas deslocadas. O Líbano é um país pequeno, sem capacidade para aguentar a deslocação de tantas pessoas que não têm para onde ir. Estamos a falar de bombardeamentos quase diários na zona da capital Beirute e o país está severamente pressionado por esta nova onda de violência.
Logo no início desta nova guerra, o governo libanês já tinha apelado ao desarmamento do Hezbollah. Já tinha ilegalizado todas as suas atividades, mas tem sido muito difícil conter essa escalada e, portanto, neste momento, estamos a ver o país deslizar para uma nova situação bastante catastrófica.
Esse cenário catastrófico poderá levar a uma nova guerra civil?
A guerra civil foi desencadeada por tensões internas entre comunidades etno-religiosas que habitam o Líbano há muitos séculos. As várias comunidades libanesas entraram em choque e acabaram por desencadear o conflito de guerra civil que durou 15 anos e que de facto destruiu o país na altura.
Este tipo de guerra que está agora a acontecer no Médio Oriente é diferente, porque estamos a falar de uma violência que vem dos países vizinhos. O Líbano já tinha estabilizado as suas tensões internas, portanto já não era propriamente aquilo que estava a desencadear o problema.
O problema é, sim, o Hezbollah, porque é uma organização que atua de forma independente, aliás contra os próprios interesses do governo libanês. A tensão entre o governo libanês e essa organização acaba sempre por desencadear os problemas do Líbano da atualidade.
O facto de Israel estar constantemente a invadir o Líbano e a desencadear a guerra no país também faz com que o Líbano entre numa espiral da qual não consegue sair. Temos que condenar estas constantes agressões causadas pelos países vizinhos, por guerras desencadeadas por Trump, Netanyahu, Putin, por seja quem for e que acabam por vitimar o meu país.
Não conseguimos sair disto por causa do centro geopolítico onde estamos. Somos alheios a esta violência, só queremos estabilizar o nosso país e não estamos a conseguir fazê-lo enquanto Israel estiver dominado por um governo fundamentalista com planos de redefinição do mapa territorial do Médio Oriente. E não há ninguém que consiga por um travão nisso e isso começa a ser desesperante.
O Hezbollah não é também uma reminiscência de algo não resolvido na guerra civil?
Israel invadiu o Líbano em 1982 e começaram a surgir organizações armadas que tinham como objetivo combater a invasão israelita. O Hezbollah nasceu um pouco desse conflito, nos anos 80. Quando Israel saiu do Líbano, acabou por ficar na faixa sul do Líbano durante muitos anos.
O Hezbollah acabou sempre por ser uma espécie de barreira entre a fronteira israelita e a fronteira libanesa. Isso ficou, de facto, desde os tempos da guerra civil libanesa e nunca houve um fim. Pelo contrário, o Hezbollah foi ganhando força, depois ganhou representação política no Parlamento e sempre foi financiado pelos iranianos.
Isso depois gerou um enorme problema na sociedade libanesa. O que deveria ter acontecido era o desarmamento desse grupo, mas não aconteceu.
Porque é que a sociedade libanesa não conseguiu resolver um problema chamado Hezbollah?
Nunca aconteceu porque esse problema pode implicar uma nova guerra. O governo libanês também tem de ter alguma cautela para não criar uma nova guerra no seu país. O Irão é um Estado teocrático, um regime repressivo e violento, que obviamente foi também ganhando alguma influência entre a sociedade xiita no Líbano.
Temos uma comunidade xiita forte, que apoia o Hezbollah. A última coisa que o governo libanês quer é criar novas tensões sectárias entre as comunidades que desencadeiem uma nova guerra civil. É uma situação de elevada complexidade. Isto não é um grupo de apenas cinco ou seis pessoas que andam com armas nas ruas. Temos quase uma comunidade inteira que apoia esta organização.
Não é fácil, mas ainda assim o governo libanês foi absolutamente veemente no seu apelo para que o Hezbollah se desarme e considerou ilegais todas as suas atividades de agressão contra seja quem for.
Estamos a ver o país deslizar para uma nova situação bastante catastrófica
Mas isso é um sintoma de uma reconciliação nacional não totalmente conseguida?
Houve uma reconciliação no sentido do fim da luta armada, com uma revisão do Pacto Nacional, um acordo entre todos e um cessar-fogo permanente que possibilitou que o país depois fosse reconstruído e continuasse a seguir com a sua vida. Os libaneses finalmente puderam voltar ao seu país e fazer a economia crescer e prosperar. Foi de facto o fim da guerra civil e não voltou a haver confrontos à escala do que assistimos durante os anos 80.
Isso não quer dizer que não permaneçam algumas tensões. É preciso estudar o que aconteceu durante a guerra civil e perceber que algumas coisas que vieram desse tempo realmente também nunca acabaram.
O fato do Hezbollah ser um grupo que tinha como objetivo combater Israel – que esteve sempre ali na fronteira com o Líbano - fez com que a organização terrorista, na verdade, nunca realmente terminasse.
Sem o Hezbollah, a sociedade civil libanesa estaria mais pacificada?
Haveria muito menos tensão. Haveria muito menos problemas se não houvesse o Hezbollah. Possa garantir-lhe que não estaríamos com metade dos problemas que enfrentamos agora. Qual é a razão que leva a que Israel agora invada o Líbano? É porque são atacados pelo Hezbollah, que está a apoiar o Irão. Portanto, o Líbano acaba sempre por sofrer por causa disso.
O Hezbollah arrasta o Líbano para as suas guerras. E é por isso que a sociedade libanesa neste momento está praticamente refém do Hezbollah.
Os libaneses conseguem resolver este problema ou de facto precisam de ajuda externa?
Desde que Josephh Aoun tomou posse em 2025 que o governo libanês está a tentar desarmar o Hezbollah. Isto não começou agora. Já tinha havido uma guerra em 2024, quando Israel invadiu o Líbano nessa altura.
O novo governo libanês que tomou posse tem sido muito assertivo a tentar eliminar as atividades do Hezbollah. Isto é inegável. Os libaneses têm de resolver por si, mas se houver algum apoio externo - por exemplo no enquadramento europeu e das Nações Unidas -intermediários que possam auxiliar nessa missão, não vejo porque não.
O Líbano já foi um protetorado francês. Macron aparece agora mobilizado em defesa do Líbano. Como é que os libaneses olham para a posição dos franceses?
Líbano foi um protectorado francês depois da queda do Império Otomano, durante cerca de 30 a 40 anos. Esteve sob domínio francês, era praticamente uma colónia francesa. Portanto é natural que os libaneses ainda hoje tenham uma relação um pouco mais próxima com os franceses devido a essa afinidade cultural. Os franceses acabaram por introduzir muita da sua cultura no Líbano naquela época. Temos aliás uma enorme comunidade de libaneses a viver em França, atualmente com mais de 4 milhões de libaneses. Portanto, é natural que a França também esteja neste momento a ser mais vocal acerca do que se está a passar no Líbano.
Têm uma relação muito mais próxima do que qualquer outro país europeu. É uma relação amigável. Aliás, a França tem sido um dos países que mais tem ajudado em termos comerciais e de apoio humanitário. E de facto, o presidente francês não tem esquecido o Líbano nos seus discursos.
Teria sido útil uma ajuda externa francesa para fazer face ao Hezbollah?
Não sei se a França neste momento não está, de facto, a intervir também para tentar pacificar a situação. Tem havido bastante diálogo nos bastidores, no sentido também de travar a escalada de violência. Sei que a França tem sempre um papel ativo nessas conversas.
Não há pois um certo pendor neocolonial nestas ações?
É verdade que a Grã-Bretanha e a França praticamente retalharam o Médio Oriente depois da queda do Império Otomano e dividiram entre eles aquele território. França ficou com uma parte, os ingleses ficaram com outra, e foi assim que depois criaram aquelas fronteiras artificiais que hoje existem, que separam os países do Médio Oriente.
Mas aquilo foi tudo uma imposição artificial de experiências colonialistas europeias. Esse tempo já passou, já se passou tanta coisa no Líbano desde então. Estamos a falar de uma coisa que terminou em 1943, no auge da Segunda Guerra Mundial. Desde então já houve a Nakba, a Guerra dos Seis Dias, inúmeros conflitos entre o Estado de Israel e os países árabes, a Guerra Civil libanesa. É uma história de cerca de 60 anos, tão carregada, tão pesada, tão trágica, que acaba por ofuscar um pouco a memória do passado colonial francês.O Líbano ainda vive muito a crise síria?
O Líbano acolheu um enorme número de refugiados durante a Guerra Civil síria. Estamos a falar de mais de um milhão de refugiados, o que pesou na sociedade libanesa. Somos um país muito pequeno, que não tem capacidade para acolher tantos refugiados, mas que, ainda assim, acolheu-os, e acabou por se tornar uma situação também que agravou um pouco as tensões e a fragilidade da situação económica libanesa.
A Guerra Civil síria terminou e eles têm uma nova liderança. Sei que muitos refugiados regressaram ao seu país de origem, mas, pelo que tenho percebido, a liderança ainda é foco de grande instabilidade na Síria, com bastantes tensões sectárias entre as várias comunidades que habitam a Síria.
Está muito longe de ser um território totalmente pacificado. A liderança atual não é incontestável e os sírios têm os seus próprios problemas. Agora estão a tentar não serem arrastados para esta nova guerra.
A causa palestiniana sofreu oscilação no Líbano?
O Líbano apoia a causa palestiniana e sabe que a Palestina tem sofrido imenso com o que se tem passado, ainda mais desde 7 de outubro. Não há qualquer dúvida em relação a isso. O genocídio que se passa em Gaza é mesmo ao lado do Líbano. É impossível para os libaneses ficarem alheios ao que se está a passar. E também sabem que é uma situação que um dia pode ocorrer em qualquer outro lado, porque aquilo que Israel faz em Gaza também pode fazer noutro sítio. Ninguém está a salvo naquela zona, neste momento, seja de que religião ou nacionalidade for.
Israel neste momento não olha para fronteiras ou religiões. Ainda há poucos dias barraram o Patriarca católico de entrar no Santo Sepulcro em Jerusalém. Nem sequer as comunidades cristãs estão a salvo, como costumavam estar naquela zona.
As pessoas ainda não se aperceberam de que isto não é uma ocasião isolada. O que se está a passar em Gaza não é uma ocasião isolada. É toda uma reconfiguração. O que Israel está a fazer, vai afetar não só os palestinianos, mas todos aqueles que estão ao lado destes. Por isso, temos de estar unidos nesta causa para pôr fim às agressões de Israel.
Pensa que Israel não vai parar enquanto anexar o sul do Líbano?
Há ministros israelitas que têm sido muito vocais e públicos em relação à anexação do sul do Líbano e que acham que aquele território deve ser anexado. Isso é uma grave violação da soberania libanesa e do direito internacional. Espero mesmo que não estejam de facto a pensar nisso, porque isso só vai conduzir a uma escalada de violência devastadora. Não podem continuar a anexar territórios desta forma tão unilateral e tão impositiva.
Isto não é aceitável. Isto fragiliza muito a comunidade internacional se este tipo de ações começarem a ser aceites. Se Israel anexa um território, isso significa que qualquer outro país pode anexar qualquer outro território e nada pode ser feito em relação a isso. Se começamos a viver num mundo em que isto é permitido, então estamos condenados a um caos que não vai ter fim.
As Nações Unidas têm uma missão no Líbano. A ONU vale muito pouco no processo?
A ONU tem vindo a ser constantemente fragilizada também pelos governos que temos visto nos últimos anos, especialmente agora com Trump. Temos visto o que Trump tem feito no mundo, e não só nos Estados Unidos. A forma como Trump lança as suas guerras, sem qualquer autorização do Congresso americano, sem qualquer respeito pelas regras do Direito Internacional…
Aliás, por ele, a Organização das Nações Unidas já teria sido extinta. Para ele essas organizações não valem nada. Ele deu cabo de todas as organizações não governamentais que estavam a operar no Médio Oriente. Desmantelou todas essas organizações, deixou de as financiar as imensas organizações humanitárias que trabalham no Médio Oriente. Foi tudo desmantelado
Estamos agora a lidar com líderes que nos lembram muito os líderes totalitaristas de antigamente. Já não vejo grande diferença, muito sinceramente.
Há sinais de alguém capaz de agregar o Líbano neste momento?
Tenho plena confiança no atual governo libanês, na liderança de Joseph Aoun como Presidente da República Libanesa e na do Primeiro-Ministro atual. Tenho plena confiança que eles estejam a saber tomar as decisões corretas para o país. Mas obviamente que eles também estão um pouco de ‘mãos atadas’, porque isto é uma situação que vai muito para além do Líbano. Tenho confiança de que eles saberão lidar com este momento muito complexo e delicado, que tem sido bastante devastador para a sociedade libanesa.
E as etnias libanesas estão de acordo?
As comunidades aprenderam a viver umas com as outras. Ninguém está interessado em voltar à violência da guerra civil libanesa. Já tiveram várias oportunidades para isso e nunca aconteceu.
Neste momento o Líbano quer poder prosseguir com a sua vida em frente. Eles querem paz, aquilo que nós temos aqui: a possibilidade de ter uma vida, de poderem criar as suas famílias, educar os seus filhos, ver a sua economia prosperar, o turismo florescer. Eles querem o que um país normal quer.
Neste momento estão condenados a este eterno ciclo de violência e que tem sido imensamente frustrante, porque faz com que muitos jovens libaneses abandonem o país, pois não conseguem ter lá oportunidades para singra. Isto acaba por ser muito triste.
O Líbano vai ter de conviver geograficamente com estes vizinhos chamados Irão e Israel. Será possível um dia viver com eles ao lado, em paz?
Não sou vidente, não posso especular sobre o futuro, mas apenas posso analisar o momento presente. E este indica que, neste momento, não há qualquer conciliação possível nem com o atual governo israelita nem com o atual regime iraniano. E, portanto, estamos presos entre um e entre outro. E nem um nem outro querem o bem do Líbano, isso é claro.
O Líbano acaba por ser sempre arrastado para as guerras dos outros desde o fim da guerra civil.
Receia que o Líbano venha a ser palco de uma ‘segunda Gaza’?
Tenho muitos receios disso. Esta nova conversa de que o Líbano pode ser a próxima Gaza deixa-me totalmente apavorada, porque eu vi a indiferença da comunidade internacional durante o genocídio em Gaza. Assusta-me que o mesmo se possa passar no Líbano, que a comunidade internacional deixe o Líbano cair no esquecimento e acabe nas mãos de Israel daquela forma horrível.
O que se passa ali são crimes contra a humanidade, são crimes de guerra, e temos todos fechado os olhos a isso de uma forma imperdoável, imperdoável.
No seu livro “Líbano: uma biografia” confessa que a história do Líbano é de tragédia, mas o país revela sempre uma força especial para superar os momentos difíceis. Isso significa que subsiste um sentimento de esperança em relação ao futuro?
É verdade. Aquela população tem uma enorme capacidade de voltar a reconstruir e voltar a ter esperança e a ter otimismo no futuro. Isso é inegável. Admiro imenso essa capacidade dos libaneses de conseguirem ainda ver a luz ao fundo do túnel.
Mas neste momento é preciso de facto que haja um cessar-fogo imediato. É a primeira coisa que tem de acontecer, para que os libaneses possam voltar a reconstruir o seu país e a ter um futuro.
Será preciso esperar por outras administrações norte-americanas e novas políticas em relação ao Líbano?
Com esta administração é impossível, como é óbvio. Sei que outras administrações americanas sempre apoiaram o Líbano e sempre financiaram imensas organizações no Líbano e deram sempre muito apoio humanitário no Líbano. Nós temos universidades americanas em Beirute e tínhamos imenso apoio do governo americano no Líbano. Isso é um facto.
Neste momento, grande parte desse apoio foi cortado. A atual administração não vai fazer nada pelos libaneses e Trump provavelmente nem sequer saberia apontar o Líbano no mapa.
Sobre futuras administrações americanas, não posso especular, porque iria depender muito da personalidade do próximo presidente, das suas filiações ideológicas. Já percebemos que na América acaba quase por haver um culto da personalidade do Presidente. Portanto vai depender muito da pessoa que vier a seguir a Trump.
Como luso-libanesa, como vê a posição portuguesa em relação a este conflito?
A posição do governo português é lastimável ao dar apoio indireto a esta guerra por via do uso da Base das Lajes. Está a ser passivo na condenação do que está realmente a acontecer. Não basta condenar o regime iraniano que, na verdade, é conhecido por enormes atrocidades. Ninguém apoia o regime iraniano. Mas isso não quer dizer que a guerra lançada agora por Trump seja legítima ou sequer justa ou sequer sensata.
É uma guerra que afeta todos, que traz enormes repercussões a nível global. Os mercados também estão a sofrer com isso, tal como a economia. Há uma enorme crise de petróleo que aí vem e parece-me que o governo português está um pouco dissociado da atual realidade. Ainda não percebeu muito bem o que é que aí vem, do choque na economia que isto tudo vai ter.
Está a ser muito passivo, muito pouco real. Limita-se a apoiar Trump como um aliado, sem se aperceber das consequências das suas ações e do impacto que tudo isto vai ter na população portuguesa, na Europa, no mundo.
E é triste perceber como, para eles, não há qualquer nuance. São insensíveis, indiferentes às complexidades geopolíticas e etno-religiosas do Médio Oriente. Sinto que não há qualquer sensibilidade, não há qualquer conhecimento. Há uma total ignorância até, e portanto estou muito desiludida com a ação deste governo que considero até bastante lastimável.
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