Entrevista a Angharad Closs Stephens

"O nacionalismo continua a persistir na política mundial, porque consegue apelar às emoções"

02 jul, 2026 - 21:32 • José Pedro Frazão

Em entrevista à Renascença, Angharad Closs Stephens, professora de Geografia Humana na Universidade de Swansea, no País de Gales, explica os mecanismos da manipulação política das emoções das pessoas durante grandes momentos de "unidade nacional”. Dez anos após o Brexit, a investigadora diz que é tempo dos britânicos conversarem sobre o real lugar do Reino Unido na Europa.

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Mural anti-Brexit do artista Banksy em Dover no Reino Unido. Foto: Gerry Penny/EPA
Mural anti-Brexit do artista Banksy em Dover no Reino Unido. Foto: Gerry Penny/EPA
Britânicos pro Brexit em festa Reino Unido sai da UE Neil Hall EPA
Bandeira do Reino Unido retirada do edifício do Conselho Europeu, em Bruxelas, no dia do Brexit. Foto: Olivier Hoslet/EPA

O populismo vive das emoções e é por isso que é tão difícil travá-lo. A tese é de Angharad Closs Stephens, professora de Geografia Humana na Universidade de Swansea, no País de Gales.

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À margem de uma passagem recente pela Culturgest, em Lisboa, esta investigadora alerta que em qualquer "orquestração de unidade nacional" está a acontecer sempre uma exclusão. A especialista alerta também que há mobilidade de identidades políticas, da mesma forma que as pessoas não permanecem num único emprego durante muito tempo. Tendo a saída do Reino Unido da União Europeia como pano de fundo, Stephens reconhece a necessidade de reparar as feridas entre britânicos dez anos depois do Brexit.


Quando falamos em populismo, a principal distinção é entre os de direita e os de esquerda ou existem outros elementos que os diferenciam?

O primeiro aspeto que importa compreender é que qualquer movimento populista coloca o povo em primeiro lugar. À partida, isso parece uma ideia muito apelativa. O problema começa quando se constrói a ideia de que existe um único povo, claramente distinto de outros grupos.

Esses "outros" podem ser migrantes, minorias racializadas, mulheres tratadas como cidadãs de segunda categoria ou simplesmente pessoas consideradas menos merecedoras de um lugar na vida política.

Por isso, tanto os populismos de direita como os de esquerda podem acabar por excluir outras pessoas, mas variam imenso pelo mundo e surgem em contextos históricos e políticos distintos.

O cientista político Francisco Panizza descreve-os como movimentos que nascem em protesto contra aquilo a que chama "a política do costume". Portanto, existe sempre uma frustração de fundo. Há um sentimento de protesto e a perceção de que determinadas reivindicações não estão a ser ouvidas.

Hoje, vivemos uma conjugação de crises: a crise financeira iniciada em 2008, a crise climática, o aumento do custo de vida e também a pressão migratória, com milhares de refugiados a tentarem chegar à Europa sem vias seguras. Tudo isso ajuda a explicar o aparecimento de movimentos de protesto.

Populismos? O problema começa quando se constrói a ideia de que existe um único povo, claramente distinto de outros grupos

Mas movimentos de protesto sempre existiram. Porque é que hoje tendem a transformar-se em movimentos populistas e não acontecia o mesmo nas décadas de 1960 ou 1970?

Não tenho uma resposta definitiva, mas posso pensar nessa questão a partir da realidade que conheço melhor, que é o País de Gales, um pequeno país, com cerca de três milhões de habitantes, voltado para o Atlântico.

Nas eleições para o Parlamento galês, pela primeira vez em muitas décadas, dois movimentos muito diferentes ficaram à frente do Partido Trabalhista, que dominou a política galesa durante praticamente um século.

Um desses movimentos é o Reform UK, que nasceu do movimento anti-europeu e representa um populismo de direita. O outro é o Plaid Cymru, um partido nacionalista com mais de cem anos de existência, profundamente ligado à ideia de uma Europa das Regiões e defensor de um País de Gales independente integrado na União Europeia.

Representam duas formas completamente distintas de falar em nome do povo. Uma procura excluir determinados grupos. A outra tenta construir uma ideia de nacionalismo inclusivo. É uma mudança muito profunda da atmosfera política com uma disputa entre duas formas bastante diferentes de populismo.

Ainda há muito trabalho a fazer para perceber o que foi o Brexit e também sobre o tipo de trabalho de reparação ainda precisa de ser feito para chegar a uma nova forma de compreender o nosso lugar na Europa

Tem escrito muito sobre o Brexit e sobre as suas consequências. Dez anos desde o referendo, como olha para esse processo?

Tenho dado aulas sobre o Brexit aos meus estudantes na Universidade de Swansea. Para eles, trata-se já de um acontecimento histórico, pois tinham apenas oito ou nove anos quando ocorreu o referendo.

É evidente que o Brexit representou uma votação contra a integração europeia e também uma forma de protesto. Algumas sondagens recentes sugerem que uma parte significativa dos britânicos gostaria hoje de voltar a integrar a União Europeia. No entanto, penso que ainda existe muito trabalho de reparação em torno deste momento.

Um dos problemas do período imediatamente após o referendo foi a rapidez com que começou um jogo de culpas. Na região onde vivo, no sul do País de Gales, as comunidades mais pobres foram responsabilizadas pelo resultado, apesar de terem sido precisamente algumas das maiores beneficiárias dos fundos estruturais europeus.

Criou-se uma narrativa que culpava os mais pobres, os habitantes fora de Londres ou aqueles que eram considerados menos cosmopolitas. A realidade, porém, é bastante mais complexa.

O geógrafo humano Danny Dorling, da Universidade de Oxford, defendeu que esta análise está incorreta e que, na verdade, o voto veio de pessoas mais abastadas. O peso significativo para o sucesso da votação veio de pessoas que realmente tinham as suas próprias casas no sudeste de Inglaterra e que eram confortavelmente abastadas. Portanto, não é verdade que tenha vindo de populações mais pobres.

Autores como Fintan O'Toole culparam uma forma de nacionalismo inglês que ainda mantém uma ideia romântica sobre a força do Império Britânico. É também uma ideia racializada sobre o que significa ser britânico no mundo, deter esse poder e ainda assim não conseguir aceitar o tipo de Estado que o Reino Unido é hoje.

Por isso, penso que ainda há muito trabalho a fazer para perceber o que foi o Brexit e também sobre o tipo de trabalho de reparação ainda precisa de ser feito para chegar a uma nova forma de compreender o nosso lugar na Europa

Foi uma década de jogos de passa-culpa?

Durante quatro ou cinco anos, sim, houve muito essa lógica de procurar culpados. Depois surgiu a pandemia, que alterou profundamente o ambiente dominante no Reino Unido.

Diria que o Brexit já não tem a mesma intensidade que tinha nessa altura. Perdeu parte da carga afetiva que tinha imediatamente após o referendo. Penso que estamos longe de poder falar seriamente de um regresso pleno à União Europeia.

O Governo de Keir Starmer deu alguns pequenos passos, como o regresso recente ao programa Erasmus, o que é algo muito positivo para jovens que viajam e estudam em diferentes partes da Europa.

E quais são as ferramentas para essa reparação?

Não sei. Afastarmo-nos deste quadro do "nós" e "eles" é o maior desafio. Durante o Brexit instalou-se uma enorme polarização. Parecia que existiam apenas dois grupos completamente opostos entre si. E algumas dessas discussões polarizadas desenrolavam-se em espaços muito claustrofóbicos, incluindo os grupos de WhatsApp das famílias que ficavam muito acalorados ou mesmo numa sala de estar em casa.

Por isso, precisamos de espaços para ter esses debates. Espaços públicos, espaços nos meios de comunicação social, em locais onde as pessoas se possam sentar juntas, dançar juntas, cantar juntas, ou seja o que for. Mas também para perceber que, na verdade, nunca somos apenas dois grupos.

Estamos sempre mais misturados, somos mais contraditórios. Frequentemente dizemos uma coisa e fazemos outra. A maioria das pessoas não tem uma posição rígida e polarizada e é capaz de ser influenciada em diferentes direções. E são essas oportunidades que me interessam, quando as pessoas podem ser influenciadas ou levadas a mudar de forma subtil.

Como se os sentimentos se cruzassem com a política?

Sim, pela possibilidade que reside nos sentimentos simplesmente levarem as pessoas para um lugar talvez um pouco mais empático. Isso pode não ser duradouro, mas devemos aproveitar quaisquer oportunidades que tenhamos de ser o mais generosos possível para com os outros e de criar esses espaços de generosidade.

Podemos dizer que o Brexit representou um momento emocional particularmente intenso para a alma britânica?

Foi um momento muito doloroso para muitos de nós que se consideram profundamente europeus. No imaginário galês, por exemplo, existe uma forte convicção de que o País de Gales pertence à Europa e não apenas ao Reino Unido que lhe confere um forte sentido de identidade.

A Escócia e a Irlanda do Norte votaram a favor da permanência na Europa, mas não puderam ficar porque fazem parte do Reino Unido. Isso colocou-as em situações politicamente muito interessantes, em que votaram num futuro, mas acabaram por ter outro.

Que ligações se estabelecem entre a política, a sociedade e esta atmosfera de afetos?

Tenho desenvolvido esse trabalho também com Ana Pais, aqui na Culturgest, precisamente sobre esta ideia de aprender a ler as atmosferas que nos rodeiam. O que nos interessa não são tanto as emoções — porque estas estão contidas dentro da pele —, mas a forma como estes sentimentos ultrapassam essa pele e nos ligam a outras pessoas e às infraestruturas. E como têm também um ritmo próprio, podendo ter altos e baixos.

As atmosferas nacionais podem ser ensaiadas, orquestradas e manipuladas pelos governos. Estamos bem cientes disso. Podemos ver isso na altura dos grandes eventos culturais, como foi o caso dos mais recentes Jogos Olímpicos em Paris. Houve a enorme orquestração de uma atmosfera, em geral, agradável, mas também altamente vigiada e de exclusão para algumas populações.

Mas, nesses momentos, há também um elemento de espontaneidade e imprevisibilidade. Por isso, por mais trabalho que seja dedicado à orquestração dos acontecimentos, as coisas nunca correm exatamente como planeado.

Interessa-me o facto de serem momentos em que também podem surgir outros tipos de sentimentos e a possibilidade de movimentos ou protestos antinacionalistas. Há sempre esta combinação entre o ensaiado e o espontâneo.

É isso que me faz interessar por eventos nacionais, desde os Jogos Olímpicos até à crise dos refugiados de 2015, passando pela pandemia de covid-19 ou pelos nacionalismos exacerbados que estamos a ver à nossa volta, bem como os movimentos que tentam contrariá-los no terreno.

Diria que, em todos os momentos de "unidade nacional", de emoções em que todos partilham e valorizam tudo, há sempre exclusão?

Sim. Talvez não gostemos de reconhecer isto, mas em qualquer orquestração de unidade, há um "lado de fora", há uma exclusão em andamento, seja mais ou menos visível. Mas é a imprevisibilidade que me interessa.

Para dar o exemplo dos Jogos Olímpicos de Londres de 2012, o governo do Reino Unido promovia uma ideia de "britanicidade" como algo cosmopolita. Era tão diferente do Brexit, apesar de isso ter acontecido apenas quatro anos antes.

Os meus alunos perguntam-me o que aconteceu nesses quatro anos para que pudéssemos passar desta celebração pública do cosmopolitismo para o Brexit. Não tenho uma resposta para isso.

Lembro-me de, naqueles Jogos Olímpicos, o ministro das Finanças, George Osborne, chegar para assistir a uma das corridas ou competições. Ele foi o responsável pela política de austeridade em resposta à crise financeira de 2008, ou seja, a ideia de que não devemos gastar, de que todos devemos reduzir e cortar nas despesas do Estado. E quando ele chegou, toda a multidão o vaiou.

Apesar de se tratar de uma celebração controlada da unidade britânica, havia também um ambiente festivo em que as pessoas protestavam contra o governo. Havia, portanto, diferentes expressões de identidade britânica em ação que considero interessantes. Foram momentos de protesto, que nunca poderiam ter sido previstos, mas que talvez continuem a ser memórias importantes também como parte de um arquivo cultural.

É em parte por isso que o nacionalismo continua a ser tão persistente na política mundial, porque consegue apelar às emoções

Mas aproveitar as emoções faz parte da estratégia política, não é?

Sim, os políticos são muito bons a interpretar as emoções. Os melhores políticos sabem como aproveitá-las, intervir e moldá-las a seu favor. Mas temos de ser igualmente astutos a intervir e moldar os ambientes políticos à nossa volta.

Se cortarmos a ligação emocional, cortamos o ímpeto do nacionalismo ou do populismo?

Não creio que possamos cortar esta ligação emocional. É em parte por isso que o nacionalismo continua a ser tão persistente na política mundial, porque consegue apelar às emoções. Um programa político que seja puramente racionalista ou tecnocrático não consegue estabelecer uma ligação com a necessidade afetiva das pessoas por emoção e afeto.

Autores como Ash Amin, que tem vindo a escrever sobre esta política nativista que nos rodeia, dizem-nos que os movimentos de esquerda ou progressistas precisam de se tornar tão inteligentes quanto a direita na construção dos seus próprios espaços emocionais, histórias emocionais com as quais as pessoas se possam identificar. E o seu argumento é que a direita tem sido mais eficaz nisto do que a esquerda.

O campo nacionalista é hoje assim tão diferente do histórico Partido Nacional Britânico? Estão a tornar-se mais digitais, mais conectados, mais emocionais?

Não sei ao certo. É difícil traçar mudanças históricas neste contexto. Tenho vindo a analisar apenas os últimos 10 anos, desde o Brexit até ao ponto em que nos encontramos agora. Tanta coisa mudou desde que terminei este livro em 2022.

Tivemos a morte de 75.000 pessoas em Gaza, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia em 2022 e agora também a guerra entre os EUA e o Irão. O que tudo isto significa na forma como as pessoas poderão reagir a isto ainda é uma incógnita, ainda está a desenrolar-se.

Tenho muita esperança, que remonta à forma como as pessoas reagiram à pandemia de covid-19, pelo menos no Reino Unido, onde as pessoas demonstraram um enorme apoio mútuo

Diria que as pessoas estão alheias a estes acontecimentos e apenas olham para si próprias, como nacionalistas, preocupados apenas com a sua nação?

Tenho muita esperança, que remonta à forma como as pessoas reagiram à pandemia de covid-19, pelo menos no Reino Unido, onde as pessoas demonstraram um enorme apoio mútuo. As pessoas faziam compras para quem não podia sair de casa. Usavam máscaras para proteger os outros, não necessariamente para se protegerem a si próprias. E assistimos a um enorme surgimento de grupos de ajuda mútua.

Também assistimos a um momento extremamente significativo: os enormes protestos do movimento "Black Lives Matter" em 2020. Com uma redução na intensidade do trabalho, com toda a gente a deixar de se deslocar para os escritórios ou para as escolas, as pessoas ficaram em casa mais tempo. Ficaram a ler livros ou a participar em debates online, fazendo perguntas como, por exemplo: "Porque é que o meu currículo é ‘tão branco’?" Essa foi uma das questões que surgiu desse movimento e que os estudantes estavam a colocar.

Não é que seja um passado tão distante, porque é muito recente, de uma espécie de energia que se fazia sentir em 2020.

Mas em Portugal, por exemplo, essa ideia de "dar uma mãozinha" a quem precisa, no contexto da pandemia, parece quase uma coisa do século passado. É como se tivesse desaparecido, uma ilusão ou algo que aconteceu na nossa sociedade, mas que não está ligada ao presente, como tenhamos passado de ajudar os outros para sermos mais individualista.

Talvez possamos perceber por que razão haveria uma espécie de ressurgimento do individualismo vigoroso, de voltar a fazer coisas, a viajar, a ser totalmente independentes. Mas as lições da pandemia foram também sobre como somos tão absolutamente interdependentes e como somos todos vulneráveis.

Claro que a forma como essa vulnerabilidade está distribuída varia enormemente entre as diferentes populações. Mas, mesmo assim, existe esta humanidade constitutiva que significa que somos todos vulneráveis aos vírus, às alterações climáticas e assim por diante.

Outra lição interessante da pandemia: o que era necessário não era que nós lutássemos mais ou fizéssemos mais, mas sim que todos fizéssemos menos, apanhássemos menos voos. E é por isso que o filósofo francês Bruno Latour referiu na altura que havia muitas ligações entre a crise da covid e a crise climática no que diz respeito ao que era necessário fazer. Compreendo que o que está a dizer é que, muitas vezes, pode parecer que foi há muito tempo, mas são "sedimentos do tempo", numa expressão de Reinhart Koselleck.

Portanto, continuam lá, nas nossas recentes atmosferas partilhadas, e é possível recorrer a elas novamente.

No passado, havia grandes manifestações e artigos de opinião nos jornais. E agora temos o ambiente digital e as suas ferramentas. O que está a mudar na forma como as pessoas expressam tudo o que querem?

Obrigado por me desafiar a tentar refletir mais sobre isto. Não sei a resposta completa. Mas acho que tem razão em dizer que há uma forma diferente de ser político em ação, um tipo diferente de subjetividade em relação à pessoa que se levanta e manifesta ou a um movimento baseado em direitos.

Este tipo de vulnerabilidade é uma condição partilhada entre as gerações mais jovens. Tivemos movimentos como o "Lie Flat" na China, que foi bastante interessante, e que defendia trabalhar menos, ter tempo livre, espaço para simplesmente sermos nós próprios. Parece-me que é uma reivindicação política mais suave, que aposta na diferença vinda desta geração mais jovem. Não menos poderosa, mas mais suave e diferente na sua forma, talvez combinando vulnerabilidade e resistência de formas interessantes.

O tecido social está a mudar. Há muitos migrantes. Há uma classe trabalhadora com "smartphones". Há ferramentas diferentes que estas pessoas utilizam para se expressarem e para se mobilizarem emocional ou politicamente, no que diz respeito à intervenção que devem ou que querem ter na sociedade.

Sim, e talvez esses antigos grupos identitários, que associávamos à política, já não façam muito sentido, como o grupo dos trabalhadores, o grupo nacionalista — estou a pensar na política do Reino Unido — ou o grupo conservador, até mesmo o grupo verde.

O movimento verde no Reino Unido, nestas eleições, teve a habitação como principal agenda política, e não necessariamente o ambiente. Mudaram em termos das suas principais políticas. Claro que sempre falaram mais do que apenas do ambiente, e isso está ligado à habitação, mas é interessante ver como estão a apresentar uma proposta mais abrangente.

E parece-me óbvio, há muito tempo, que as pessoas querem poder entrar e sair destas identidades. Não permanecem num único emprego durante muito tempo e não fazem parte de um único grupo ao longo de toda a vida. Por isso, procuram essa mobilidade que lhes permita entrar e sair de diferentes grupos políticos.

Este conteúdo é feito no âmbito da parceria Renascença/Euranet Plus – Rede Europeia de Rádios. Veja todos os conteúdos Renascença/Euranet Plus.

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