Invasão de Gaza iminente? Contraofensiva israelita “é só o princípio”
13 out, 2023 - 23:53 • Ricardo Vieira, com agências
Ultimato israelita para palestinianos deixem a parte norte da Faixa de Gaza deverá terminar ao nascer do dia. António Guterres diz que que "até as guerras têm regras" e que nalguns casos "simplesmente não é possível" mover mais de um milhão" de pessoas. Vaticano ofereceu-se para mediar o conflito.
O Exército israelita deu 24 horas aos civis para deixarem a parte norte da Faixa de Gaza. O ultimato deve terminar por volta 6h00 da manhã (4h00 em Lisboa).
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou esta sexta-feira que a contraofensiva na Faixa de Gaza "é só o princípio".
"Vamos destruir o Hamas, vamos ganhar, mas vai demorar tempo", disse Benjamin Netanyahu, numa declaração ao país.
O primeiro-ministro israelita diz que "estamos a lutar pela nossa pátria e estamos a lutar como leões".
"Estamos a lutar pela nossa pátria, avisa Netanyahu
Israel deu esta sexta-feira 24 horas para os civis(...)
Benjamin Netanyahu garante que Israel "nunca vai esquecer" o ataque iniciado no sábado pelo grupo palestiniano Hamas.
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) anunciaram esta sexta-feira a realização dos primeiros ataques terrestres "localizados" contra alvos na Faixa de Gaza.
Estes raides deverão servir de preparação para a grande ofensiva terrestre, como retaliação à ofensiva iniciada no sábado pelo grupo palestiniano Hamas.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou, esta sexta-feira, que "até as guerras têm regras" e que nalguns casos "simplesmente não é possível" mover mais de um milhão de palestinianos, como pretende Israel na Faixa de Gaza.
"Mover mais de um milhão de pessoas através de uma zona de guerra densamente povoada para um local sem comida, água ou alojamento, quando todo o território está sob um cerco, é extremamente perigoso e, em alguns casos, simplesmente não é possível", disse.
"Até guerras têm regras" e mover palestinianos pode ser impossível, diz Guterres
Guterres abordou as ordens de Israel para que os p(...)
António Guterres falava antes de uma reunião do Conselho de Segurança à porta fechada sobre a situação no Médio Oriente. "Os hospitais no sul de Gaza já estão lotados e não poderão aceitar milhares novos pacientes vindos do norte", frisou.
O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, voltou a apontar o dedo ao Hamas, que acusou de agir com "pura maldade", e prometeu não descansar até que os reféns na posse do grupo palestiniano sejam resgatados.
Após o ultimato de Israel, milhares de palestinianos começaram a fugir para o sul da Faixa de Gaza, de carro, mota, camião ou a pé.
Na cidade de Gaza, folhetos em árabe lançados por 'drones' (aparelhos voadores não tripulados) israelitas apelavam aos residentes para abandonarem as suas casas "imediatamente".
O Hamas, no poder em Gaza desde 2007, rejeitou o apelo à evacuação. "O nosso povo palestiniano rejeita a ameaça dos dirigentes da ocupação e os seus apelos para que abandonem as suas casas e fujam para o sul ou para o Egito", declarou.
O secretário de Estado do Vaticano reafirma que a Santa Sé ”está pronta para toda e qualquer mediação que seja necessária”. Entrevistado pelos media da Vaticano, o cardeal Pietro Parolin manifesta preocupação pelas vítimas civis dos bombardeamentos em Gaza e pede “proporcionalidade na legítima defesa por parte de Israel”.
Pietro Parolin considera necessário “recuperar o sentido da razão, abandonar a lógica cega do ódio e rejeitar a violência como solução”.
De acordo com os últimos balanço, pelo menos 1.900 pessoas morreram na Faixa de Gaza e há 7.696 feridos, depois do ataque do Hamas contra Israel que provocou 1.300 mortos.









