14 jul, 2025 - 00:36 • Tomás Anjinho Chagas , Diogo Camilo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a considerar o envio de novos apoios financeiros para a Ucrânia, avançou a CBS News, com o líder norte-americano a prometer para esta segunda-feira um anúncio importante em relação à guerra na Ucrânia.
Em declarações à Renascença, o comentador e especialista em Segurança e Defesa Manuel Poêjo Torres considera que Trump irá anunciar uma mudança de posição e que a NATO irá ter um papel fundamental nessa transformação.
"Estão as condições reunidas para que Donald Trump possa apresentar uma nova postura dos Estados Unidos para aquilo que tem sido a agressão russa nos últimos três anos. Essa declaração passará, não só pela inversão de posições, mas acima de tudo pela declaração de que estará disponível para vender material militar diretamente à NATO e ser a NATO a principal responsável pela transferência de material para a Ucrânia", afirma Manuel Poêjo Torres.
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O investigador da Universidade Católica Portuguesa alerta que, se isso acontecer, será natural que a Rússia lance várias ofensivas nas próximas semanas, de maneira a aproveitar enquanto não chega o apoio militar a Kiev.
NATO
O orçamento, que era de 32 mil milhões de euros em(...)
"A resposta da Rússia será, em primeiro lugar, de reforço da sua posição na linha de contacto, e mais tarde a utilização dos seus drones para atacar os diferentes centros de gravidade políticos e estratégicos da Ucrânia", afirma o especialista em defesa.
Segundo a Reuters, Trump planeia autorizar novos envios de armas para a Ucrânia ao abrigo de um mecanismo que permite a transferência de equipamentos militares norte-americanos diretamente para aliados da NATO em situação de urgência.
Para Poêjo Torres, se o presidente norte-americano considerar que as negociações com russos "não são sérias, não são justas, não são maduras", os Estados Unidos farão um reforço do material bélico, "não só para defender os céus da Ucrânia, mas também para atacar a Rússia".
Os fundos deste mecanismo virão, segundo fontes da Casa Branca, de dinheiro ainda disponível da administração Biden (cerca de 3,85 mil milhões de dólares) e de ativos russos congelados, com um valor de quase 5 mil milhões de dólares, que poderão ser usados para ajudar a Ucrânia.