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Quantos países já reconheceram a Palestina? Veja o mapa onde Portugal entrou no domingo
22 set, 2025 - 18:23 • João Pedro Quesado
Reconhecimento de um Estado para o povo palestiniano começou em força na África e na Ásia. Os países ocidentais juntaram-se mais recentemente ao clube, onde a Rússia e a China estão desde o início.
[notícia e dados atualizados às 11h28 de 23/09, com reconhecimentos no primeiro dia da Assembleia Geral das Nações Unidas]
A declaração de Paulo Rangel este domingo em Nova Iorque fez de Portugal o 151.º Estado-membro das Nações Unidas a reconhecer o Estado da Palestina, proclamado pela Organização de Libertação da Palestina a 15 de novembro de 1988.
A entrada de Portugal neste grupo de países — onde também está, desde 2013, o Vaticano — faz parte de um movimento mais recente dos países ocidentais, entre os quais o reconhecimento da Palestina era, até 2024, muito limitado. Nesse ano, Espanha, Irlanda, Noruega e Eslovénia reconheceram a Palestina.
No primeiro mês e meio de existência da Palestina, 82 países reconheceram imediatamente o novo Estado. A maioria são países africanos — incluindo o Sahara Ocidental, reconhecido por apenas 44 países da ONU —, mas a região da Ásia-Pacífico, onde se integra a China, também contribuiu para um reconhecimento rápido do país. Na Europa, apenas os países de Leste o fizeram, incluindo a Rússia.
O número de países a reconhecer a Palestina deve continuar a aumentar este ano. França, Luxemburgo, Malta e Mónaco formalizaram esse passo esta segunda-feira, primeiro dia da Assembleia Geral das Nações Unidas, e espera-se o mesmo de Andorra e San Marino.
A Dinamarca e a Bélgica prometeram reconhecer o Estado palestiniano, com a condição de serem libertados os restantes reféns do Hamas e do grupo militante ser removido do poder em Gaza. Andorra comprometeu-se de forma semelhante perante as Nações Unidas.
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Do lado dos países que não reconhecem a Palestina, vários Estados europeus, como a Alemanha, a Itália, a Dinamarca, a Finlândia e a Estónia, dizem não ter planos para o fazer no futuro próximo. O Japão diz estar comprometido com a solução de dois Estados, mas não estabeleceu um calendário para o reconhecimento.
Os Estados Unidos da América têm mostrado oposição ao reconhecimento do Estado da Palestina há vários mandatos presidenciais. Em 2011, Barack Obama recusou apoiar a tentativa palestiniana de passar a membro de pleno direito da ONU, e tanto Donald Trump como Joe Biden mantiveram a política de vetos a resoluções sobre o Estado da Palestina no Conselho de Segurança.







