Guerra no Médio Oriente

Os ataques dos EUA e de Israel e a resposta do Irão em quatro mapas

28 fev, 2026 - 23:11 • Diogo Camilo , Salomé Esteves

Os ataques norte-americanos e israelitas apanharam Teerão de surpresa e especula-se sobre a morte do aiatola Ali Khamenei. Conheça que países foram atacados na retaliação iraniana, onde estão as instalações nucleares do Irão e as bases militares dos Estados Unidos espalhadas pelo Médio Oriente.

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O Irão acordou este sábado com vários ataques à capital e várias cidades do país por parte dos Estados Unidos e de Israel, com Teerão a prometer retaliação aos países vizinhos do Médio Oriente.

Entre os alvos dos ataques esteve o complexo habitacional do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, com fonte israelita a avançar que o aiatola morreu e o próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a anunciar a morte nas redes sociais. A informação não foi confirmada pelo Irão, que defende que Khamenei está "firmemente no comando da situação".

Imagens de satélite e de alta resolução mostram edifícios carbonizados, destroços e uma coluna de fumo no local, confirmando o anúncio de Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelita, que anunciou a destruição completa do edifício.

As imagens mostram também que os ataques atingiram o bairro de Narmak, onde mora o ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, e também o edificío do Ministério dos Serviços de Informação.


Os ataques dos Estados Unidos e de Israel também incidiram sobre alvos militares em Kermanshah, Qom, Isfahan, Tabriz e Karaj, além de instalações navais iranianas em Kenarak, no sul do país, segundo a BBC, que refere que uma base da Guarda Revolucionária do Irão também foi bombardeada, na cidade de Kamyaran.

Em resposta, o Irão desencadeou uma série de ataques em retaliação, dirigidos aos países vizinhos.

Foram ouvidas explosões no Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait, enquanto a Jordânia anunciou ter abatido mísseis.

Em Israel, autoridades indicam que pelo menos uma pessoa morreu em ataques em Tel Aviv e cerca de 21 pessoas ficaram feridas.

O Irão não anunciou qualquer balanço de vítimas dos ataques, mas o Crescente Vermelho no local avança que há pelo menos 201 pessoas mortas e 747 feridos.

Das 31 províncias iranianas, “24 foram atingidas e a Cruz Vermelha está em alerta máximo”, enfatizou a organização num comunicado divulgado pela agência de notícias ISNA. As ligações à Internet e a rede telefónica encontram-se cortadas no Irão, segundo a EFE.


O grande objetivo do ataque, segundo Donald Trump anunciou, foi o de garantir que Teerão não consegue "desenvolver mísseis de longo alcance" que estarão a colocar em "perigo" norte-americanos.

Confirmando o lançamento de uma "operação e de grandes combates" contra o Irão, o presidente norte-americano referiu que quer "garantir que Teerão não obtém uma arma nuclear".

Este é um ataque que surge numa altura de negociações entre Teerão e os Estados Unidos para um acordo nuclear e até agora com poucos resultados. Nos últimos dias, a imprensa internacional levantou a hipótese de o primeiro ataque acontecer pelas mãos de Israel.

Ainda esta sexta-feira, Washighton aconselhou os funcionários diplomáticos a abandonarem Israel. Também o Reino Unido fechou a embaixada no Irão.

Em junho do ano passado, os três países já tinham estado em conflito, com 12 dias de guerra e os Estados Unidos a bombardearem três instalações nucleares no Irão.

O programa nuclear do Irão está em funcionamento desde 1974, ainda numa altura em que o regime era o do xá Mohammed Reza Pahlavi. Com a Revolução Islâmica de 1979 e a chegada do aiatola Khomeini, o desenvolvimento continuou e muitas das instalações atuais estão no subsolo.

Ao todo, acreditam-se que sejam 49 edifícios, a maioria em Fordo, Natanz e Esfahan.


Já o objetivo do Irão retaliar passa também por atingir locais onde estão bases militares dos Estados Unidos, tal como aconteceu em junho, quando atacou Al Udeid, no Qatar, a maior base militar norte-americana na região.

No Médio Oriente, os EUA têm cerca de 20 bases aéreas, oito portos e quatro bases militares do exército, além de outras instalações, espalhadas por Qatar, Iraque, Síria, Omã, Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrain, Israel, Egito e até Turquia.

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