Diamante raro de 26 quilates vai a leilão e pode valer mais de um milhão de euros
12 mar, 2026 - 14:51 • Olímpia Mairos
Pedra de 26,36 quilates, considerada a maior a chegar ao mercado britânico em mais de uma década, poderá atingir até um milhão de libras no leilão de joias finas da Elmwood, em Londres.


Um diamante branco de 26,36 quilates — o maior a chegar ao mercado britânico em mais de dez anos — vai ser leiloado em Londres na próxima semana, com um valor estimado entre 800 mil e um milhão de libras (cerca de 930 mil a 1,16 milhões de euros).
A peça é um diamante solitário com lapidação brilhante redonda, montado num anel simples de platina, concebido para destacar o brilho natural da pedra. O lote será a principal atração do leilão de joias finas da casa Elmwood, marcado para 17 de março.
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De acordo com a leiloeira, o diamante apresenta clareza VVS1 — um nível de pureza muito elevado — e classificação máxima em corte, polimento e simetria. Um relatório do Gemological Institute of America (GIA) confirma ainda cor I e ausência de fluorescência.
No comunicado divulgado pela Elmwood, o diretor de vendas Joe Kendrick sublinha a raridade da peça.
“Este é um diamante extraordinariamente raro. A combinação de tamanho, clareza VVS1 e corte triplo excelente é algo que simplesmente não se vê no mercado do Reino Unido”, afirmou.
Segundo o responsável, pedras com estas características surgem muito raramente no mercado.
“Diamantes deste calibre aparecem talvez uma vez por década e este solitário é um exemplo espetacular do que torna os diamantes brancos tão apreciados por colecionadores em todo o mundo”, acrescentou.
Diamantes desta dimensão são particularmente incomuns no mercado britânico. A última venda comparável ocorreu em 2017, quando a leiloeira Sotheby’s colocou à venda um diamante de 26,5 quilates.
A Elmwood considera que o leilão representa uma oportunidade rara para colecionadores, ao reunir numa única peça dimensão, qualidade técnica e raridade natural.
Diamantes brancos: raridade, brilho e valor que atravessa séculos
Os diamantes brancos são das pedras preciosas mais valorizadas no mundo da joalharia. O seu brilho intenso, clareza e capacidade de refletir a luz fazem destas gemas um símbolo duradouro de elegância, raridade e prestígio.
Ao longo dos séculos, estas pedras têm fascinado colecionadores, especialistas e membros da realeza, sendo frequentemente associadas a joias de grande valor e a peças históricas. A sua aparência límpida e cintilante contribui para o estatuto de uma das gemas mais procuradas no mercado internacional.
Como são avaliados os diamantes brancos?
A qualidade de um diamante branco é determinada através de um sistema de classificação internacional conhecido como “4 Cs”: quilates (carat), corte (cut), cor (color) e clareza (clarity).
O peso em quilates mede a massa da pedra. O corte refere-se à forma como as facetas são trabalhadas para refletir a luz, sendo um fator determinante para o brilho e o chamado “fogo” do diamante.
Já a cor é avaliada numa escala que vai de D (incolor) até Z (tons amarelados). Quanto mais incolor for a pedra, maior tende a ser o seu valor.
A clareza, por sua vez, mede a presença de imperfeições internas ou externas. Quanto menos inclusões ou falhas, mais raro e valioso é o diamante.
Além destes critérios, especialistas analisam ainda o polimento, a simetria e a fluorescência, características que também podem influenciar a qualidade e o preço final da gema.
Uma história que atravessa milénios
Os diamantes brancos são conhecidos e apreciados há mais de dois mil anos. As primeiras extrações documentadas ocorreram na Índia, durante a Antiguidade.
Mais tarde, durante o Renascimento, estas pedras tornaram-se símbolos de poder e riqueza nas cortes europeias, passando a integrar coroas, joias reais e coleções aristocráticas.
Apesar dos avanços na mineração e no comércio de pedras preciosas, diamantes de grande dimensão e qualidade excecional continuam a ser extremamente raros, mantendo um forte valor simbólico e económico no mercado global.








