Diamante raro de 26 quilates vai a leilão e pode valer mais de um milhão de euros

12 mar, 2026 - 14:51 • Olímpia Mairos

Pedra de 26,36 quilates, considerada a maior a chegar ao mercado britânico em mais de uma década, poderá atingir até um milhão de libras no leilão de joias finas da Elmwood, em Londres.

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Diamante branco de 26,36 quilates, o maior leiloado no Reino Unido em mais de uma década. Foto: Elmwood
Diamante branco de 26,36 quilates, o maior leiloado no Reino Unido em mais de uma década. Foto: Elmwood
Diamante branco de 26,36 quilates, o maior leiloado no Reino Unido em mais de uma década. Foto: Elmwood
Diamante branco de 26,36 quilates, o maior leiloado no Reino Unido em mais de uma década. Foto: Elmwood
Diamante branco de 26,36 quilates, o maior leiloado no Reino Unido em mais de uma década. Foto: Elmwood
Diamante branco de 26,36 quilates, o maior leiloado no Reino Unido em mais de uma década. Foto: Elmwood
Diamante branco de 26,36 quilates, o maior leiloado no Reino Unido em mais de uma década. Foto: Elmwood
Diamante branco de 26,36 quilates, o maior leiloado no Reino Unido em mais de uma década. Foto: Elmwood

Um diamante branco de 26,36 quilates — o maior a chegar ao mercado britânico em mais de dez anos — vai ser leiloado em Londres na próxima semana, com um valor estimado entre 800 mil e um milhão de libras (cerca de 930 mil a 1,16 milhões de euros).

A peça é um diamante solitário com lapidação brilhante redonda, montado num anel simples de platina, concebido para destacar o brilho natural da pedra. O lote será a principal atração do leilão de joias finas da casa Elmwood, marcado para 17 de março.

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De acordo com a leiloeira, o diamante apresenta clareza VVS1 — um nível de pureza muito elevado — e classificação máxima em corte, polimento e simetria. Um relatório do Gemological Institute of America (GIA) confirma ainda cor I e ausência de fluorescência.

No comunicado divulgado pela Elmwood, o diretor de vendas Joe Kendrick sublinha a raridade da peça.

“Este é um diamante extraordinariamente raro. A combinação de tamanho, clareza VVS1 e corte triplo excelente é algo que simplesmente não se vê no mercado do Reino Unido”, afirmou.

Segundo o responsável, pedras com estas características surgem muito raramente no mercado.

“Diamantes deste calibre aparecem talvez uma vez por década e este solitário é um exemplo espetacular do que torna os diamantes brancos tão apreciados por colecionadores em todo o mundo”, acrescentou.

Diamantes desta dimensão são particularmente incomuns no mercado britânico. A última venda comparável ocorreu em 2017, quando a leiloeira Sotheby’s colocou à venda um diamante de 26,5 quilates.

A Elmwood considera que o leilão representa uma oportunidade rara para colecionadores, ao reunir numa única peça dimensão, qualidade técnica e raridade natural.

Diamantes brancos: raridade, brilho e valor que atravessa séculos

Os diamantes brancos são das pedras preciosas mais valorizadas no mundo da joalharia. O seu brilho intenso, clareza e capacidade de refletir a luz fazem destas gemas um símbolo duradouro de elegância, raridade e prestígio.

Ao longo dos séculos, estas pedras têm fascinado colecionadores, especialistas e membros da realeza, sendo frequentemente associadas a joias de grande valor e a peças históricas. A sua aparência límpida e cintilante contribui para o estatuto de uma das gemas mais procuradas no mercado internacional.

Como são avaliados os diamantes brancos?

A qualidade de um diamante branco é determinada através de um sistema de classificação internacional conhecido como “4 Cs”: quilates (carat), corte (cut), cor (color) e clareza (clarity).

O peso em quilates mede a massa da pedra. O corte refere-se à forma como as facetas são trabalhadas para refletir a luz, sendo um fator determinante para o brilho e o chamado “fogo” do diamante.

Já a cor é avaliada numa escala que vai de D (incolor) até Z (tons amarelados). Quanto mais incolor for a pedra, maior tende a ser o seu valor.

A clareza, por sua vez, mede a presença de imperfeições internas ou externas. Quanto menos inclusões ou falhas, mais raro e valioso é o diamante.

Além destes critérios, especialistas analisam ainda o polimento, a simetria e a fluorescência, características que também podem influenciar a qualidade e o preço final da gema.

Uma história que atravessa milénios

Os diamantes brancos são conhecidos e apreciados há mais de dois mil anos. As primeiras extrações documentadas ocorreram na Índia, durante a Antiguidade.

Mais tarde, durante o Renascimento, estas pedras tornaram-se símbolos de poder e riqueza nas cortes europeias, passando a integrar coroas, joias reais e coleções aristocráticas.

Apesar dos avanços na mineração e no comércio de pedras preciosas, diamantes de grande dimensão e qualidade excecional continuam a ser extremamente raros, mantendo um forte valor simbólico e económico no mercado global.

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