Ranking das Escolas 2023
Ranking das Escolas. Raparigas superam rapazes pelo sétimo ano consecutivo
12 jul, 2024 - 00:00 • Diogo Camilo
Diferença de médias entre sexo feminino e masculino é a segunda maior dos últimos anos. Entre as provas mais realizadas, eles só foram melhores do que elas a Economia e Geografia e em dois distritos do país. Raparigas têm mais um valor do que os rapazes a Matemática.
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Pelo sétimo ano consecutivo, elas estão à frente nos exames do Secundário. A média de raparigas nas provas do ano passado foi a maior de sempre, se não contarmos os resultados do período de pandemia, e a diferença para os rapazes é a segunda maior de que há registo.
Segundo os dados do Ministério da Educação divulgados pela Renascença no Ranking das Escolas, as raparigas tiveram uma média de 12 valores nos exames do ensino secundário, mais quatro décimas do que no ano letivo anterior, enquanto os rapazes registaram uma média de 11,4 valores – apenas mais uma décima do que em 2022.
A diferença entre sexos é agora de seis décimas, a segunda maior dos últimos anos, apenas atrás do ano de 2021 – quando a diferença entre raparigas e rapazes foi de 0,9 valores.
Nas 14 disciplinas com maior número de provas realizadas em 2022, o sexo feminino superou o masculino em nove. As únicas exceções deste ano foram História A, Geografia A, Geometria Descritiva e Economia A. E também a Matemática Aplicada às Ciências Sociais, que os rapazes tinham perdido e agora recuperam.
Nas principais disciplinas, as raparigas superam-se. A Matemática, elas têm mais 1,1 valores do que eles e a Português a média é 0,7 valores acima. A Biologia e Geologia e Física e Química, a diferença é mínima, de apenas uma décima, mas continua a sorrir às raparigas. A Inglês, elas têm mais duas décimas de média.
A maior diferença de médias entre raparigas e rapazes é a Matemática B: as raparigas tiveram 12,6 de média, enquanto os rapazes tiveram 10,6 – dois valores a menos.
Entre os oito exames mais realizados em 2023 (e que são os utilizados para o Ranking das Escolas da Renascença), apenas dois têm rapazes com médias acima das raparigas – os mesmos do ano passado. A Economia A, os alunos tiveram mais cinco décimas que as alunas e a Geografia A, o sexo masculino teve mais seis décimas do que o feminino.
Nas provas do 9.º ano, as raparigas tiveram mais dois pontos de média (52,9 numa escala de 0 a 100) do que os rapazes (50,7 pontos), conseguindo melhores resultados a Língua Portuguesa – onde a diferença foi de cinco pontos –, mas piores a Matemática, onde os rapazes tiveram mais meio ponto de média.
No ano anterior, elas tinham tido uma média de 58 pontos, enquanto os rapazes se tinham ficado pelos 51,6. Já no exame de Matemática, a diferença tinha sido menor: elas com uma média de 46,4 pontos na prova, os rapazes com 44,4.
Rapazes só foram melhores do que raparigas em Évora e Portalegre
Nas provas de 2023, as raparigas voltaram a superar os rapazes nos Açores e Madeira, fazendo com que eles tenham médias acima das delas em apenas dois distritos: Évora e Portalegre.
Nos dois distritos alentejanos, os rapazes têm médias de mais 0,1 e 0,17 valores do que as raparigas. No entanto, em 10 distritos, a diferença delas para eles é superior a 0,5 valores. Os círculos com maior disparidade são Aveiro, Vila Real e Guarda, onde as raparigas têm médias sete décimas acima dos rapazes.
No Porto, a diferença é de 0,68 valores – favorável a elas –, enquanto em Lisboa as raparigas ficaram acima dos rapazes por uma diferença de 0,48 valores.
A Português, as raparigas foram melhores do que os rapazes em todos os distritos do país, ao passo que a Matemática o sexo masculino superou o feminino em apenas um distrito: Beja, onde a diferença foi de apenas duas décimas.
Do lado contrário, a maior diferença das raparigas para os rapazes a Português foi registado na Guarda, onde as alunas tiveram, em média, mais 2,1 valores nos exames. A Matemática, a maior margem aconteceu em Viana do Castelo, onde as raparigas tiveram mais 1,1 valores.









