“Vale a pena lutar pelos ainda não nascidos e os doentes": Centenas de pessoas marcam presença na Caminhada Pela Vida

29 mar, 2025 - 20:01 • Miguel Marques Ribeiro , Tomás Anjinho Chagas

A Caminhada Pela Vida mobilizou este sábado centenas em Lisboa, numa manifestação contra o aborto e a eutanásia que, em ano eleitoral, voltou a apelar ao voto consciente.

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Centenas de pessoas participaram este sábado, em Lisboa, na Caminhada Pela Vida, entre o Largo Camões e o Parlamento.

Com dezenas de cartazes e a entoar cânticos que chamavam a atenção dos turistas que passavam, crianças, adultos e adolescentes manifestaram-se contra a despenalização da morte medicamente assistida - em vias de ter luz verde do Tribunal Constitucional - e contra o aborto.

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"Sempre pela vida" e "Vida sim, aborto não" eram algumas das frases que os participantes ostentaram na tarde soalheira em Lisboa.

Joana e Rita estavam entre a multidão que se concentrou na baixa da cidade.

"O que me traz aqui é o que me traz sempre, a defesa da vida e perceber que é fundamental ser ativista e dizer a toda a gente que vale a pena lutar pelos ainda não nascidos e pelos que estão doentes", disse Rita à Renascença.

Ouvidas pela Renascença, as manifestantes disseram querer mostrar aos mais novos - presentes em peso - que devem lutar por estes princípios.

A Caminhada Pela Vida acontece todos os anos pelo início da primavera, só que desta vez a data coincide com o período pré-eleitoral que se avizinha, com os portugueses a serem chamados às urnas no dia 18 de maio.

"Gostava muito [de ver o tema debatido nas legislativas], é indispensável, é uma das questões em que pensamos quando vamos votar", confessou Joana.

A manifestante foi até mais longe e admitiu que isso pode fazê-la mudar a cruz no boletim. "Até concordamos com políticas de outros partidos, mas se eles não estão nestas questões, votamos noutros."

A mesma opinião foi partilhada por José Seabra Duque, coordenador-geral da Caminhada Pela Vida e militante do CDS. O organizador garantiu que "enquanto houver uma mulher que aborta porque não tem quem a apoie, nós continuaremos a sair à rua".

Seabra Duque pediu que na nova legislatura não seja alargado o prazo para a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) e exigiu "medidas de apoio concretas às grávidas em dificuldade". Além disso, insistiu na revogação da lei da eutanásia.

"Gostava de ouvir todos os partidos a pronunciar-se sobre estes temas, gostávamos que a defesa da vida fosse uma causa transversal a todos os partidos", afirmou organizador da Caminhada Pela Vida. "A Caminhada Pela Vida é apartidária, a nós não nos preocupa qual é o partido que defende as medidas de defesa da vida".

Marcha com "muito mais adesão" do que o habitual no Porto

A norte, os organizadores da iniciativa ficaram visivelmente satisfeitos com a adesão conseguida. Com a fanfarra dos bombeiros de São Mamede de Infesta na dianteira, cerca de 250 a 300 pessoas, segundo testemunhou uma fonte policial à Renascença, percorreram as ruas da cidade, desde a Sé até à Ribeira, empunhando cartazes e entoando palavras de ordem.

A presença de uma grande quantidade de jovens foi sublinhada pelos organizadores. "Chegamos a pessoas novas, com força de viver e com ânimo de chegar aos mais novos e aos velhos e mexer-se", disse Joana Carvalho.

"Na minha idade não há muito que eu possa fazer, não sou política. Mas posso marcar a minha posição estando aqui presente", explica Madalena Dias, uma das muitas jovens que marcaram presença. "É importante defender a vida de todas as maneiras possível", afirmou ainda.

No cortejo, esteve também João Almeida, do CDS/PP, que recusou uma partidarização do tema.

"Gosto pouco de discussões partidárias. Nós devemos enquanto sociedade trabalhar para viabilizar as vidas. Aquelas que são mais difícies de concretizas e aquelas que o fim de vida são mais difíceis de proteger e portanto nós devemos investir tudo em defender este valor e conseguir concretizar a viabilização da vida", declarou o deputado.

Nascida no contexto dos referendos ao aborto, desde 2012, a Caminhada pela Vida realiza-se anualmente.

A iniciativa realizou-se este sábado, sob o mote da defesa da vida desde o momento de concepção até à morte natural, em doze cidades do país: Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Guarda, Lisboa, Funchal, Porto, Santarém, Lamego e Viseu.

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  • Maria santos
    31 mar, 2025 Corroios 19:02
    Tive a sorte de poder participar nesta maravilhosa Marcha, onde predominavam os jovens! Ficou assim claro que a juventude não quer aborto nem eutanásia! Fiquei maravilhada e até impressionada com as numerosas mães com bebes ao colo ou nos carrinhos que se apresentaram para a Caminhada pela Vida! Foi lindo, lindo, lindo! Foi um raio de esperança num mundo tão arrogante e fechado e perdido no seu impressionante egoísmo. Como sempre a CS dissociou-se da luta pela Vida e de todos os portugueses que não querem morrer eutanasiados ou sem terem visto a luz do dia! Não querem os mandamentos de Deus, que condenam todo o tipo de suicídio ou assassinato, mas querem ser superiores a Deus e para isso fazem leis o mais opostas possível para O afrontarem! Acusam Trump de tanta coisa, mas são incapazes de noticiar os cerca de 50 sacerdotes que ele convidou para realizarem um grande momento de oração, com celebração Eucarística, adoração ao Santíssimo Sacramento e um cântico de louvor a Nossa Senhora, na Casa Branca! Isto nunca tinha acontecido antes, ou pelo menos não há memória! Trump sabe que foi salvo da bala que o atingiu por Nossa Senhora, por isso lhe está grato, o que fará derramar imensas graças do Céu sobre a Nação que ele governa! Parabéns Presidente Trump, por tanta coragem, e por ter descoberto que esse é o caminho certo!

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