Explicador

Cheias e deslizamentos. O que deve fazer para se proteger, segundo a Proteção Civil?

11 fev, 2026 - 14:54 • Olímpia Mairos

Guia prático com as recomendações da Proteção Civil para enfrentar cheias, deslizamentos e riscos nas estradas.

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Perante a manutenção de condições meteorológicas adversas, o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre, deixa um conjunto de recomendações à população. Neste explicador, a Renascença reúne as principais recomendações das autoridades para que saiba como agir em segurança perante o atual cenário de cheias e instabilidade.

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O que devo fazer perante zonas inundadas?

A orientação é clara: não entrar nem atravessar áreas alagadas. “Nunca entrem em zonas inundadas. Trinta centímetros de água podem arrastá-lo”, alerta Mário Silvestre. Mesmo níveis aparentemente baixos de água podem ter força suficiente para provocar quedas ou arrastar veículos.

E se estiver a conduzir?

Não deve atravessar estradas inundadas, túneis ou passagens inferiores. O ideal é parar num local seguro e elevado, longe de linhas de água. O piso pode estar escorregadio, com lençóis de água ou gelo, e a visibilidade pode estar reduzida devido a nevoeiro ou neblina.

Que cuidados devo ter em casa?

Se vive numa zona de risco, deve fechar portas e janelas, desligar o gás e a eletricidade e manter-se nos andares superiores ou em zonas mais elevadas. Equipamentos elétricos devem ser afastados da água. Se for necessário abandonar a habitação, leve apenas o essencial, com especial atenção aos medicamentos.

Como identificar risco de deslizamentos de terras?

Deve estar atento a sinais como fendas recentes em muros ou terrenos, árvores ou postes inclinados, água barrenta a sair do solo, estradas com abatimentos ou queda de pedras. Se observar algum destes indícios, deve afastar-se imediatamente e alertar os serviços municipais de proteção civil ou os bombeiros. “Não desvalorizem os sinais de alerta”, reforça o comandante.

O que não devo fazer perante um deslizamento?

Não tente remover terra ou pedras, não atravesse estradas deformadas nem tente estabilizar muros ou estruturas por iniciativa própria. Essas intervenções devem ser feitas por entidades competentes.

E quanto a cabos elétricos caídos?

Não deve tocar nem aproximar-se. Os cabos podem continuar sob tensão e representar risco de eletrocussão. A situação deve ser comunicada às autoridades.

É seguro aproximar-me de rios ou da orla costeira para fotografar?

Não. A Proteção Civil recomenda manter distância de rios, ribeiras e da orla costeira, evitando deslocações para filmar ou fotografar a subida das águas, devido ao risco de correntes fortes e agitação marítima.

A mensagem final da Proteção Civil é de prudência e prevenção. “Devem ter precaução redobrada em tudo aquilo que é a sua vida quotidiana”, sublinha Mário Silvestre, apelando a comportamentos responsáveis enquanto se mantiver o atual cenário meteorológico.

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