Greve geral
Amanhã é dia de greve geral. Guia para sobreviver à paralisação
02 jun, 2026 - 07:00 • Cristina Nascimento
Pela segunda vez no espaço de meio ano, a CGTP marcou um protesto que abrange todos os setores de atividade, pública e privada. Previsivelmente, as escolas, saúde e transportes serão dos mais afetados.
Está marcada para esta quarta-feira nova greve geral. O protesto foi marcado pela CGTP — pela segunda vez em meio ano —, mas, ao contrário de 11 de dezembro, desta feita a UGT não aderiu ao protesto.
O principal motivo é contestar contra a reforma da lei laboral que o Governo já aprovou e enviou para o Parlamento, mesmo sem acordo na concertação social.
Entre quem concorda e discorda, é certo que o dia de greve geral – que desta vez é a uma quarta-feira e não a uma sexta-feira – causará, no mínimo, incertezas.
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Calma e paciência extra
Assim, a primeira dica de sobrevivência é que tenha calma e recorra a uma dose de paciência extra para lidar com este dia de imprevisibilidade.
O primeiro sinal de inquietude aparece frequentemente nos grupos de WhatsApp da escola dos filhos ou netos. “Alguém sabe se amanhã a escola fecha?” é uma pergunta recorrente, mas que, na realidade, não terá resposta, dado que os trabalhadores não têm de declarar previamente se vão ou não aderir à paralisação.
Teletrabalho e escolas fechadas
Portanto, o melhor que poderá fazer é arranjar um plano B, por exemplo, se o seu trabalho o permitir, pedir ao chefe que faça trabalho remoto. Assim, se em cima da hora descobrir que a escola fechou, será mais fácil gerir.
Transportes com serviços mínimos
Se conseguir ir trabalhar, mas precisar de recorrer a transportes públicos, prepare-se que é outra vez uma incerteza. O Tribunal Arbitral declarou serviços mínimos para algumas empresas de transporte, mas não para todas. Por exemplo, na CP devem circular 25% dos comboios, na Carris, em Lisboa, há carreiras que, nas horas de ponta, vão estar a funcionar em pleno. A TAP vai ter de assegurar pelo menos 34 voos e o Metro do Porto vai ter em funcionamento as linhas Azul e Amarela, mas com perturbações.
Em sentido contrário, o Metro de Lisboa não tem serviços mínimos garantidos e prevê desde já a paralisação do serviço a partir das 23h00 desta terça-feira. Já no Tejo, também não foram decretados serviços mínimos para os barcos da Transtejo/Soflusa.
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Cirurgias e urgências
Outra área que costuma ser particularmente afetada é a saúde. Neste setor, se se tratar de uma questão urgente que necessite de assistência num serviço de urgências, por exemplo, deverá estar a funcionar como noutro dia qualquer. Mas se tiver marcado para dia 3 de junho uma consulta ou uma cirurgia programada, lá terá de recorrer à paciência extra.
Apesar de muitos destes atos estarem marcados com meses de antecedência, se as funcionárias administrativas fizerem greve ou os médicos, não vão acontecer. Tal como nas escolas, o aviso por parte do trabalhador não é obrigatório, portanto, na dúvida deve ir ao serviço de saúde e esperar para ver.
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Os efeitos da greve podem começar a fazer-se sentir ainda antes de quarta-feira e se costuma ir deixar o lixo no contentor à noite quando vai passear o cão, por exemplo, se calhar hoje fica-se só pela tarefa canina. Os serviços de higiene urbana fazem a recolha do lixo de madrugada e, se os trabalhadores fizerem greve o lixo, não vai para lado nenhum. Por vezes as autarquias pedem a colaboração dos munícipes e solicitam que, se for possível, não ponham o lixo no contentor.
Supermercados e gasolineiras
Os setores ligados à função pública costumam ser os mais diretamente afetados pelas greves e a paralisação desta quarta-feira não deverá ser exceção.
Assim, se está com receio que os supermercados possam ser afetados, poderá estar descansado, uma vez que as empresas de distribuição são privadas. E quem diz supermercados, diz também bombas de gasolina, outro tipo de comércio ou ginásios.
explicador Renascença
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[atualizado às 15h10]











