Crise Política
Sondagem coloca AD à frente do PS. Coligação alarga vantagem depois da moção de confiança
14 mar, 2025 - 14:50 • Diogo Camilo
É a primeira sondagem que engloba os dias de queda do Governo e coloca a AD com 32% das intenções de voto e a descolar-se do PS, que tem 28,6%. Na Sondagem das Sondagens, coligação de PSD e CDS fica com o mesmo resultado que tinha antes de se conhecer a Spinumviva, a empresa familiar de Luís Montenegro.
É a quinta sondagem divulgada desde o início da crise política e a terceira que dá vantagem à AD, depois de duas a colocarem o PS à frente das intenções de voto. Com o estudo, Luís Montenegro volta a descolar-se de Pedro Nuno Santos, mas ambos permanecem em empate técnico.
No inquérito da Consulmark2 divulgado pelo Semanário Sol esta sexta-feira, a coligação de PSD e CDS surge com 32,1%, enquanto o PS tem 28%.
O estudo, realizado entre 6 e 12 de março, é o único em que o trabalho de campo inclui dias após a moção de confiança do Governo ter sido chumbada no Parlamento, no dia 11 de março, levando à queda do Governo de Luís Montenegro.
O Chega, que regista 16,5% das intenções de voto, está mais longe do segundo lugar nas legislativas antecipadas de 18 de maio, e mais perto do quarto lugar, onde surge isolada a Iniciativa Liberal, com 7,7%.
Mais abaixo, Bloco de Esquerda, CDU e Livre estão separados por um ponto percentual - com 3,4%, 3,2% e 2,4%, respetivamente. O PAN regista 0,6% das intenções de voto, na sondagem para a qual foram inquiridas 594 pessoas e com margem de erro de 4 pontos percentuais.
Sondagem das Sondagens. AD descola do PS com a moção de confiança
No único inquérito que engloba dias de trabalho de campo após a queda do Governo, a AD sobe ligeiramente na Sondagem das Sondagens em relação às últimas sondagens, de 29,6% para os 30% - a mesma percentagem que registava no fim de janeiro, quando não era conhecida a empresa familiar de Luís Montenegro, a Spinumviva.
Já o PS, com o inquérito da Consulmark2, desce duas décimas no agregador da Renascença e cai para os 29,7% de intenções de voto, aproveitando apenas duas décimas com a crise política.
📊A estimativa @rr.pt a 14/03/2025📷 Com #sondagem Consulmark2 para o semanário Sol AD: 30%🔼(+0,4%) PS: 28,7%🔻(-0,2%) CH: 16,5% 🟰 IL: 7,1%🔼(+0,2%) BE: 3,6%🔻(-0,1%) CDU: 3,1%🔼(+0,1%) L: 3%🔻(-0,2%) PAN: 1%🔻(-0,6%) 🔍Comparação com 12/03 #SondagensRR
— Sondagem das Sondagens (@sondagens.rr.pt) March 14, 2025 at 8:19 PM
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Dos principais partidos, o Chega foi o que sofreu mais nos últimos dois meses - caindo nove décimas desde o início da crise política -, para os 16,5%, mas mantém-se inalterado nos últimos dias.
A Iniciativa Liberal é o partido que mais cresce - e volta a crescer. Com a nova sondagem, os liberais sobem para os 7,1% na Sondagem das Sondagens - o resultado mais alto desde outubro do ano passado -, crescendo 1,1 pontos desde o final de janeiro e assumindo-se como a quarta maior força política.
Bloco, CDU e Livre permanecem numa luta a três à esquerda, separados apenas por seis décimas entre eles, enquanto o PAN volta a cair no agregador da Renascença - tem agora 1% das intenções de voto e caiu 1,7% desde o início da crise política.






