Eleições Legislativas 2025
Campanha eleitoral. AD vai gastar mais 350 mil euros que o PS
11 abr, 2025 - 22:19 • Diogo Camilo
Partidos preveem gastar mais de 8,5 milhões de euros nas legislativas de maio, mais do que nas eleições do ano passado. Chega aposta nos brindes e cartazes, AD é o partido que mais dinheiro gasta em estudos de mercado e PS é o que vai investir mais em comícios.
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A AD é a força política com maior orçamento para a campanha das eleições legislativas de 18 de maio, crescendo em 45 mil euros relativamente ao que previu gastar no ano passado.
Segundo o orçamento de campanha entregue à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), consultado pela Renascença, a coligação de PSD e CDS prevê despesas de 2,55 milhões no continente e nos Açores, a que acrescem mais 52.500 euros da coligação com o PPM na Madeira. No total, são 2,6 milhões de euros orçamentados.
A coligação de sociais-democratas com centristas prevê gastar 1 milhão de euros em estudos de mercado e agências de comunicação (mais 300 mil euros do que no ano passado), além de 512 mil euros em comícios e espetáculos (mais 130 mil euros que em 2024), gastando menos 50 mil euros em cartazes (257 mil este ano).
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O financiamento da campanha é feito, sobretudo, através da subvenção estatal de 2,25 milhões de euros das últimas eleições, mais 47.500 euros da coligação na Madeira. A este valor acrescem 277 mil euros de contribuições do partido e mais 25 mil euros de donativos.
O PS, que recebeu menos 300 mil euros de subvenção estatal, prevê também menos 300 mil euros de despesas em relação à campanha eleitoral de 2024: 2,25 milhões de euros no total, sem contribuições do partido ou donativos, que será a despesa mais baixa em 20 anos de campanhas de eleições legislativas.
Comparando AD e PS, a diferença é de 355 mil euros, com os socialistas a gastarem menos 400 mil euros em estudos de mercado e agências de comunicação (600 mil euros no total, sensivelmente o mesmo do ano passado), mais 150 mil euros em comícios (650 mil no total, mas menos 100 mil euros que em 2024), mais 50 mil euros em cartazes e mais 100 mil euros em brindes - 300 mil e 180 mil no total, respetivamente.
O Chega, que duplica o seu orçamento para estas eleições, em relação ao das últimas legislativas, vai gastar 1,6 milhões. 800 mil euros são recolhidos através de subvenções estatais e outros 800 mil euros vindos do partido, segundo o orçamento de campanha entregue à ECFP.
Deste valor, mais de metade será destinada a cartazes (500 mil euros) e comícios e espetáculos (350 mil euros). O partido é também quem tem mais dinheiro orçamentado em brindes - 250 mil euros -, além de 350 mil euros previstos em custos administrativos.
Por categorias, a AD lidera nos gastos previstos em estudos de mercado e custos administrativos, enquanto o Chega será o partido a gastar mais em cartazes e brindes e o PS será o partido que prevê gastar mais em comícios e propaganda digital.
Entre os outros partidos, a Iniciativa Liberal prevê gastar 575 mil euros - menos 70 mil euros que nas eleições do ano passado -, o Bloco de Esquerda 460 mil euros (cerca de menos 50 mil euros) e a CDU 595 mil euros (menos 190 mil euros que nas eleições do ano passado).
O Livre, com um bom resultado nas últimas legislativas, viu o orçamento de campanha engordar em 54.500 euros, com um total de 150 mil euros previstos. O PAN terá o mesmo orçamento do Livre, menos 55 mil euros que nas últimas eleições.
O partido com menor orçamento é o MPT - Partido da Terra, com zero euros, enquanto o PTP - Partido Trabalhista Português orçamentou apenas 100 euros. Três partidos - o Volt, o ADN e o Nós, Cidadãos - não entregaram o seu orçamento de campanha à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos.
No total, os partidos preveem gastar 8,5 milhões de euros. Ou seja, mais 175 mil euros do que nas eleições do ano passado.







