Debate da Rádio
Debate da Rádio foi ao "VAR". Quem atacou mais os adversários rumo às legislativas?
05 mai, 2025 - 20:04 • João Pedro Quesado
Explore as interações dos candidatos neste interativo. Aliados foram poupados, Montenegro foi o centro da conversa e Rui Rocha o mais abrangente a criticar. André Ventura e Paulo Raimundo foram o ponto quente das interrupções.
As interrupções e os apartes não faltaram ao último debate entre os oito líderes dos partidos com assento na Assembleia da República, transmitido esta segunda-feira na Renascença, Antena 1, TSF e Rádio Observador. Este foi o último debate com os oito candidatos antes das eleições legislativas de 18 de maio.
A Renascença vestiu o equipamento de vídeo-árbitro (VAR) e analisou as interações entre os candidatos no frente a frente, que marcou o segundo dia de campanha eleitoral.
O debate girou em torno de Luís Montenegro, provando que há pontos positivos e negativos em ser o primeiro-ministro em funções num período eleitoral. Os outros candidatos dirigiram-se ao social-democrata, direta e indiretamente, 60 vezes ao longo das duas horas de discussão.
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A Renascença contabilizou as menções aos candidatos de cada vez que ocorriam direta ou indiretamente no debate. Foram ainda contadas as críticas, concordâncias, respostas, apartes e interrupções, de cada vez que os candidatos assumiam a palavra.
A estratégia de Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos fica clara ao olhar para os números: os potenciais parceiros são para poupar.
Se Montenegro criticou cinco vezes o líder do PS, uma vez o líder do Chega e outra Rui Tavares, Pedro Nuno Santos ficou-se por quatro críticas ao primeiro-ministro. Ou seja: Luís Montenegro não criticou Rui Rocha, e Pedro Nuno Santos não teve como alvo Mariana Mortágua, Paulo Raimundo e Rui Tavares.
Já Inês Sousa Real foi mais criticada por André Ventura (três vezes) e ainda uma vez pelo Rui "liberal" — fica em aberto se isso se deve aos números reduzidos do PAN nas sondagens, ou à possibilidade de todos os deputados contarem para construir maiorias na próxima legislatura.
Rui Rocha lidera as críticas porque, logo no início, equipara todos os outros líderes na responsabilidade pela crise política — o que foi contabilizado como uma crítica por cada partido.
Do lado oposto, mostrando que o importante em campanha é sublinhar as diferenças, houve tão poucos momentos de acordo entre os candidatos que um gráfico seria quase só espaço em branco.
Pedro Nuno Santos concordou com Luís Montenegro numa questão no tema da justiça: que “quem tem tendência para a ilicitude acabará por ser apanhado”. Logo no início, Rui Tavares já tinha concordado com Rui Rocha ao citá-lo para dizer que “Luís Montenegro é o principal fator de instabilidade do país”. Foi tudo.
O ponto quente das interrupções foi entre André Ventura e Paulo Raimundo. O comunista cortou a palavra do líder do Chega sete vezes, enquanto Ventura interrompeu o líder da CDU em três ocasiões: tantas vezes quanto respondeu a Raimundo.









