Legislativas 2025
Legislativas. Ainda não decidiu em quem votar? Recorde os programas eleitorais
14 mai, 2025 - 16:48 • Salomé Esteves
Do governo à oposição, todos os partidos apresentaram os seu programas eleitorais e as prioridades diferem. Entre uma imigração controlada e o direito à habitação, consulte os programas para perceber que medidas têm os partidos com assento parlamentar.
Cerca de 300 mil eleitores já votaram antecipadamente nas legislativas deste ano. Mas, para milhares de outras pessoas que vão votar a 18 de maio, a escolha ainda pode estar a ser difícil.
Recorde os programas eleitorais dos partidos com assento parlamentar na Assembleia da República.
AD - Coligação PSD/CDS
Sob o mote "Portugal não pode parar", a coligação que venceu as legislativas de 2024 — na altura, também com o PPM — divide as suas propostas entre razões "por que é preciso continuar" e as metas e medidas. A coligação abre o documento a lembrar "os bons resultados deste primeiro ano de governação", destacando os rendimentos, a segurança e o Estado Social.
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Partido Socialista
Para o PS, a ideia chave é propor "Um Novo Impulso para Portugal". Enquanto a AD está confiante nas suas conquistas, o PS começa por falar num "ano perdido para o país nas políticas económicas e sociais". Depois das eleições do ano passado, lê-se no documento, o partido fez um "trabalho de renovação interna" para poder ser uma "alternativa sólida e mobilizadora ao governo de direita".
Antes de nomear medidas específicas, o PS dá destaque aos "problemas sérios" do país, especificamente os salários, a habitação, o emprego e o Serviço Nacional de Saúde.
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Chega
Em mais umas eleições legislativas, a ideia principal do Chega é "salvar Portugal". Nos primeiros parágrafos do programa, André Ventura acusa, na "carta do presidente", o atual governo de "falhar em toda a linha" e não ter a "coragem de cortar realmente com o sistema".
Ainda antes de apresentar medidas, o partido defende ideias-chave: "o combate à corrupção", "o reforço da segurança e da autoridade do Estado", "um modelo de imigração assente da adaptação cultural e na valorização do interesse nacional" e a "redução drástica da carga fiscal".
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Iniciativa Liberal
A IL leva à primeira página o morte "Acelerar Portugal" e arranca o documento com três objetivos para cumprir até 2030. A primeira ideia é "modernizar o Estado", mais "ágil, digital e descentralizado". Em segundo lugar, surgem reformar para "recuperar a confiança nas instituições", com o "combate coordenado à corrupção", a "regulamentação da atividade de lobbying" e uma "reforma eleitoral".
Por último, a IL propõe "romper com a estagnação económica" assente na "redução e simplificação da carga fiscal" e em "privatizações necessárias para uma economia competitiva".
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Bloco de Esquerda
"Mudar de vida" é o mote do manifesto eleitoral do BE para estas eleições. Um voto no bloco, lê-se no documento, é um voto "para baixar o preço das casas, para respeitar quem trabalha e garantir saúde para todas as pessoas".
O partido liderado por Mariana Mortágua apresenta o mesmo programa eleitoral das eleições no ano passado porque, lê-se, "o mandato das deputadas e deputados do Bloco eleitos em março de 2024 foi interrompido pela crise política artificial provocada por Montenegro".
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CDU: PCP-PEV
A coligação entre o PCP e Os Verdes apresenta o programa eleitoral como uma "política patriótica e de esquerda" para um "Portugal com futuro". Nos primeiros parágrafos do documento, a CDU afirma que estas eleições são consequência de uma política governativa de "promiscuidade entre o poder político e o poder económico" que "lesa os interesses dos trabalhadores e do povo, prejudicando o desenvolvimento do País".
A coligação estabelece que os serviços públicos são prioritários, "em particular os que concretizam o acesso do povo português a direitos fundamentais", como o SNS, a educação, a Segurança Social e a habitação.
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Livre
O programa do Livre "Para Ser Livre" arranca com a premissa de que "não basta gerir crises; é urgente criar novos modelos transformadores da sociedade". Na introdução ao documento, em que o partido estabelece que as suas "prioridades são claras", o Livre sublinha a necessidade de "salários dignos e um forte combate à precariedade laboral", a proteção das "liberadades individuais" e o reforço do "equilíbrio entre trabalho e vida pessoal". Além disso, o partido diz ser "imperativo investir em áreas estruturais como a Habitação, a Saúde, a Educação e a Ciência".
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PAN
O programa eleitoral do PAN apresenta-se como uma "alternativa útil para o futuro" em que os principais compromissos são "resolver os problemas das pessoas e contribuir para o desenvolvimento justo e sustentável do país". Mais à frente, o partido liderado por Inês Sousa Real especifica que o trabalho do PAN se dedica "pelo combate às alterações climáticas e proteção da natureza e pela proteção de todos os animais".
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