Legislativas 2025
CDU. Pouco "nheca-nheca" para "falar do que importa na vida das pessoas"
16 mai, 2025 - 06:30 • Cristina Nascimento
As apostas são sobretudo para recuperar o deputado perdido em Beja, em 2024, e reforçar a votação em Setúbal e também em Lisboa e/ou Porto. Dia 18, os eleitores ditarão.
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“Nheca-nheca” ficou célebre nos debates antes da campanha oficial para as legislativas. Paulo Raimundo usou a expressão no debate televisivo com André Ventura.
O líder da coligação CDU nunca explicou bem o que significa ao certo “nheca-nheca”, mas será consensual que será algo do género falar muito sobre a mesma coisa ou falar de coisas que pouco interessam.
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Se assim for, a campanha que a CDU procurou fazer foi o contrário de “nheca-nheca”. Paulo Raimundo e os restantes intervenientes comunistas e ecologistas orientaram o discurso para falar “do que importa na vida das pessoas”. Ou seja, Raimundo insistiu na necessidade de aumentar salários e pensões, falou do acesso à saúde e à habitação, defendeu mais direitos para as crianças, jovens e trabalhadores.
E desta tónica Paulo Raimundo pouco quis sair. Não quis, por exemplo, palpitar sobre cenários de diálogo à esquerda, comentar sondagens ou o caso Spinumviva, nem as idas ao hospital de André Ventura.
O secretário-geral do PCP considera que assim a CDU consegue distanciar-se dos restantes partidos e adversários políticos.
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Não quis comentar, mas isso não significa que evitasse responder às perguntas dos jornalistas. Pelo contrário, estava sempre disponível para todas as perguntas dos repórteres que o acompanharam na estrada.
Em duas semanas fizeram mais de cinco mil quilómetros, de norte a sul do país, com a CDU muito na rua – embora nem sempre com grande diálogo.
Quase todos os dias houve desfiles nalguma localidade, com Raimundo a distribuir o “documentozinho”, mas a não querer incomodar muito as pessoas que abordava.
Ainda assim, ao primeiro sinal de abertura, Raimundo tem conversa fácil e não perde uma oportunidade para afirmar as principais bandeiras do partido.
Á Renascença, o líder da coligação CDU considera que a campanha correu de forma “muito positiva, muito alegre” e garante estar “confiante” e “esperançado” que será possível alcançar os objetivos eleitorais que traçou para o partido: mais 100 mil votos e mais dois deputados.
As apostas são sobretudo para recuperar o deputado perdido em Beja, em 2024, e reforçar a votação em Setúbal e também em Lisboa e/ou Porto. Dia 18, os eleitores ditarão.








