Legislativas 2025

O novo Parlamento. PS e Chega ficam com cinco lugares na primeira fila, PSD aumenta para oito

02 jun, 2025 - 18:05 • Manuela Pires

José Pedro Aguiar Branco vai presidir à primeira sessão da nova Assembleia da República. O novo mapa que distribui os lugares no parlamento vai sentar esta terça feira os deputados do JPP e do PAN mais à esquerda, entre o PS e o Livre.

A+ / A-

Não houve unanimidade, mas a conferência de líderes aprovou esta tarde os lugares que os deputados vão ocupar no hemiciclo, na primeira sessão da nova Assembleia da República, esta terça-feira.

A proposta apresentada pelo PSD coloca os deputados únicos do JPP e do PAN mais à esquerda, vão ocupar os lugares à coxia e ficam entre o Partido Socialista e o Livre. Estes lugares são provisórios e ainda na semana passada Filipe Sousa dizia à Renascença que queria ficar sentado ao centro entre o PS e o PAN. O deputado do JPP terá oportunidade de dar conta dessa sua intenção, na próxima reunião da conferência de líderes que reúne quarta-feira.

“Nesta proposta apresentada pelo grupo parlamentar do PSD e que mereceu o acolhimento maioritário da Conferência de Líderes, o PAN e o JPP ficam a seguir ao Partido Socialista e entre o Partido Socialista e o LIVRE” refere o porta-voz da conferência de líderes, Jorge Paulo Oliveira.

O novo mapa tem ainda outras alterações quanto aos lugares da primeira fila. O Chega e o PS vão ter direito, cada um, a cinco lugares na primeira fila, o PSD oito lugares, a Iniciativa Liberal mantém os dois e o CDS fica com um deputado na primeira fila da bancada.

“A segunda alteração tem a ver com o facto de, na proposta inicial da secretária-geral, o grupo parlamentar do PSD apenas ter direito a sete lugares na primeira fila e, com a proposta que agora foi maioritariamente validada, passa a ter oito” disse Jorge Paulo Oliveira.

Mais à esquerda, o PS vai ocupar cinco lugares na frente, sendo que dois deles ficam na bancada, mais à esquerda que até aqui era ocupada apenas pelo PCP, Bloco de Esquerda e Livre.

No final da reunião, o porta-voz da conferência de líderes disse aos jornalistas que esta proposta não foi unânime e que o PCP e o Livre mostraram discordância porque os deputados não ficam juntos e os lugares da fila de trás ficam deputados do PS, no caso do livre, ou Mariana Mortágua no caso do PCP.

“O problema é de interligação entre as respetivas filas do mesmo grupo parlamentar e esse é efetivamente um dos motivos avançados pela líder da bancada do Livre, Isabel Mendes Lopes, quanto à sua discordância relativamente à decisão que acabou de ser tomada” referiu aos jornalistas.

Esta terça-feira a primeira sessão da assembleia vai ser presidida por José Pedro Aguiar Branco, segundo assim a praxe parlamentar.

“Manteve-se a decisão de a mesa provisória respeitar as regras e a praxe parlamentar” antes da eleição formal do novo presidente da Assembleia da República.

“O grupo parlamentar com maior representatividade (o PSD) indica quem irá presidir à primeira sessão plenária, sendo que a praxe parlamentar aponta no sentido de que, estando presente o presidente da Assembleia da República cessante, deve ser o próprio a presidir”, assinalou Jorge Paulo Oliveira.

Sendo assim, será José Pedro Aguiar-Branco a presidir à primeira sessão da nova legislatura, e para a mesa convidou para secretários da mesa os deputados Germana Rocha (PSD) e Gabriel Mithá Ribeiro (Chega), que representam os dois partidos com maior representatividade saídos das últimas eleições legislativas.

A primeira reunião plenária da XVII Legislatura vai dividir-se em duas partes, uma de manhã e outra à tarde, começando pelas 10:00 com a leitura e votação do projeto de resolução para a constituição da Comissão Eventual de Verificação de Poderes dos Deputados Eleitos.

Os trabalhos reiniciam-se pelas 15:00 para leitura do relatório e votação do parecer da Comissão de Verificação de Poderes dos Deputados Eleitos e para a eleição da mesa do parlamento, constituída pelo presidente, por vice-presidentes, secretários e vice-secretário.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque