19 dez, 2025 - 02:18 • Diogo Camilo
O prazo para a entrega das candidaturas à Presidência da República terminou esta quinta-feira e haverá um novo recorde a 18 de janeiro. Foram 14 os candidatos que formalizaram a sua candidatura no Tribunal Constitucional, o dobro do ano passado.
As candidaturas ainda terão de ser verificadas pelo tribunal, o que deverá acontecer até ao dia 24 de dezembro, mas já é certo que estes são os nomes que vão constar do boletim de voto, com o sorteio da ordem das candidaturas a acontecer esta sexta-feira, segundo o calendário de operações da Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Se alguma das candidaturas for considerada inelegível, há ainda a hipótese de reclamação. As candidaturas definitivas só vão ser publicadas no dia 7 de janeiro - uma semana e meia antes das eleições - e até ao dia 14 de janeiro é possível desistir da candidatura.
A confirmar-se, os 14 candidatos serão o maior número em eleições presidenciais em democracia, ultrapassando os 10 candidatos das eleições de 2016, quando Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito pela primeira vez.
Durante a 1.ª República, as eleições presidenciais nunca tiveram mais do que três candidatos e as primeiras eleições depois do 25 de Abril de 1974 tiveram apenas quatro. Depois de 40 anos de eleições com cinco ou menos candidatos, a pluralidade de candidaturas tem imperado no panorama político: em 2006 e 2011 foram seis os candidatos presidenciais e nas últimas eleições foram sete.
O período de pré-candidaturas já tinha batidos máximos, com 45 pretendentes a avançarem com inscrição no Portal da Candidatura. Entre eles estavam figuras caricatas como Angela Maryah, David Belo ou Bruno Gomes.
É professor e líder sindical do S.TO.P - Sindicato de Todos os Profissionais da Educação. Foi dos primeiros a anunciar a candidatura à Presidência da República e dos últimos a formalizar candidatura. Concorre sob o mote "É hora de abrir a pestana".
O líder do Chega tem o apoio do partido e concorre pela segunda a Belém. Em 2021, foi terceiro e teve 11,9% dos votos. De resto, estas são as oitavas eleições em que participa nos últimos seis anos, depois de quatro legislativas, as últimas presidenciais, as eleições europeias de 2019 e as autárquicas de 2021.
O antigo deputado do PCP esteve 35 anos na Assembleia da República e ficou de fora nas últimas legislativas. Chegou a vice-presidente do Parlamento e é professor de Direito.
Esteve afastado da vida política depois de sair do cargo de secretário-geral do PS e agora volta, depois de hesitações, com o apoio do partido que liderou.
Eurodeputada em Bruxelas desde junho do ano passado, a antiga líder do Bloco de Esquerda é uma das únicas mulheres nestas eleições presidenciais, a par de Joana Amaral Dias.
Depois de liderar a task-force da vacinação à covid-19 durante a pandemia, o almirante na reserva lança-se a Belém. Começou como grande favorito, mas tem sofrido uma queda nas sondagens. Diz que o seu partido é "Portugal".
É pintor de rua e surpreendeu ao entregar 9 mil assinaturas, todas elas recolhidas por si, diz. Em 2017 concorreu à Câmara Municipal de Faro e agora promete percorrer o país vestido de D. Afonso Henriques.
É a outra mulher candidata às eleições e foi a última a entregar as assinaturas e formalizar a candidatura no Tribunal Constitucional. É apoiada pelo ADN, depois de ter sido a cabeça de lista nas eleições europeias do ano passado.
O outro eurodeputado entre os candidatos, foi líder da Iniciativa Liberal e é apoiado pelo partido depois de Mariana Leitão ter desistido da candidatura para ser presidente dos liberais. Foi o primeiro candidato a entregar as assinaturas necessárias no Tribunal Constitucional.
É o candidato mais jovem, com apenas 38 anos - mais três do que a idade mínima. Deputado do Livre desde o ano passado, foi o último candidato a anunciar a sua candidatura.
É o fundador do Partido Liberal Social e também formalizou a candidatura no último dia, com as 7.500 assinaturas necessárias. Em 2023, disputou contra Rui Rocha a liderança da Iniciativa Liberal.
Foi líder do PSD e é apoiado por social-democratas e pelo CDS, tendo sido o primeiro candidato a avançar para a corrida a Belém, em fevereiro. Conselheiro de Estado de Marcelo Rebelo de Sousa, foi deputado do PSD e ministro nos governos de Cavaco Silva e Durão Barroso.
Pela primeira vez, e depois de várias tentativas em 2001, 2011 e 2016, o fundador e vocalista dos Ena Pá 2000, dos Irmãos Catita e dos Corações de Atum, anunciou a candidatura e angariou o número necessário de assinaturas.
Foi vereador do PSD na Câmara Municipal de Paredes e foi uma surpresa, formalizando e entregando as assinaturas necessárias no último dia. Promete dar voz às regiões mais desfavorecidas.