Presidenciais 2026

Ajuda de Montenegro e "multidão" no Minho: Mendes viu a rua "aparecer nas sondagens da televisão"

15 jan, 2026 - 00:50 • Manuela Pires

O primeiro-ministro avisa que os adversários de Marques Mendes são “projetos de governação encapotados” e que o candidato apoiado pelo PSD “quer cooperar” com o Governo. A nova sondagem da Intercampus coloca candidato de novo na corrida e anima o dia de campanha.

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“Hoje foi um excelente dia de campanha”, a frase de Marques Mendes foi dita a um apoiante no final do comício desta quarta-feira no auditório da Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, em Famalicão.

O candidato apoiado pelo PSD contou de novo com o apoio do primeiro-ministro, mas a sondagem da Intercampus divulgada durante a tarde contribuiu também para dar um novo alento à candidatura.

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“Finalmente, hoje mesmo, parece que a sondagem da rua começa a aparecer nas sondagens das televisões” disse no comício.

Horas antes, em Fafe, rodeado de amigos e das gentes da terra natal, Marques Mendes explicava aos jornalistas que a sondagem “dá-me uma grande esperança” e volta a dizer que “está tudo em aberto e tudo pode acontecer”.

Marques Mendes tem muita experiência política, muitos anos de campanhas e de eleições e, por isso, desde o fim de semana tem direcionado o discurso para os indecisos, porque percebeu que pode ir buscar votos a quem ainda não decidiu o sentido de voto. E acredita ainda que pode beneficiar dos erros cometidos por João Cotrim de Figueiredo, que está a captar eleitorado tradicional do PSD.

Cotrim “tem dois amores"

Esta quarta-feira de manhã, em Arcos de Valdevez, o mandatário nacional Rui Moreira veio de novo à campanha para, em menos de dois minutos, dizer que o candidato liberal “tem dois amores e que em nada são iguais”, referindo-se a André Ventura e Luís Montenegro.

O ex-presidente da Câmara do Porto concluiu que “é grave que alguém que quer ser Presidente da República se engane naquilo que quer para os portugueses. Mas depois vêm os dois amores. Nós não, nós só temos um amor. Que é Luís Marques Mendes”, disse Rui Moreira.

Ao longo destas quase duas semanas de estrada, foi visível o impacto das sondagens negativas no discurso de Marques Mendes que, por exemplo, sobre a saúde, pediu primeiro explicações ao diretor executivo do SNS, dois dias depois pedia à ministra para dar a cara e avisava “que o silêncio causa alarme social”, e por último pedia “sensibilidade” a Ana Paula Martins.

Montenegro regressa à campanha

Esta quarta-feira, Luís Montenegro veio à campanha avisar que seria “no mínimo estranho, incongruente e um exercício de masoquismo político" não concentrar os votos em Marques Mendes e deixar a segunda volta para os candidatos dos “extremos”.

“Vamos aceitar que, no fim da noite eleitoral de domingo, o espaço mais representativo do pensamento político do povo português possa ficar de fora da segunda volta?” questionou Montenegro.

O primeiro-ministro, que regressou à campanha, voltou a apelar a todos aqueles que se situam “na social-democracia, democracia-cristã e no liberalismo moderado”, que diz valem cerca de 40% dos votos, pata concentrarem os votos no candidato do PSD.

Montenegro diz que é o único que não tem um projeto de governação e que quer “cooperar” com o Governo.

“Esta é a escolha que coloca no Palácio de Belém um Presidente da República que o será sem ter atrelado a si um projeto de governação, todos os outros são projetos de governação encapotados disfarçados de Presidente da República”, afirmou Montenegro.

Já Marques Mendes “é um projeto de Presidente da República que quer cooperar com um projeto de governação”, disse Luís Montenegro.

O primeiro-ministro tem ainda a certeza de que os candidatos apoiados pelo PS, IL e Chega para fazer em Belém oposição ao Governo.

“O que me parece é que esses partidos entraram nesta campanha eleitoral para colocar em Belém uma extensão daquilo que é o seu trabalho político na Assembleia da República”, disse Montenegro.

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