Presidenciais 2026
Seguro vence primeira volta e enfrentará Ventura na derradeira corrida a Belém
18 jan, 2026 - 23:20 • Diogo Camilo
O candidato apoiado pelo PS venceu todos os distritos, à exceção de dois, e conseguiu mais de 1,7 milhões de votos - quase o triplo dos votos de Marques Mendes e Gouveia e Melo e quase o dobro de Cotrim.
Os votos da primeira volta estão contados e, pela segunda vez na história da democracia portuguesa, haverá uma segunda volta das eleições presidenciais, repetindo o que aconteceu em 1986.
No final da contagem nacional, António José Seguro é o mais votado, com mais de 1,75 milhões de votos — cerca de 31%, e estará na segunda volta com André Ventura, que teve 23,5% — mais de um 1,3 milhões de votos, o dobro do seu resultado em 2021.
João Cotrim de Figueiredo fica de fora da segunda volta, ficando com apenas cerca de 900 mil votos - e 16%.
Henrique Gouveia e Melo, com 12,3%, e Luís Marques Mendes, com 11,3%, ficam muito longe dos dois primeiros, depois de terem liderado as intenções de voto até ao final do ano passado.
António José Seguro consegue quase o triplo dos votos de Marques Mendes e de Gouveia e Melo e o dobro dos votos de Cotrim de Figueiredo. O candidato apoiado pelo PS venceu todos os distritos, à exceção de Faro e Madeira, que foram vencidos por André Ventura.
Além da vitória em quase todos os distritos, Seguro foi o mais votado em 226 concelhos, enquanto Ventura venceu 79 e Marques Mendes apenas três: Sernancelhe, Fafe e Boticas. Gouveia e Melo e Cotrim não venceram qualquer concelho.
Entre os candidatos de esquerda, nenhum consegue mais do que 2% dos votos: Catarina Martins teve apenas 113 mil votos, enquanto António Filipe não foi além dos 90 mil votos e Jorge Pinto, com 37 mil votos, teve menos 200 mil votos do que o Livre teve nas legislativas — e ficou atrás de Manuel João Vieira, que conta com 1,1% dos votos.
André Pestana registou apenas 0,2% dos votos, enquanto Humberto Correia teve 0,09%, percentagens que são inferiores aos números de votos nulos, que incluem as cruzes em Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso, que viram as suas candidaturas às eleições serem rejeitadas pelo Tribunal Constitucional.
Estes votos estão incluídos nos votos nulos, que chegaram aos 64 mil. Aliados aos 60 mil votos em branco, são mais de 120 mil votos inválidos — ainda assim, muito menos que os 277 mil votos inválidos registados em 2011.






