Presidenciais 2026
Mariana Leitão: "Montenegro apoiou candidato com mau resultado. Se há questões de liderança a fazer é no PSD"
30 jan, 2026 - 07:00 • Alexandre Abrantes Neves , Lara Castro (vídeo)
A presidente da Iniciativa Liberal considera que o quinto lugar de Marques Mendes deve levar a uma reflexão dentro do PSD, que "não convenceu os seus eleitores". Já sobre o dia seguinte à segunda volta, diz duvidar que André Ventura saia reforçado e deixa uma garantia: "Eleições antecipadas não são benéficas para o país".
A presidente da Iniciativa Liberal (IL) atira-se contra Luís Montenegro e diz que os resultados da primeira volta das presidenciais não trazem questões sobre a liderança da IL, mas sim sobre o rumo interno do PSD. “Se há questões de liderança a fazer, certamente não é na Iniciativa Liberal. É ao PSD, ao Livre, àqueles que apoiaram candidatos que nem sequer conseguiram convencer os seus eleitores”, afirma, em entrevista à Renascença.
Mariana Leitão considera que o terceiro lugar nas presidenciais e os cerca de 900 mil votos confiados a João Cotrim de Figueiredo vêm reforçar a sua liderança à frente do partido – e recusa que o movimento cívico criado por Cotrim seja uma tentativa de substituir a IL. “Bernardo Blanco e João Cotrim de Figueiredo são pessoas que eu prezo muito, que ajudam muito a Iniciativa Liberal. Essas questões não se colocam”.
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Sobre a segunda volta, Mariana Leitão não alinha na narrativa de que André Ventura seja o novo "líder da direita" e até duvida que o presidente do Chega saia reforçado da eleição de 8 de fevereiro. Ainda assim, e se acontecer, Mariana Leitão rejeita desde já alinhar com o Chega em qualquer tentativa para provocar legislativas antecipadas. “Não é benéfico para o país”, afirma, embora não se comprometa com abstenção ou voto a favor no Orçamento do Estado.
Quanto à denúncia de alegado assédio sexual contra João Cotrim de Figueiredo, Mariana Leitão garante nunca “ter ouvido” nada sobre o caso e diz que o partido está a ponderar uma ação no tribunal contra a denunciante e antiga assessora do partido, Inês Bichão.
João Cotrim de Figueiredo lançou na última semana um movimento cívico, chamado Movimento 2031, para não deixar órfãos os mais de 900 mil votos que lhe foram confiados na primeira volta das eleições presidenciais. Mariana Leitão já se referiu a este movimento como sendo necessário para ir ao encontro destas pessoas. A IL não podia ser este espaço?
A IL é esse espaço. É o único partido no espetro político-partidário que, ao longo dos anos, assume o papel e materializa em propostas na Assembleia da República, de reformas, de mudança, das soluções que permitirão ao país ter um rumo diferente, ser um país mais desenvolvido e, com isso, garantir melhores condições de vida às pessoas. Portanto, do ponto de vista do espetro político-partidário, não há qualquer dúvida.
Por mais que a AD ou o governo tentem mostrar que eles são os reformistas e a solução do centro-direita, a verdade é que as pessoas já perceberam que não são, muito pelo contrário. Um governo que se proclama reformista e depois, na prática, não faz nada daquilo que seria suposto fazer para resolver os problemas do país já mostrou essa incapacidade.
Então se a IL é capaz de agregar estes votos, o que é que o movimento acrescenta?
É um movimento cívico, que é uma questão importante. Há um conjunto de pessoas que vieram de vários espaços políticos. Abriu-se esse espaço, de pessoas que procuram essa mudança e que o país consiga implementar reformas, desenvolver-se a níveis muito diferentes daqueles que temos hoje em dia. Há um movimento cívico, que agrega pessoas de todos os espectros políticos, pessoas que têm esta visão comum de país.
Se há questões de liderança a fazer, certamente não é a Iniciativa Liberal. É ao PSD, ao Livre, àqueles que apoiaram candidatos que nem sequer conseguiram convencer os seus eleitores
Mas que não votaram na IL nas legislativas. Portanto, a IL não é capaz de agregar estes 900 mil votos na totalidade?
Considerando que já se abriu esta porta, considerando que já há cada vez mais pessoas a reconhecerem a necessidade de haver essa mudança, claro que isso também pode trazer benefícios para a Iniciativa Liberal.
No lançamento deste movimento, Cotrim de Figueiredo disse também que gostava que este movimento resultasse em maior força para a IL, mas também que ficaria satisfeito se isso acontecesse noutro partido. Isto não acaba a afastar o eleitorado de centro-direita, que pode ter sido capitalizado nestas presidenciais?
O eleitorado de centro-direita quer mudança. Cotrim de Figueiredo já disse que é seu objetivo também ajudar a Iniciativa Liberal. E a Iniciativa Liberal agora tem a responsabilidade, além do trabalho que já foi fazendo ao longo dos anos, de continuar a fazer esse trabalho como forma de tentar ir ao encontro destas pessoas.
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Se estes votos fugirem, a responsabilidade vai ser da IL ou de Cotrim de Figueiredo, que abriu a porta a que os votos fossem para outros partidos?
Não me parece que Cotrim de Figueiredo tenha aberto a porta que os votos vão para outros partidos. A verdade é que esses votos vieram de vários outros partidos, não vieram só da Iniciativa Liberal. E essa é que é a grande questão. A Iniciativa Liberal conseguiu, em umas eleições presidenciais, apoiar um candidato, uma decisão que foi tomada, que eu assumo e que conseguiu ter 900 mil votos.
E esse sucesso mostra que seria um erro se tivesse avançado a Mariana para a corrida, como foi pensado inicialmente?
São circunstâncias que se alteraram profundamente. É preciso não esquecer que a Iniciativa Liberal mudou de líder, eu assumi a liderança da Iniciativa Liberal, achei que era aquilo que devia fazer. Há uma coisa que é certa: tivemos as pessoas certas, num momento certo, no sítio certo. E isso não há dúvida. E isso é uma questão de liderança também.
Bernardo Blanco e João Cotrim de Figueiredo são pessoas que eu prezo muito, que ajudam muito a Iniciativa Liberal. Questões sobre liderança não se colocam
Portanto, este resultado reforça a sua liderança?
Eu não tenho dúvida nenhuma. Aliás, não deixa de ser curioso que, desde que saiu o resultado da primeira volta, fala-se muito da liderança da Iniciativa Liberal. Desde que sou presidente da Iniciativa Liberal, consegui triplicar o resultado nas autárquicas. Neste momento, somos decisivos nas duas principais cidades do país, ao nível autárquico. E tivemos 16% numas eleições presidenciais com um candidato que vem de um partido que representa 5% do eleitorado. Portanto, falar-se em problemas de liderança ou questões sobre a liderança da Iniciativa Liberal depois destes resultados, parece-me quase caricato.
Mas noutros partidos, há lideranças que tomaram decisões de apoiar candidatos que nem sequer conseguiram ir ao encontro do eleitorado base.
Luís Montenegro é que deveria estar a ponderar a sua liderança no PSD? E no governo?
Não é uma questão de ponderar a liderança, há uma questão que é: eu tomei uma decisão certa, pus o candidato certo, na eleição certa, a concorrer. É decisão também da liderança da Iniciativa Liberal apoiar aquele candidato. Luís Montenegro apoiou um candidato que teve um mau resultado.
E devia refletir sobre isso?
Se há questões de liderança a fazer, certamente não é na Iniciativa Liberal.
É ao PSD?
É ao PSD, ao Livre, àqueles que apoiaram candidatos que nem sequer conseguiram convencer os seus eleitores.
Cotrim de Figueiredo já disse que não está interessado em voltar à liderança da IL, disse até que estava bem entregue. Ainda assim, não teme que uma fação dentro do partido, mais próxima de Cotrim, possa sair reforçada? Bernardo Blanco, que afirmou que avançaria se fosse estritamente necessário, não é uma sombra na próxima convenção do partido?
Bernardo Blanco, João Cotrim de Figueiredo são pessoas que eu prezo muito, que ajudam muito a Iniciativa Liberal e, portanto, essas questões... Eu sou presidente da Iniciativa Liberal, não faço tenções de sair dela nos próximos tempos. Quando tomei a decisão de avançar para a liderança, tomei com a consciência e a responsabilidade e a vontade de fazer aqui um caminho coerente, sólido e de conseguir ajudar a Iniciativa Liberal a crescer como a Iniciativa Liberal tem crescido ao longo dos anos e continuar a assumir esse crescimento. Portanto, essas questões de quem é que vem a seguir não me parecem sequer que seja oportunas neste momento.
Para a Iniciativa Liberal conseguir manter estes votos numas eventuais legislativas antecipadas, vamos ver uma mudança na estratégia eleitoral? Acompanhar mais temas sociais, como idas a lares de idosos, que foi uma das principais bandeiras de Cotrim de Figueiredo durante a campanha presidencial?
Se olharmos para outras eleições em que a Iniciativa Liberal participou, também houve sempre esse cuidado.
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Mas é para replicar a estratégia?
É para replicar acima de tudo essa questão da preocupação social que, muitas vezes, também é mais um dogma que se tem em relação à IL, que nós não temos preocupação social. Isso é completamente tirado da realidade. Se há coisa que políticas que promovem crescimento económico fazem é garantir que há apoios sociais.
Se vamos mais a lares ou a escolas ou a centros sociais, isso depende da agenda das campanhas. Não me parece que não se trate só de questões de campanhas eleitorais. Essa preocupação é constante: as medidas que nós apresentamos na Assembleia da República também falam para essas pessoas, também tentam resolver esses problemas.
Vamos passar para a segunda volta das presidenciais. A IL não declarou apoio formal a nenhum candidato, mas Mariana Leitão disse que vai votar sem entusiasmo em António José Seguro, uma posição que também é partilhada por muitos membros do partido, incluindo deputados, como Mário Amorim Lopes ou Carlos Guimarães Pinto. Isto não pode ser entendido como falta de coragem?
Para já, as pessoas votam em quem quiserem. Isso é a liberdade de cada um, é a liberdade individual. Era o que faltava.
António José Seguro também não pode querer ser presidente apenas pela rejeição ao outro candidato
Mas é presidente de um partido, o seu sentido de voto não tem o mesmo significado do que aquele de um cidadão comum.
As pessoas anunciam ou não anunciam e votam em quem quiserem. Isso é a liberdade individual.
A Iniciativa Liberal, eu tive a oportunidade de explicar isso, não vai apoiar nenhum candidato, porque acima de tudo não vai fazer campanha por nenhum candidato. Não vai estar a fazer campanha por um candidato que está no extremo oposto da visão da Iniciativa Liberal, que é um candidato populista, que se aproveita dos problemas das pessoas, em vez de os tentar resolver. Mas também não vai fazer campanha por um candidato que já deu indícios de que não vai viabilizar muitas das reformas que seriam essenciais para o país.
Mas não podem acusá-la de ser contraditória ao assumir o voto seu em António José Seguro e, ao mesmo tempo, a IL não indicar um apoio a António José Seguro?
Não acho que haja contradição nenhuma.
Acusou várias vezes Montenegro de ser o responsável de não haver um candidato do centro-direita na segunda volta. Alguma vez houve contactos entre a Iniciativa Liberal, Cotrim de Figueiredo e o PSD para uma candidatura concertada na primeira volta?
Não, que eu tenha tido contactos. Só posso falar por mim, não.
Nem a IL?
Com certeza que não. Agora, acuso várias vezes Luís Montenegro e continuarei a acusar, porque efetivamente não conseguiu ler a realidade. Não conseguiu.
Quando nós estamos a caminhar para o dia das eleições, e se percebe perfeitamente que Marques Mendes não tem hipótese nenhuma de passar à segunda volta, é óbvio que há um sentido de responsabilidade que os líderes partidários têm de ter, de conseguir olhar para a realidade e perceber o que é que está em causa. E, neste caso, estava muita coisa em causa – tanto é que nós nesta segunda volta estamos com dois candidatos que, no fundo, não representam o centro-direita, o espaço natural que deveria estar representado.
Ir a eleições outra vez não é benéfico para o país
Mas tira daí lições para o futuro? De tentar concertar posições com o PSD em eleições que apresentem uma fragmentação à direita?
Acho que essa pergunta deve ser feita a Luís Montenegro.
Mas a IL pode vir a ter essa disponibilidade no futuro se o jogo inverter? Se o candidato do PSD começar a ficar mais bem colocado durante a campanha eleitoral e o da IL mais para trás?
Vou responder essa pergunta de outra forma. Quando João Coutinho Figueiredo apresentou a sua candidatura e depois a iniciativa liberal deu o apoio, não houve um comentador que não dissesse que o natural seria que Cotrim de Figueiredo desistisse a favor de Marques Mendes. Era o sentimento geral.
A verdade é que não houve a capacidade de olhar para a realidade e tomar as decisões que teriam de ser tomadas. Eu não tenho dúvida que, enquanto líder da IL, nunca teria... Sempre que tomo decisões, são sempre em prol do país primeiro.
No lugar de Montenegro, teria feito exatamente o contrário do que ele fez?
Se estivesse em causa o que está em causa nesta eleição, acho que parece óbvio. Também não estaria a criticar Luís Montenegro da forma que critico se não tivesse essa disponibilidade, sabendo o que está em causa e tentando defender com isso os interesses do país e não necessariamente só os interesses da minha liderança ou do meu partido. Primeiro, o país. Depois, o partido.
Sobre a segunda volta. André Ventura tem dito várias vezes que, perante os candidatos que passaram, lidera a direita em Portugal. Teme que Ventura saia reforçado destas presidenciais e até possa vir a ser um fator de instabilidade no Parlamento?
Eu não acho que ele vá sair assim tão reforçado nestas eleições, mas também acho que é importante dizer o seguinte: António José Seguro também não pode querer ser presidente apenas pela rejeição ao outro candidato.
Resultado das presidenciais? Não obriga, nem pressiona voto a favor no OE
Mas, se André Ventura optar por uma postura mais hostil no Parlamento contra o Governo – e ser uma força de bloqueio como Montenegro tantas vezes tem avisado –, a IL vai estar do lado da estabilidade? Ou eleições legislativas antecipadas, pressionadas pelo Chega, beneficiam a IL?
Estamos demasiado preocupados com a Iniciativa Liberal, eu estou mais preocupada neste momento com o país. Eu acho que, para o país, ir a eleições outra vez não é benéfico.
A estabilidade é um valor fundamental neste momento?
Nós já demos mais do que provas nessa matéria. Quando houve a moção de confiança ao Governo, nós fomos o único partido que, assumidamente, esteve ao lado dos portugueses e que não queria ir para eleições.
O Governo tem de fazer mais, muito mais, tem de cumprir com as próprias promessas que fez. Agora, alinhar em cenários de instabilidade, um ano depois de termos ido a eleições, pela segunda vez consecutiva, não acho que seja um cenário que faça sentido para o país.
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Então o voto contra da IL no Orçamento do Estado está potencialmente afastado?
Depende do orçamento. A IL nos orçamentos é muito objetiva. Orçamentos que não baixam impostos significativamente e que aumentam a despesa do Estado são orçamentos que são contrários ao interesse do país.
Cotrim de Figueiredo criticou bastante o Orçamento do Estado para este ano, mas disse que não merecia o voto contra da IL. Agora também este reforço de votos vindos do centro-direita. Isto não obriga nem pressiona nenhum sentido de voto por parte da IL no orçamento?
Não obriga, nem pressiona. Olhamos sempre desta forma. Se o Governo apresentar um orçamento que vá ao encontro destas duas ideias – não aumenta a despesa e consegue garantir políticas que promovam o crescimento económico –, aí sim faremos a devida ponderação e poderemos não votar contra.
Não me parece que sejam exigências tão estapafúrdias. São exigências perfeitamente razoáveis perante a situação em que o país se encontra. Obviamente que, nesse caso, estaremos disponíveis.
Pode-se prejudicar uma campanha de forma muito rápida, incisiva e com mentiras e isso é preocupante
Sobre o caso do delegado assédio sexual que abalou a segunda semana de campanha de Cotrim Figueiredo. Considera que o candidato também reagiu de forma adequada e que soube lidar com a pressão?
É uma situação muito difícil quando as pessoas são confrontadas com acusações falsas e eu tive a oportunidade de falar sobre essa matéria.
Mas Cotrim podia ter feito alguma coisa diferente?
É sempre difícil quando as pessoas são confrontadas com isso e, sinceramente, não acho que haja muito mais a dizer. Há uma coisa, só uma frase, que é: esta situação mostrou que não vale tudo na política e não pode mesmo valer tudo na política.
Inês Bichão disse ter reportado o caso internamente em 2023. A IL respondeu dizendo que é completamente falso. Vão intentar alguma ação contra Inês Bichão?
Eu vou falar muito pouco sobre isso, só para dizer que já temos representação legal e estamos a avaliar isso.
Uma queixa por difamação, é isso que está a ser avaliado?
Está a ser avaliado e não vou entrar em mais detalhes, obviamente, o processo se seguirá e quando houver novidades serão devidamente comunicadas.
Porque é que nunca assinou a carta de apoio a Cotrim subscrita por outras 30 mulheres?
Eu sou presidente de um partido, não vou assinar.
Mas na altura dos alegados factos era também subordinada [de Cotrim de Figueiredo], era chefe do gabinete parlamentar. Isso não justificaria assinar a carta de apoio?
Nem fazia ideia do período a que isso dizia respeito. E, mesmo que soubesse, eu sou presidente de um partido. Fiz aquilo que sinto que devia ter feito: dar o meu apoio total ao candidato que estava a apoiar e clarificar o que havia para clarificar sobre as acusações como fiz. Eram obviamente falsas e não havia qualquer denúncia, registo sobre o João Cotrim de Figueiredo.
Nunca tinha ouvido nada?
Não. Já fiz essa afirmação de forma bastante categórica e que reitero, como é óbvio.
A denúncia visava outros três membros do partido. O Conselho de Jurisdição não recebeu nenhuma queixa desde aí sobre estes três outros membros?
Para já, não faço ideia do que é que chega ao Conselho de Jurisdição.
Mas de Cotrim tem essa garantia. Destes outros três membros não averiguou?
Sinceramente, há uma queixa nessas insinuações sobre essas pessoas? Não me parece. E mesmo assim, nós estamos a discutir o que é exatamente? Um print numa rede social?
A IL também tem a responsabilidade de continuar a fazer esse trabalho como forma de tentar ir ao encontro dos 900 mil votos
Isso não motivou nenhuma averiguação interna por parte da IL sobre outras possíveis denúncias que pudessem existir?
Eu já expliquei. Sobre João Cotrim de Figueiredo, não há absolutamente nada. Nada.
Falou em campanha suja e manobras durante a campanha, também agora disse que não valia tudo na política. Quer especificar a quem é que se refere?
Neste momento, qualquer candidato a qualquer cargo pode estar sujeito a uma coisa destas. Isto não é razoável, não é aceitável. Não pode chegar eu fazer assim umas insinuações sobre uma pessoa qualquer e isso destruir a reputação e a imagem de uma pessoa no meio de uma campanha eleitoral.
Mas tem suspeitas de quem é que possa ter posto isso a correr?
Não vou entrar por aí, certamente. Não vou fazer especulação, andar a fazer adivinhação sequer. Há uma coisa que é certa. É grave e muito grave o que se passou e mostra que a fronteira é muito ténue. Pode-se prejudicar uma campanha de forma muito rápida, incisiva e com mentiras. Isso é preocupante. Acho que devia preocupar qualquer democrata.










