03 fev, 2026 - 18:55 • Diogo Camilo
A cinco dias da segunda volta das presidenciais, as intenções de voto em António José Seguro e em André Ventura estão em queda e está a subir o número de indecisos e as pessoas que vão votar em branco ou nulo no dia 8 de fevereiro.
A Renascença analisou todas as sondagens de segunda volta e comparou com os cenários hipotéticos das semanas anteriores, usando o mesmo método matemático usado na Sondagem das Sondagens, o agregador de barómetros das legislativas.
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Seguro tem neste momento 58,2% nos inquiridos, depois de ter vencido a primeira volta, com cerca de 31% dos votos. Já Ventura tem 27% das intenções de voto nas sondagens, pouco mais do que teve a 18 de janeiro, quando conseguiu 23,5%.
Os restantes entrevistados dos estudos de opinião são eleitores ainda indecisos ou que vão votar em branco ou nulo, uma percentagem que está nos 14,3% e que tem crescido nas últimas duas semanas.
Nas sondagens de cenários de segunda volta e nas primeiras sondagens após a primeira volta das presidenciais, Seguro chegou a registar mais de 60% das intenções de voto em três sondagens diferentes, mas os mais recentes barómetros colocam-no entre os 51% e os 54%.
E Ventura não consegue captar este eleitorado, já que não consegue mais do que 28% em nenhum dos estudos de opinião divulgado nas últimas duas semanas.
Quem tem crescido nas sondagens é o número de indecisos e de votos em branco, chegando até aos 22% numa das sondagens.
Distribuindo os indecisos, Ventura nunca tem mais do que 35% das intenções de voto, enquanto Seguro nunca tem menos do que 65%.
Juntando todas as sondagens divulgadas nas últimas duas semanas e as vagas da "tracking poll", os eleitores de João Cotrim de Figueiredo na primeira volta são os mais divididos em quem votar na segunda volta.
O barómetro onde António José Seguro tem uma intenção de voto mais alta entre os eleitores de Cotrim é na sondagem da Universidade da Católica e consegue 56%. Mas isso não significa que Ventura tenha um melhor resultado entre quem votou no candidato apoiado pela Iniciativa Liberal: não vai além dos 24,5%, como na sondagem do ICS e ISCTE.
Em vez disso, as intenções de voto estão a deslocar-se para o campo dos indecisos (que chegam aos 28% na última vaga da tracking poll) e dos votos em branco e nulos (que chegaram a ser de 20% na primeira vaga da tracking poll).
Assim, as intenções de voto que não são em nenhum dos dois candidatos já representam 33,7% dos eleitores de Cotrim na primeira volta, uma percentagem que está nos 20% entre quem votou em Gouveia e Melo e em Luís Marques Mendes.
Já a intenção de voto em António José Seguro entre quem votou em Cotrim está nos 51%, enquanto entre os eleitores que votaram em Gouveia e Melo e Marques Mendes na primeira volta, a mesma percentagem está à volta dos 68%.
Para André Ventura, apenas 9% dos eleitores de Marques Mendes, 11% dos eleitores de Gouveia e Melo e 15% dos eleitores de Cotrim dizem que irão agora votar no candidato apoiado pelo Chega.
Entre quem votou noutros candidatos, como Catarina Martins, António Filipe, Manuel João Vieira ou Jorge Pinto, a percentagem de intenção de voto em Seguro está perto dos 80%, enquanto Ventura tem apenas 7% e há cerca de 13% de indecisos e pessoas que vão votar em branco ou nulo.