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Marques Mendes: "Revejo-me totalmente no exercício presidencial" de António José Seguro
09 abr, 2026 - 15:10 • Pedro Mesquita
No dia em que Seguro cumpre na estrada, em Presidência Aberta, o primeiro mês como Chefe de Estado, Luis Marques Mendes — que foi seu adversário na corrida a Belém — diz à Renascença que o novo Presidente "tem revelado sensibilidade social, proximidade com os cidadãos e sentido de responsabilidade".
9 de abril. Um mês depois da tomada de posse de António José Seguro, o antigo líder do PSD quebra o silêncio e faz - aqui na Renascença - a sua primeira análise política desde as eleições presidenciais: "Eu avalio de forma muito positiva este primeiro mês de presidência da República por parte de António José Seguro. Devo até acrescentar que me revejo totalmente no exercício presidencial durante este mês".
Marques Mendes elogia, em particular, os discursos do novo presidente "na boa direção, muito corretos", mas principalmente a Presidência Aberta, que está a decorrer no centro do país: "É uma presidência reveladora de sensibilidade social, proximidade com os cidadãos e sentido de responsabilidade".
Questionado pela Renascença sobre a "magistratura de influência" que Seguro estará a exercer, nomeadamente sobre o Código do Trabalho, o antigo candidato presidencial destaca uma ideia: "Seguramente que o Presidente fará a sua magistratura de influência em privado. Isso é o que está prometido, isso é aquilo que é normal. Tudo isso faz parte da avaliação positiva, que eu faço de uma forma muito clara, sem reservas relativamente a este primeiro mês".
Como analisa o primeiro mês do mandato do Presidente da República?
Eu avalio de forma muito positiva este primeiro mês de presidência da República por parte de António José Seguro. Devo até acrescentar que me revejo totalmente no exercício presidencial durante este mês, em especial por duas razões: Pelos discursos feitos pelo Presidente, que me pareceram na boa direção, muito corretos…e, sobretudo, por causa da presidência aberta que neste momento está a decorrer no centro do país. É uma presidência reveladora de sensibilidade social, proximidade com os cidadãos e sentido de responsabilidade. Portanto faço uma avaliação positiva e aproveito para desejar a maior sorte do mundo.
Sendo certo que só a partir de agora é que vai começar a ser a doer. Só passou um mês…
Como é evidente, é uma avaliação de um mês. O mais importante é que estes primeiros sinais são claramente positivos e o importante é que o Presidente António José Seguro tenha sorte, muita sorte, para todo o seu mandato, porque isso é bom para ele, que foi eleito pelos portugueses, e será bom para o país.
Já me disse que se revê inteiramente nesta presidência, neste primeiro mês de presidência de António José Seguro, significa que se tivesse sido o senhor (o eleito) não seria muito diferente?
Não vou estar agora a falar de mim. Quem é Presidente da República é António José Seguro. Essa foi a decisão dos portugueses, que eu sempre respeitei desde o primeiro momento, mas faço uma avaliação positiva e devo dizê-lo com toda a clareza e com toda a convicção.
Quanto à "magistratura de influência", como se costuma dizer, António José Seguro tem, em silêncio, influenciado os atores políticos de alguma forma, nomeadamente na questão da legislação laboral. Como é que olha para este tipo de intervenção?
Seguramente que o Presidente fará a sua magistratura de influência em privado. Isso é o que está prometido, isso é aquilo que é normal. Tudo isso faz parte da avaliação positiva, que eu faço de uma forma muito clara, sem reservas relativamente a este primeiro mês. Em síntese, um mês é um mês, mas os sinais são positivos, a avaliação é boa, revejo-me nesta presidência e acho que, em particular, esta iniciativa da presidência aberta deve ser de saudar e de louvar. Boa sorte para o Presidente António José Seguro, é aquilo que eu desejo.











