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Durão Barroso: "Qualquer outro Governo" defenderia atual aliança entre Portugal e EUA

19 mai, 2026 - 22:52 • José Pedro Frazão (Renascença) e Susana Frexes (SIC)

O antigo presidente da Comissão Europeia recusa a possibilidade de contrapartidas associadas ao acordo das Lajes que fechou em 1995, que "hoje já não seria possível a Portugal negociar".

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Durão Barroso e os EUA: "Os aliados não são só para as boas ocasiões"
Durão Barroso e os EUA: "Os aliados não são só para as boas ocasiões"

Durão Barroso defende que o Governo está a fazer o que deve em relação à utilização da base das Lajes. O antigo primeiro-ministro, que negociou o atual acordo em 1995, não tem dúvidas de que o acordo das Lajes está a ser cumprido.

"Não acompanhei esses detalhes, mas tenho absoluta segurança de que o acordo está a ser cumprido. Portugal está a fazer aquilo que sempre fez em todos os governos democráticos a seguir ao 25 de Abril – estar do lado do nosso aliado, os Estados Unidos da América do Norte", declara Barroso em entrevista conjunta à Renascença e à SIC, em Estrasburgo.

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O antigo presidente da Comissão Europeia admite que, por vezes, podem existir dúvidas sobre diversas decisões dos Estados Unidos. "Os aliados não são só para as boas ocasiões, mas também para as ocasiões difíceis", declara o antigo chefe de Governo.

O antigo primeiro-ministro considera importante que Portugal afirme o seu compromisso com a União Europeia e mantenha a "credibilidade, confiabilidade e autoridade" nas relações transatlânticas.

Durão Barroso acredita que a oposição defenderia esta aliança, tal como o faz o atual executivo. "Como qualquer Governo tem feito, desde o Portugal democrático, como estou seguro que qualquer outro Governo que hoje em dia estaria na oposição faria também", sublinha.

Em declarações registadas em Estrasburgo, o também presidente da Fundação Luso-Americana (FLAD) defende que hoje seria impossível fazer outro acordo semelhante.

"Hoje em dia, não seria possível a Portugal negociar o acordo de cooperação e defesa que negociámos em 1995. A atual administração não aceitaria aqueles termos em qualquer acordo hoje que Portugal tentasse negociar com os Estados Unidos. Seria muitíssimo mais difícil de conseguir, se é que conseguia fazer um acordo de cooperação com os Estados Unidos", reconhece Durão Barroso.

O antigo primeiro-ministro recusa a possibilidade de contrapartidas associadas ao acordo das Lajes. "Portugal já não é um país em vias de desenvolvimento. Não vai aceitar agora uma doação para ajuda económica", insiste em declarações à Renascença e à SIC.

Sobre a defesa europeia, Barroso considera que o reforço dessa dimensão, "com uma identidade própria europeia", não deve implicar uma "separação completa da NATO".

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