Operação imergente
PS remete para FAUL decisão sobre confiança política em Sérgio Cintra e Carla Madeira
30 mai, 2026 - 17:01 • Susana Madureira Martins
À margem da Festa da Cereja, em Resende, José Luís Carneiro exigiu "comportamentos irrepreensíveis" nos planos éticos, morais e legais a quem tem funções de responsabilidade no partido ou em seu nome, reconhecendo o mau momento dos socialistas à boleia deste caso. A líder da FAUL, Carla Tavares, e Alexandra Leitão mantêm-se em silêncio.
A direção nacional do PS remete para a federação socialista da Área Urbana de Lisboa (FAUL) uma decisão sobre a manutenção ou não da confiança política nos dois vereadores socialistas na autarquia da capital envolvidos na Operação "Imergente".
O jornal "Observador" deu conta na tarde deste sábado que dois dos vereadores do PS na câmara municipal de Lisboa, Sérgio Cintra e Carla Madeira, foram constituídos arguidos na investigação sobre a adjudicação de contratos por parte de autarquias e juntas de freguesia, por suspeitas de crimes económico-financeiros.
À Renascença, fonte da direção nacional do PS escusa-se a tecer comentários sobre a situação destes dois vereadores e remete uma posição para a federação socialista de Lisboa liderada por Carla Tavares, que, até ao momento, não foi possível contactar apesar das tentativas.
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Desde sexta-feira, a Renascença também já tentou contactar Alexandra Leitão, vereadora do PS em Lisboa e candidata derrotada à autarquia, que fez saber através da assessoria de imprensa que está fora do país numa conferência académica e que não pretende “dizer nada” sobre a Operação “Imergente”.
Operação Imergente
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Já neste sábado, à margem da Festa da Cereja, em Resende, no distrito de Viseu, o líder do PS, José Luís Carneiro, exigiu "comportamentos irrepreensíveis" nos planos éticos, morais e legais a quem tem funções de responsabilidade no partido ou em seu nome, reconhecendo o mau momento dos socialistas à boleia deste caso.
"É um momento de tristeza para todos os militantes, é bom que todos tenham consciência que quando desempenham funções em nome do PS estão a representar uma massa humana de muitos milhares de pessoas, são quase 100 mil militantes e estão a representar muitos simpatizantes por todo o país", reagiu José Luís Carneiro, a propósito da operação "Imergente" da Polícia Judiciária.
O inquérito tem por "objeto principal a investigação de factos relativos a adjudicações por autarquias, cujo valor global ascende a dois milhões de euros", indicou na quinta-feira o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Lisboa.
Da operação "Imergente" resultaram quatro arguidos, que depois de ouvidos por um juiz na sexta-feira, saíram em liberdade com a medida de coação de Termo de Identidade e Residência (TIR), revelou o Conselho Superior da Magistratura (CSM), dois deles, sabe-se agora, são dois vereadores do PS em Lisboa.








