24 dez, 2025 - 21:01 • Henrique Cunha
"A memória do Natal”, que “continua a atravessar os séculos", implica “caminhos de proximidade, de união e de concórdia”, assinala patriarca de Lisboa na sua Mensagem de Natal, divulgada esta quarta-feira à noite.
“O Natal é uma chave simples, mas decisiva, que nos é oferecida para abrir, antes de tudo, as portas do nosso coração, da nossa consciência e das nossas mãos”, afirma D. Rui Valério.
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O patriarca defende que “enquanto sociedade, somos convidados a olhar de outro modo para quem está perto de nós, e, sobretudo, para quem é mais frágil ou parece invisível”.
“O cuidado, a compaixão e a responsabilidade partilhada não podem ser substituídos por uma lógica fria que exclui, descarta e fragmenta”, alerta.
Independentemente da língua que fale, da terra de onde venha ou da história que traga consigo, cada rosto merece respeito
Depois, D. Rui Valério não esquece os migrantes, ao sublinhar que “ninguém é um número, um produto ou um recurso descartável”.
O patriarca diz que “cada pessoa é única, portadora de uma dignidade que nenhuma circunstância pode apagar”, e que “independentemente da língua que fale, da terra de onde venha ou da história que traga consigo, cada rosto merece respeito, reconhecimento e a possibilidade de construir uma vida digna para si e para a sua família”.
O prelado entende que o Natal "é sempre uma escola de esperança" que nos recorda que "a paz é possível", deixando uma palavra especial para os povos vítimas da guerra.
“É com esta luz que o nosso pensamento se dirige, de forma especial, a todos os lugares marcados pela guerra, pela violência e pelo medo. A esses povos, a todas das famílias, queremos dizer, com simplicidade e verdade: não estão sozinhos”; reforça.
O patriarca de Lisboa termina a sua Mensagem de Natal afirmando que "os caminhos da história, por mais feridos que estejam, podem ser renovados por Deus e com amor", e que "a paz começa quando abrimos espaço, no coração e na sociedade para o outro".