Guerra no Médio Oriente
Ataques e contra-ataques. Quatro mapas para entender os primeiros dias da guerra entre EUA/Israel e Irão
03 mar, 2026 - 01:00 • Lara Castro , Diogo Camilo
Israel e os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão. Conheça que países foram atacados na retaliação iraniana, onde estão as instalações nucleares do Irão e as bases militares dos Estados Unidos espalhadas pelo Médio Oriente.
Israel e os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
Os Estados Unidos da América e Israel atingiram mais de 2000 alvos em território iraniano, divulgou esta segunda-feira, o Instituto para o Estudo da Guerra. Os alvos incluem centros de comando e controlo, instalações de mísseis balísticos, navios e submarinos, bem como instalações de mísseis antinavio, de acordo com dados divulgados pelo Comando Central dos EUA (Centcom).
Entre os alvos dos ataques esteve o complexo habitacional do líder supremo do Irão, Ali Khamenei. Após alguma especulação sobre a sua morte, a televisão estatal iraniana confirmou na madrugada deste domingo que Khamenei, de 86 anos, faleceu.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
O ataque terá atingido mais de 130 cidades em 24 das 31 províncias do Irão. Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
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Em resposta, o Irão desencadeou uma série de ataques em retaliação, dirigidos aos países vizinhos. Até ao momento, há registo de ações em dez países do Médio Oriente: Barém, Jordânia, Iraque, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Síria e Omã.
Esta segunda-feira, o Reino Unido reagiu a um "suposto ataque com drone", na base aérea do país no Chipre, informou o Ministério da Defesa britânico. Não foram registadas vítimas de imediato.
A base de Akrotiri, território britânico ultramarino desde a independência cipriota em 1960, é a maior base militar do Reino Unido na região.
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O grande objetivo do ataque, segundo Donald Trump anunciou, foi o de garantir que Teerão não consegue "desenvolver mísseis de longo alcance" que estarão a colocar em "perigo" norte-americanos.
Confirmando o lançamento de uma "operação e de grandes combates" contra o Irão, o presidente norte-americano referiu que quer "garantir que Teerão não obtém uma arma nuclear".
Este é um ataque que surge numa altura de negociações entre Teerão e os Estados Unidos para um acordo nuclear e até agora com poucos resultados. Nos últimos dias, a imprensa internacional levantou a hipótese de o primeiro ataque acontecer pelas mãos de Israel.
Ainda na sexta-feira, Washighton aconselhou os funcionários diplomáticos a abandonarem Israel. Também o Reino Unido fechou a embaixada no Irão.
Em junho do ano passado, os três países já tinham estado em conflito, com 12 dias de guerra e os Estados Unidos a bombardearem três instalações nucleares no Irão.
O programa nuclear do Irão está em funcionamento desde 1974, ainda numa altura em que o regime era o do xá Mohammed Reza Pahlavi. Com a Revolução Islâmica de 1979 e a chegada do aiatola Khomeini, o desenvolvimento continuou e muitas das instalações atuais estão no subsolo.
Ao todo, acreditam-se que sejam 49 edifícios, a maioria em Fordo, Natanz e Esfahan.











