Para os próximos capítulos daquela empresa de moldes, no meio de tantas incertezas, Alberto Ribeiro aponta a direção. “Uma coisa que nos caracteriza é a resiliência, é a vontade de fazer coisas, é a vontade de ajudar o país a andar para a frente. Não é o ego de ser empresário por ser empresário”, realça.
É possível pensar o médio-longo prazo após uma catástrofe?
Também ainda a contabilizar prejuízos estava, em Leiria, a Marcolis — empresa distribuidora de equipamentos de climatização, canalização, redes de gás e tubagens. Carla Carreira, administradora do grupo, fala em meio milhão de euros.
Além da tempestade, passou mais duas semanas muito duras: o armazém, que ficou sem cobertura, foi fustigado dia e noite com chuvas que não pararam. “Temos aqui uma área de cerca de dois mil metros quadrados. Metade da cobertura, cerca de mil metros quadrados, ficou completamente destruída”, recorda.
“As telhas, fixadas simplesmente ao cimento, não funciona. Têm de ser apertadas à estrutura. No passado, se calhar, punha-se meia dúzia de parafusos, pois agora que se ponham três vezes mais”. CEO da Ribermold, Alberto Ribeiro.
“Ainda não estamos com as comunicações fixas e móveis estabilizadas. Neste momento, temos estado incontactáveis, temos perdido alguns contactos e alguns negócios com isso”, lamenta.
“Sabemos que há muitos danos e que há equipas no terreno. Isto foi uma situação regional, como é que não há uma resposta a nível nacional para este tipo de problemas?”