Este objectivo continua, para já, adiado, mas outro passo importante está a poucos dias de ser concretizado. Na altura em que falou com a Renascença, Ludmila preparava-se para sair do Seminário do Bom Pastor e alugar um quarto, no Porto, num apartamento ocupado por ucranianos. Ao mesmo tempo, tenta transformar o hobby da fotografia num negócio por conta própria.
Apesar disso, sente-se “como um balão”, declara entre gargalhadas. “Eu não tenho nada. Tu tens um trabalho, uma casa, tu tens tudo. E sabes o que vais fazer agora, amanhã, daqui a um mês, um ano. Eu não sei o que vou fazer amanhã, daqui a um mês. Como a minha vida vai mudar. Eu vivo um dia de cada vez”, sublinha.
As dificuldades para conseguir habitação própria, no entanto, foram muitas. “Não é um problema meu. É um problema de muitos ucranianos.” E não só em Portugal. “Os meus amigos que vivem na Alemanha, na Áustria, em França, em diversos países, estão sempre a mudar de trabalho, de país, de emprego, de situação”, relata. “É difícil.”