28 de fevereiro. Noite de ataques, dia de retaliações e no Irão
A operação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão começou às 1h15 da madrugada de 28 de fevereiro, um sábado que entrou diretamente para os livros de história. Por volta dessa hora, foram registadas várias explosões em Teerão e noutras cidades iranianas.
O primeiro-ministro israelita foi o primeiro a falar publicamente. Defendeu a operação militar, classificando o regime iraniano como uma ameaça direta. “Não se deve, em caso algum, permitir que este regime terrorista assassino adquira armas nucleares, o que lhe daria os meios para ameaçar toda a humanidade”, disse Benjamin Netanyahu.
Pouco depois dos primeiros ataques dos EUA e Israel, a Guarda Revolucionária iraniana respondeu militarmente. Sirenes antiaéreas foram acionadas em Jerusalém e em várias zonas do centro de Israel.
A escalada militar começou rapidamente a ter impacto na aviação internacional. O Irão anunciou o encerramento total do seu espaço aéreo.
Os espaços aéreos dos Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Iraque, Qatar e Israel foram encerrados, levando companhias aéreas internacionais a suspender voos para a região ou a alterar rotas.
Durante a tarde, o Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou a dimensão da operação militar. “Grandes operações de combate no Irão estão em curso para garantir que Teerão não obtém armas nucleares”, afirmou Donald Trump.
Já ao início da noite surgiram novas declarações israelitas sobre os resultados dos ataques. Benjamin Netanyahu afirmou existirem sinais de que o líder supremo iraniano poderia ter sido morto. “Há muitos sinais de que Khamenei, o ditador, não existe mais”, disse Netanyahu, acrescentando que os ataques destruíram o complexo residencial do líder iraniano.
Pouco depois, numa entrevista televisiva, Donald Trump afirmou que a liderança iraniana tinha sido atingida pelos ataques. “Sentimos que essa é a versão correta”, disse Donald Trump à NBC quando questionado sobre a possível morte de Ali Khamenei.
As autoridades iranianas rejeitaram essas informações, classificando-as como parte de uma campanha de desinformação. “O inimigo está a apoiar-se numa guerra psicológica, devemos ter perceção disso”, afirmou um responsável do gabinete do líder supremo.
Também no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o secretário-geral António Guterres indicou não estar em posição de confirmar a morte de Khamenei.