A trabalhar na construção de um prédio na Avenida Fernão Magalhães, o brasileiro admite que, se pudesse, juntava-se ao protesto. “Sim, dependendo das razões, sim.” No entanto, o impacto financeiro é desmobilizador. “Se eu não trabalhar, não vou receber. Já ganhamos pouco. Perder um dia é complicado".
Um factor determinante numa obra que é das maiores em curso na cidade do Porto e que, segundo foi possível perceber, estava a laborar com normalidade às primeiras horas da manhã. Os imigrantes representam a fatia maioritária dos trabalhadores, aponta Maurício: “Acho que são 90% ou mais”.
Fazer greve contra si próprio
Um pouco mais abaixo, no Campo 24 de Agosto, a Renascença encontra Abel Camões, um taxista reformado que não tem dúvidas em apoiar a Greve Geral. “Concordo plenamente. Se eles sabem que podem lutar, devem lutar até ao fim, para não perder os direitos que têm, não é? Eu acho bem que façam a greve.”