Linha Rosa. Metro promete acabar com "impedimentos" na baixa do Porto até ao São João

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, visitou a obra com o novo responsável da Metro do Porto, que remeteu para dia 20, data de uma reunião camarária, a indicação de uma eventual data para a Linha Rosa entrar em funcionamento.

09 jan, 2026 - 15:27 • Miguel Marques Ribeiro



Veja o vídeo. Pedro Duarte e o presidente da Metro do Porto visitaram esta sexta-feira a obra da Linha Rosa do Metro do Porto. Foto: Miguel Marques Ribeiro/ RR

Não é o caso, mas a Linha Rosa do Metro do Porto mais parece uma linha circular.

Cada vez que uma nova data de conclusão da obra é avançada, a mesma esgota-se sem que haja carruagens em movimento e tudo parece voltar a um ponto inicial, com novo prazo a ser fixado.

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, e o responsável da Metro do Porto, Emídio Gomes, estiveram esta sexta-feira lado a lado, numa visita ao estaleiro da obra, para o qual os jornalistas também foram convidados. Uma deslocação semelhante a outras feitas anteriormente, embora com protagonistas diferentes.


Pedro Duarte não escondeu a frustração com os constantes adiamentos. Foto: Miguel Marques Ribeiro/RR
Pedro Duarte não escondeu a frustração com os constantes adiamentos. Foto: Miguel Marques Ribeiro/RR
“É uma derrapagem [de prazos] claramente excessiva", sublinhou o autarca do Porto. Foto: Miguel Marques Ribeiro/RR
“É uma derrapagem [de prazos] claramente excessiva", sublinhou o autarca do Porto. Foto: Miguel Marques Ribeiro/RR


À semelhança do seu antecessor, Rui Moreira, o autarca não escondeu a frustração com os constantes adiamentos: “É uma derrapagem claramente excessiva e que não pode ser aceitável, porque está a causar, de facto, prejuízos muito significativos ao dia a dia dos portuenses que fazem a sua vida na cidade”, declarou Pedro Duarte.

“Há atrasos que nós podemos até compreender, é próprio de obras nesta natureza, mas há de facto excessos que não podem ser aceitáveis”, reforça o presidente da Câmara do Porto.


O fim da obra esteve inicialmente previsto para 2023. Foto: Miguel Marques Ribeiro/RR
O fim da obra esteve inicialmente previsto para 2023. Foto: Miguel Marques Ribeiro/RR

O novo responsável da Metro do Porto, Emídio Gomes, recusou-se a avançar com uma data concreta para o fim da obra, que chegou a estar previsto para 2023. O executivo camarário vai conhecer em primeira mão, numa reunião marcada para dia 20, o novo cronograma.

Nessa altura ,“serão dadas as explicações necessárias sobre essa matéria”, assegura.

Para já, adianta apenas uma intenção: “Até ao São João todos os impedimentos à superfície estarão solucionados e não haverá constrangimentos durante os festejos de São João derivados a isso”.


Um objetivo que Pedro Duarte valoriza: o “desimpedimento ao nível da via pública” é “um primeiro passo muito importante”. Falta, no entanto, a segunda etapa, que é o funcionamento da linha ter início: “Quanto mais cedo estiver melhor, mas nós compreendemos que tudo isto tem de ser feito com a segurança, com a solidez, eu diria, necessária”.

O presidente da autarquia, eleito em outubro para chefiar os destinos da segunda maior cidade do país, admite que lhe passa “todos os dias” pela cabeça tomar medidas contra a Metro do Porto devido às derrapagens de prazos. “A cidade está muito satisfeita por podermos beneficiar no futuro desta linha, mas a cidade não está de facto satisfeita com os atrasos que têm ocorrido”, afirma.


"Desimpedimento da via pública" deverá estar concluído até às Festas de São João. Foto: Miguel Marques Ribeiro/RR
"Desimpedimento da via pública" deverá estar concluído até às Festas de São João. Foto: Miguel Marques Ribeiro/RR
Cooperação entre Câmara do Porto e Metro do Porto tem sido "exemplar", garante Pedro Duarte. Foto: Miguel Marques Ribeiro/RR
Cooperação entre Câmara do Porto e Metro do Porto tem sido "exemplar", garante Pedro Duarte. Foto: Miguel Marques Ribeiro/RR


O edil fala de um “dano reputacional para a Metro, para a cidade” e para os portuenses, mas ressalva que “seria extraordinariamente negativo, termos uma cidade zangada com a Metro”.

Pedro Duarte garante que “tem havido compreensão absoluta e alinhamento por parte da administração da Metro”, uma “cooperação exemplar” e quer “trabalhar o mais possível”, para que a nova linha seja inaugurada o quanto antes.


Apesar de não adiantar pormenores, Emídio Gomes notou que “a obra está num estado muitíssimo adiantado, em termos daquilo que são as componentes do túnel”, ainda que nenhuma estação esteja concluída.


A obra está "num estado muitíssimo adiantado, em termos daquilo que são as componentes do túnel", assegura a Metro do Porto. Foto: Miguel Marques Ribeiro/RR
A obra está "num estado muitíssimo adiantado, em termos daquilo que são as componentes do túnel", assegura a Metro do Porto. Foto: Miguel Marques Ribeiro/RR

Ao que a Renascença apurou, a estação que está em fase mais avançada de construção é a Praça de Galiza (a linha vai ter ainda paragens na Casa da Música, Hospital de Santo António e Estação de São Bento). Todas as estações são subterrâneas.

A Linha Rosa estende-se por 3 km e é construída totalmente em túnel e via dupla. O custo da obra ultrapassa os 300 milhões de euros.

Pedro Duarte adiantou ainda que espera implementar a gratuidade de transportes públicos antes do final de 2026. “Até final do ano isso estará em vigor”, antecipou.


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