“Vale mais ganhar 800 euros aqui do que 2.000 em Lisboa”. Penedono pede empregos para não perder mais jovens

Não há ensino secundário, mas há “casas para viver” em Penedono. Os 2.800 habitantes têm o salário médio mais baixo do país e a sensação de que os políticos, quando aparecem, vão “só para perguntar o voto”. À saída dos jovens juntaram-se as chamas de 2025, que queimaram o “ouro” da terra. “Se nada for feito, vai ser muito complicado..."

14 jan, 2026 - 06:30 • Beatriz Pereira , João Pedro Quesado , Beatriz Martel Garcia (sonorização)



Veja a reportagem em vídeo sobre Penedono.

“Estamos no interior do interior”. A sentença é de Eugénio Proença. A prova é a antiga escola primária da Beselga: agora é um lar, e um símbolo da história recente de Penedono — o concelho português que mais tem perdido alunos, em percentagem, na última década.

O envelhecimento deste território significa que é o único município no distrito de Viseu sem escola secundária. O que ameaça até as tradições. A junça de Beselga, uma tradição artesanal que antes ocupava centenas de mãos, faz-se agora com as mãos de apenas duas senhoras, que veem o futuro da terra “cada vez pior”.


Ouça aqui a reportagem em áudio. Foto: Beatriz Pereira/RR
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Ouça aqui a reportagem em áudio. Foto: Beatriz Pereira/RR

“Aqui brinca-se mais”, conta Jéssica, aluna do 7.º ano para quem Penedono “é o melhor sítio para viver”. A jovem pratica andebol no clube da terra e imagina-se a ficar pelo sítio onde nasceu, mas essa opinião não é partilhada por Francisco. Mais velho, já tem de estudar fora e não vê o futuro nesta terra.

“O que há mais é casas para viver aqui”, diz o autarca da união de freguesias de Penedono e Granja. “A qualidade de vida nós temos”, sublinha José Maria Tenreiro. Apesar de a crise da habitação não chegar a esta região, adverte que “se não há empregos”, as pessoas “não podem vir”.

As chamas de agosto de 2025 secaram ainda mais o futuro. Penedono é terra da castanha martaínha, mas os hectares ardidos reduziram a produção das habituais “500 a 600 toneladas” para 100, lamenta o presidente da Cooperativa Agrícola de Penela da Beira, Aires Macieira. “Tenho muito medo que se vá perder muito dessa economia.”


A tradição de 200 anos que depende de duas mulheres

Nada contraria os números sobre a Beselga. Nem o silêncio das ruas, nem as pessoas que ainda o quebram. “Se for ali ao lar vê lá muita gente”, atira Fátima Santos, a rir-se. Cacilda Seixes, a companheira de serão na Casa de Artesanato da Junça de Beselga, é mais séria: “Aqui havia muita gente”.

“Na minha rua só somos três”, conta Cacilda, enquanto trabalha a junça para uma ceirinha — uma almofada para as cadeiras. As duas artesãs são das poucas almas à vista. “Os jovens vão para fora”, lamenta Fátima; “há poucos”, acrescenta Cacilda, em conversa contínua. “O tempo mudou”. “Havia muita criança”.

É tudo verdade. Em 1981, a Beselga tinha 556 habitantes, e a queda tem sido contínua. Os censos de 2021 registaram 270 beselguenses: dez crianças até aos 14 anos, e 11 vezes mais idosos. Desde então, até 2024, morreram 19 residentes. Nasceram dois.


“A vida está complicada, também não está bom para se ter filhos”, reconhece Fátima, de 67 anos. Cacilda, com 62 anos, acrescenta a própria história, que se repete muito nesta zona. “Eu tenho três [filhos], também cá não estão.” Moram na Suíça. “Eu andei lá 30 anos. Deixei lá filhos, netos, bisneta, deixei lá tudo”.

Fátima junta a sua biografia. Chegou a emigrar para a Suíça, “mas foi pouco tempo”, e tem os filhos por perto: um é presidente da junta de freguesia da Beselga, “outro está em Trancoso, outro está na Sarzeda”. A corda que entrançava para uma cesta foi crescendo ao ritmo da conversa, serpenteando pelo chão frio.

Esta tradição da Beselga tem “mais de 200 anos”. Era “o meio de sobrevivência das pessoas antigamente”, complementando a vida numa terra agrícola em que “não havia outros trabalhos”. Com a junça faziam-se as ceiras, utilizadas nos lagares de azeite para prensar a azeitona.

A mudança desse método em meados do século passado levou a produção a cair, e fez os ceireiros — os artesãos da junça — sair da Beselga à procura de trabalho. A junça sobreviveu devido a Ilídio Serôdio, que retomou a tradição após uma vida na Marinha. Em 1996, foi o formador num curso do Instituto de Emprego e Formação Profissional e da Câmara de Penedono, ajudando a reavivar a arte.


A junça de Beselga utiliza uma planta típica da região. Foto: Beatriz Pereira/RR
A junça de Beselga utiliza uma planta típica da região. Foto: Beatriz Pereira/RR
Fátima Santos e Cacilda Seixes são as atuais guardiãs da tradição. Foto: Beatriz Pereira/RR
Fátima Santos e Cacilda Seixes são as atuais guardiãs da tradição. Foto: Beatriz Pereira/RR


“Praticamente só ela é que ficou, ela e outra”, diz Fátima sobre a sua aprendiza numa formação mais recente. “Fiquei eu e porque andaram sempre de volta de mim para vir”, esclarece Cacilda. O “senhor Ilídio” morreu em 2021, e a junça está nas mãos destas duas mulheres, numa aldeia onde quem regressa o faz para descansar de uma vida de trabalho. “Agora precisávamos de outro curso para aprenderem outros jovens.”

“A maioria de nós ia para Viseu. Muitos já não regressaram”

Beselga é a terra mais envelhecida de Penedono. Os números ajudam a fazer do município o que mais perdeu alunos entre os anos letivos de 2014/15 e 2023/24. Os já poucos 320 alunos passaram a ser 190 — uma perda acima de 40% numa população em torno dos 2.800 habitantes. No mesmo período, a região do Douro passou a ter menos 21% dos alunos que tinha. No total do país, a redução foi de 5,6%.

Já há muito que os alunos eram poucos nas escolas primárias de Penedono. Todas acabaram por fechar durante a governação de José Sócrates. Os alunos do município foram concentrados em duas escolas básicas, que os levam do pré-escolar até ao fim do 3.º ciclo — Penedono é o único concelho do distrito de Viseu sem ensino secundário. As tradicionais escolas primárias das aldeias ficaram vazias.

Em frente à antiga escola da Beselga, Eugénio Proença rebobina até aos tempos de menino. “Ainda esteve aberta pelo menos até ao ano de 2008/2009.” Foi naquele edifício, onde agora funciona um lar, que completou o 4.º ano, em 1986. “Éramos muitos”, tanto que “as duas salas não chegavam”: “havia uma turma de manhã, das 8h à uma, e nós vínhamos à uma até às seis da tarde”.


Eugénio Proença, presidente Associação Humanitária Cultural e Recreativa Beselguense, frente à antiga escola primária. Foto: Beatriz Pereira/RR
Eugénio Proença, presidente Associação Humanitária Cultural e Recreativa Beselguense, frente à antiga escola primária. Foto: Beatriz Pereira/RR

Hoje professor, Eugénio lembra-se bem das traquinices de miúdo “naqueles dias de nevão”, numa terra barulhenta e macia que aquecia com a brincadeira. O espaço é agora silencioso e de pedra, dura como os zero graus que se fazem sentir cá fora. “As aldeias acabaram por perder um bocadinho da vida.”

O antigo jardim de infância, escondido atrás da escola que agora é lar, não teve o mesmo destino. O quadro de giz na parede, para fazer “uns rabiscos”, e o crucifixo que Eugénio e os amigos “estimam religiosamente”, são as marcas do passado onde agora está a sede da Associação Humanitária Cultural e Recreativa Beselguense.

“É raro o fim de semana que a gente não se encontra aqui.” Este pequeno pólo de atividade perdura desde 1975, e agora organiza provas de trail e BTT, atraindo um milhar de participantes. “É uma associação que está aqui, mas toda a gente é daqui e foi para fora.”

“Como a maioria dos jovens, acabamos todos por sair, mas como gostamos muito desta terra, acabamos por estar aqui.” Eugénio vive em Moimenta da Beira, separado de Penedono por Sernancelhe.

Nós saíamos daqui aos 15 anos, porque não tínhamos outra hipótese. A maioria de nós que terminasse o nono ano, com 15 anos, ia para Viseu. Muitos já não regressaram, acabaram por ficar nessas terras”. É o que leva Eugénio a descrever a região como “o interior do interior”, e a puxar o novelo dos problemas.

“Faz-se uma obra de requalificação, a [Nacional] 229, mas foi só de Viseu a Sátão. Quer dizer, os outros não precisam?”, questiona, antes de se lançar para a saúde. “Eu ainda tenho médico de família aqui em Penedono, portanto tive um, tive outro, agora nem sei se tenho, também não tenho ido lá precisamente por causa disso”.

A paisagem carbonizada diz o resto. “Fomos esquecidos, não é? No grande incêndio de 14 de agosto, quer dizer, passou por aqui e não vimos ninguém. O que se salvou foi o que as pessoas puderam salvar.”

“Se nada for feito, vai ser muito complicado”

Penedono foi um dos territórios consumidos pelas chamas dos incêndios de Trancoso e de Sátão. Com início a 9 e 13 de agosto, respetivamente, os dois uniram-se num só no dia 15, e queimaram ainda Aguiar da Beira, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Mêda, Moimenta da Beira, São João da Pesqueira, Sernancelhe e Vila Nova de Foz Côa. Foram mais de 60 mil hectares.

Em Penela da Beira, na parte norte de Penedono, são as árvores negras e pedras queimadas que dominam o pensamento de Aires Macieira.


Aires Macieira fica de semblante pesado ao olhar para a paisagem de Penedono. Foto: Beatriz Pereira/RR
Aires Macieira fica de semblante pesado ao olhar para a paisagem de Penedono. Foto: Beatriz Pereira/RR

“É uma coisa que ainda hoje... É o dia que me revolta. Como é que deixaram acontecer isso? Como é que isto pode acontecer?”, atira o homem de 42 anos. “Estamos a falar em árvores de rendimento para nós”, sublinha o presidente da Cooperativa Agrícola de Penela da Beira (Coopenela), lamentando “os milhões de euros que deixam de circular” em Penedono.

As contas de Aires são simples. Num ano normal, a Coopenela fatura “um milhão e meio, dois milhões de euros” na venda da castanha martaínha, a especialidade e “ouro” daquela terra. Em 2025, as receitas foram de “400 mil euros”.

Traduzindo para castanha, “uma cooperativa que está preparada para trabalhar 500 a 600 toneladas de castanha” processou “100 toneladas o ano passado”. Seguem-se anos difíceis.

Houve soutos que arderam completamente, castanheiros com 50, 60, 70 anos que arderam completamente. Esses castanheiros vão ter de ser replantados, e isso vai requerer um custo”, descreve o responsável pela cooperativa. “Vamos estar dez anos à espera de começar a colher”, acrescenta, temendo que isso faça os mais velhos desistir da replantação.

“Eu conheço uma pessoa”, recomeça Aires, a quem “arderam mais ou menos 20 hectares de castanheiros. Esse senhor recebeu dez mil euros” de apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. “Só que, para replantar estes 20 hectares, ele vai gastar mais de 50 mil euros", seguindo-se anos de espera pelo rendimento. “Se nada for feito, vai ser muito complicado.”


Aires aponta para os danos das chamas num castanheiro que ficou plantado. Foto: Beatriz Pereira/RR
Aires aponta para os danos das chamas num castanheiro que ficou plantado. Foto: Beatriz Pereira/RR
Outros castanheiros já foram tirados da terra para dar espaço aos novos. Foto: Beatriz Pereira/RR
Outros castanheiros já foram tirados da terra para dar espaço aos novos. Foto: Beatriz Pereira/RR


“Nós já estamos num concelho onde temos falta de jovens, falta de trabalho... Isso vai ser um problema que vai agravar mais a nossa situação.” O quadro atual torna particularmente difícil arranjar trabalhadores agrícolas — o filho de Aires está a ajudar na replantação, mas já prepara um futuro fora do campo com o curso de contabilidade. O próprio Aires é uma exceção: “Voltei à minha terra porque tinha cá dentro de mim este vício, este gosto, e investi”.

“Não é fácil, mas eu acho que nós temos condições para que mais jovens viessem e que se instalassem, trabalhassem e investissem”. O líder da Coopenela gosta “muito de estar no interior”, contudo reconhece que é preciso mais. “Os hospitais, o mais próximo... Estamos a falar em 80 km, daqui para Viseu as estradas não são as melhores, portanto, eu acho que nós devíamos ser compensados por esses constrangimentos todos. É uma pena, porque eu acho que há jovens nas cidades que se calhar, sem dúvida nenhuma, teriam melhor qualidade de vida aqui nas aldeias, só que deviam ser criadas condições para regressar.”

“O que há mais é casas para viver aqui”

Para José Maria Tenreiro, as condições criam-se com empregos. “Se não temos ninguém, se não temos fábricas, não temos nada que nos ajude, as pessoas têm de emigrar, e aí está a nossa parte fraca. Se fixarmos aqui as pessoas, vale mais ganhar aqui 800 euros do que em Lisboa 2.000, e as pessoas têm casa. O que há mais é casas para viver aqui”.

José Maria é presidente da união de freguesias de Penedono e Granja desde as eleições de 2025. Tem agora 71 anos, mas voltou antes. “Ao menos aqui ninguém me chateia a cabeça”.

“A qualidade de vida nós temos, agora virem para aqui à procura da qualidade de vida... Se não há empregos, não podem vir.” O autarca mostra fé em Sónia Numão para mudar o rumo do concelho — a nova presidente da autarquia de Penedono não aceitou o pedido de entrevista da Renascença —, e chama a atenção de “empresários do Norte” para a terra. As palavras mais fortes ficam para os políticos.


José Maria Tenreiro voltou à terra onde nasceu e agora lidera a maior freguesia. Foto: Beatriz Pereira/RR
José Maria Tenreiro voltou à terra onde nasceu e agora lidera a maior freguesia. Foto: Beatriz Pereira/RR
Em Penedono há casas à venda a partir dos 100 mil euros, segundo José Maria. Foto: Beatriz Pereira/RR
Em Penedono há casas à venda a partir dos 100 mil euros, segundo José Maria. Foto: Beatriz Pereira/RR


“O Governo português devia vir às aldeias ver o que é que se passa na realidade. Eles vêm cá só para perguntar o voto. Isso também eu faço”. A última visita de um Presidente da República foi de Cavaco Silva, em 2015, e José Maria confirma que agora “não vem cá ninguém”.

“Está no esquecimento, tanto aqui como nos concelhos limites aqui da zona, não vem cá ninguém. Eles só querem o voto, porque esquecer o interior... O interior foi esquecido já há muitos anos.” O sentimento reforçou-se com os incêndios, mas já estava lá. “Antigamente tinha um liceu. Há 50 anos era o único liceu que havia aqui nas redondezas, nem Sernancelhe, nem São João da Pesqueira, nem Foz Côa tinha um liceu como o nosso”.

"A escola está muito fraquinha”

Sem escola secundária, alunos da idade de Francisco Augusto são obrigados a ir para mais longe de casa. O jovem de 16 anos está no 10.º ano, mas já estuda em Sernancelhe desde o 7.º ano. “Os meus pais quiseram mudar” porque consideraram “melhor”, explica o rapaz de Póvoa de Penela, que vai ao concelho vizinho “até nas férias”.

Francisco joga na equipa de sub-18 do Núcleo de Andebol de Penedono. Com 116 golos marcados em 11 jornadas concluídas, é o melhor marcador da primeira fase do campeonato nacional masculino. É com naturalidade que aponta o curso de desporto como o futuro depois do 12.º ano. Fora de Penedono.

“Fazer vida aqui, nunca pensei”, admite. “Se calhar um dia posso vir cá, mas não penso nisso porque acho que o que quero não dá aqui.” Uma ideia comum entre os jovens que conhece, que “querem ir lá para fora”.


Jéssica Monteiro tem 12 anos e vê-se a ficar em Penedono. Foto: Beatriz Pereira/RR
Jéssica Monteiro tem 12 anos e vê-se a ficar em Penedono. Foto: Beatriz Pereira/RR
Francisco Augusto, com 16 anos, não acha possível ter aqui o futuro que quer. Foto: Beatriz Pereira/RR
Francisco Augusto, com 16 anos, não acha possível ter aqui o futuro que quer. Foto: Beatriz Pereira/RR


Jéssica Monteiro está no 7.º ano e, para já, contraria a regra e quer ficar em Penedono. É da mesma freguesia de Francisco e também joga no Núcleo de Andebol, que conta com quase metade dos 180 alunos do município. Quer ser esteticista, e admite que isso a pode fazer sair de Penedono — "se for necessário ir para longe, eu vou” —, mas só nas horas de trabalho: “ficava aqui e depois ia” de carro.

Jéssica sorri a falar da terra. “Aqui brinca-se mais. Numa aldeia podemos estar com os amigos e numa cidade não podemos, porque é muita confusão. Numa aldeia podemos brincar, fazer o que quisermos”, elogia. Os lamentos são sobre o que não há: um centro comercial, “para não ir para longe para conseguir comprar as coisas”, e uma escola secundária. Quando chegar essa altura, já sabe que vai para “Trancoso ou Sernancelhe”.

“Comparado com há dois anos, acho que a escola está muito fraquinha”, admite a jovem, já sem sorriso. “Até acho que não tem mesmo quase pessoas nenhumas.”

“Não esquecemos porque é a nossa terra”

Os mais velhos não precisam de ouvir as palavras dos jovens para sentir que estão a tentar parar o vento com as mãos. Na Beselga, com a junça na mão, Cacilda sente o futuro da terra “cada vez pior”.

“Se houver gente que deite as mãos a isto, pode ser que seja melhor. Se começar a vir para cá alguma juventude”, admite Fátima, com uma esperança ténue. A colega artesã emite dúvidas só com a expressão do rosto, mas Fátima continua, em jeito de pedido: “se o Governo não ajudar a vir as pessoas para a aldeia...”

“Temos de fazer alguma coisa”, agita Eugénio Proença. “Não é só lembrar-se porque apetece, ‘vamos falar no interior porque fica bonito, porque vou ganhar uns votos’. Passam-se as eleições, cá continuamos esquecidos.”


A paisagem de Penedono ficou repleta de manchas negras em agosto de 2025. Foto: Beatriz Pereira/RR
A paisagem de Penedono ficou repleta de manchas negras em agosto de 2025. Foto: Beatriz Pereira/RR

“Nós não esquecemos porque é a nossa terra”. A associação que Eugénio dirige é a prova de que, contra as estatísticas, não desistiu de Penedono e da Beselga. Nem vai desistir: “Gostamos da nossa terra e é por isso que continuamos a lutar.”







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