Da janela da sala de aula, onde Marcelo explana a “calamidade” e o que está a ser feito no terreno para ajudar as populações, veem-se árvores caídas, dentro do recinto da escola. São a pequena, muito pequena, representação daquilo que se constata em grande escala nas estradas da zona Centro do país, a mais fustigada pela tempestade. Esta quarta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa fez, por isso, questão de visitá-la, num périplo por três das localidades mais afetadas pelo mau tempo, entre elas Pedrógão Grande.
De novo, Pedrógão
Depois de Ourém, Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se, debaixo de chuva intensa, a Pedrógão Grande. Na Câmara Municipal, que ainda não esqueceu os grandes incêndios de 2017, o chefe de Estado reuniu-se com os presidentes das juntas de freguesia e proteção civil, numa sessão de esclarecimento, no âmbito dos efeitos de destruição da depressão Kristin.
Foi aqui, ainda antes de agradecer o trabalho destes profissionais, que Marcelo começou o rol de declarações que acabaria por dar aos jornalistas ao longo do dia. O primeiro foi uma espécie de balanço da prestação de Luís Montenegro.
"A primeira reação do primeiro-ministro, perceber que era grave e ir à Proteção Civil, bem. Depois, a ideia de que era uma extensão mais pequena: foi insuficiente, porque afinal era mais ampla. Depois, o primeiro-ministro vai para o terreno, nota que é mais ampla e declara calamidade: bem. Não se percebe quão ampla era e aponta-se para menos concelhos: menos bem. Quando teve a visão, avançaram as medidas e a equipa: bem", declarou.