A par da Cáritas Diocesana, também as Cáritas paroquiais estiveram no terreno. Na paróquia da Caranguejeira, a cerca de 15 quilómetros de Leiria, Fernanda Fernandes recorda que logo nos primeiros dias, após a intempérie, se fez um levantamento das necessidades da população. “Foi muito desesperante não só para as famílias mais desfavorecidas, mas para todos”, lembra a presidente desta Cáritas paroquial. “Entrámos logo com cabazes. Toda a gente, sem discriminação, precisava desse cabaz. Isso foi no imediato. Andámos de casa a casa, inclusive com voluntários também da Cáritas que vieram de Lisboa, e sinalizamos as situações às entidades competentes”, refere.
Além da Cáritas, outras organizações da Igreja têm apoiado as famílias afetadas pelo mau tempo, como é o caso do Corpo Nacional de Escutas. Nas primeiras três semanas após a tempestade, três mil escuteiros de várias zonas do País estiveram em Leiria. Alguns pernoitaram na região durante duas semanas, para ajudar a fazer o que fosse preciso.
“Vieram ajudar a fazer bancos alimentares, fazer cabazes alimentares e entregar às famílias, correr as ruas para saber como é que as pessoas estavam, se tinham necessidades e que necessidades que tinham. Inclusivamente, pedimos que identificassem as telhas, para que as juntas de freguesia pudessem vir buscar, aos depósitos de materiais dos municípios, o tipo de telhas que as pessoas precisavam”, lembra Pedro Nogueira, chefe regional. “Também [pedimos] que identificassem estradas que estivessem a aluir, ou zonas que estivessem em risco de cheia”. Sempre com o intuito de prestar apoio a quem precisava.