Mesmo assim, Gonçalo Lopes valoriza o trabalho dos técnicos no terreno, que têm feito “um esforço enorme para conseguir dar a resposta”. Mas isso, explica, tem sido cada vez mais difícil, porque as condições que foram inicialmente anunciadas têm vindo a sofrer alterações. Há várias mudanças nos formulários que são submetidos e na plataforma de submissão.
Candidaturas não são avaliadas em 72 horas
A percorrer as várias zonas do concelho de Leiria, anda o engenheiro Ricardo Duarte. Diz que para dar uma resposta robusta aos pedidos que existem, seriam precisos uns 500 engenheiros e arquitetos. E mesmo assim, há fatores que não se controlam como a pessoa estar ou não em casa, quando decorre a visita da equipa técnica para a vistoria.
Há também quem não tenha comunicações, ainda agora, e que não consegue comunicar com as entidades públicas.
Ricardo Duarte descarta de todo o prazo de 72 horas, para os processos até cinco mil euros, e aponta para uma fasquia entre os oito e os 10 dias.
Ainda sobre este assunto, o autarca de Leiria recorda que no início não foi mencionada a questão das dívidas ao Estado, como fator de exclusão, e essa declaração tem agora de ser pedida. Houve também, segundo Gonçalo Lopes, a questão dos orçamentos, muitos deles “vêm empolados”. Por isso, necessitam de uma segunda análise.