Incêndios

Menos mão criminosa, mais negligência

30 set, 2011 • Celso Paiva Sol

Os dados das forças de segurança apontam para menos incêndios investigados, menos inquéritos criminais, menos incendiários detidos, menos prisões preventivas decretadas e até menos multas aplicadas.

Está a diminuir o número de incêndios provocados intencionalmente e a aumentar os que são fruto da negligência. Estima-se que 20% dos fogos tenham sido ateados por mão criminosa e que mais do dobro tenham tido origem em comportamento negligente. São as contas das forças de segurança, no final da fase “Charlie” de combate a incêndios, que hoje se assinala.

Na fiscalização e punição dos comportamentos de risco, os números da Polícia Judiciária e da GNR são proporcionais à notória redução da área ardida e ao número total de incêndios registados.

Até ao momento, foram detidos 28 pessoas, contra os 41 no ano passado. Os que aguardam julgamento em prisão preventiva são 12, menos nove do que no final de Setembro de 2010.

A percentagem dos incêndios provocados intencionalmente desceu de 27% para 20% e a negligência aumentou, representando agora 42% do total.

As autoridades continuam, no entanto, a não conseguir resolver 37% dos casos, que ficam assim registados como tendo causas desconhecidas.

Em relação às contra-ordenações, foram este ano aplicadas 2.835 – menos 130 do que no ano passado – sendo que a falta de limpeza das áreas circundantes das casas, lidera, de longe, a lista das infracções com mais multas.

Segue-se a queima de sobrantes de explorações agrícolas, as fogueiras, as queimadas ilegais e também o uso indevido de máquinas.