O escritor Mário Cláudio, Prémio Pessoa 2004, considera que não se pode estar sempre a promover alterações à ortografia portuguesa, independentemente dos méritos do acordo.
“Já não me agradava a operação anterior, aquela que está consolidada, e parece-me que estar sempre a mexer na ortografia poderá ser sinal de muitas coisas, entre elas alguma instabilidade emocional relativamente à língua portuguesa. Não creio que seja um bom caminho. O melhor é deixar as coisas, para já, como elas estão”, argumenta o escritor portuense, em declarações à
Renascença.
“Mexer ainda mais só pode criar novos problemas”, remata.
Mário Cláudio é um dos nomes que se tem oposto ao actual acordo ortográfico e reage assim às afirmações de ontem à noite do secretário de Estado da Cultura,
Francisco José Viegas, que manifestou a intenção de introduzir mudanças no acordo.