Medida tem como objetivo garantir o "internamento de um elevado número de doentes que se encontram no Serviço de Urgência Polivalente" do Hospital de Évora.
Em março, havia 2.160 doentes internados por razões inapropriadas. Administradores hospitalares pedem "mais camas em cuidados continuados" e apoios às famílias.
Custos para o Estado ultrapassam os 260 milhões de euros, indica o Barómetro dos Internamentos Sociais, realizado pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares.
Segundo os mesmos dados, a mortalidade por todas causas tem registado valores acima do esperado desde o final do ano passado e nos grupos etários acima dos 45 anos.
Estudo realizado no Hospital de Santo António dos Capuchos, em Lisboa, revela que um em cada cinco doentes continuam internados mesmo depois de receberem alta hospitalar. Nestes casos, a sua permanência no hospital já não é clinicamente justificável, mas revela-se socialmente necessária.
Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, “o alargamento do programa de reforço a todos os indivíduos” já vacinados “poderia reduzir as admissões em mais 300 mil a 500 mil”.