O procurador-geral da República determinou "a salvaguarda de todos os elementos do processo relativos a dados de terceiras pessoas, singulares ou coletivas, que se encontrem enquadrados por um específico regime de confidencialidade, ou segredo".
O juiz foi investigado em oito inquéritos-crime — cinco no Tribunal da Relação de Lisboa e três no Supremo Tribunal de Justiça —, conhecidos em outubro.
Em entrevista exclusiva à Renascença, o juiz Ivo Rosa - o homem que instruiu o processo Operação Marquês - insiste que terá primeiro de avaliar o conteúdo dos atos processuais e só depois, eventualmente, "ver quais são as formas de reação".
No programa Conversa de Eleição desta semana, Miguel Poiares Maduro e Fernando Medina debatem a vigilância ao juiz Ivo Rosa, analisam os cenários de viabilização do Orçamento do Estado para 2026 e comentam as polémicas à volta da Flotilha de Gaza, incluindo a resposta do Governo português.
Presidente da República considerou que a justiça "tem de ter um espaço de reflexão ela própria sobre aquilo que sucede bem ou mal com a prática da justiça".
Em comunicado, a Procuradoria-Geral da República anunciou que o inquérito ao juiz desembargador Ivo Rosa foi arquivado em março de 2024. A investigação decorreu sem interceções telefónicas.
Após três anos de inquérito, em que o juiz foi escutado, esteve sob vigilância, e teve o sigilo bancário levantado, o Ministério Público viria a concluir pela inconsistência da denúncia e arquivou o processo, que pretende agora destruir e ao qual negou acesso ao próprio visado, que nunca foi informado da investigação em curso.