Passado um ano da morte do marido, Ana Patrícia diz que ainda não consegue explicar a morte do pai ao filho mais novo, de 4 anos. "Estragaram a nossa vida. O meu filho mais velho passa os dias fechado num quarto. Era uma pessoa sorridente e agora não quer falar."
Para Ricardo Serrano Vieira, este tipo de formação "devia ser reforçada", para evitar situações com um resultado semelhante, "que nenhum agente quer ter".
No dia de arranque do julgamento do polícia acusado da morte de Odaír Moniz, os moradores no Bairro do Zambujal - onde Odaír vivia - não acreditam que seja feita justiça e que haja uma condenação efetiva do alegado responsável pela morte do natural de Cabo Verde e imigrante em Portugal. Temem que a violência regresse ao Bairro.
Advogado Paulo Sá e Cunha, do Fórum Penal, diz que "tudo está em aberto" no julgamento do agente da PSP, que arranca esta quarta-feira. Homicídio simples dificilmente se transforma em qualificado, sublinha. Testemunhas, provas periciais à vitima, arma e ao local da morte, testemunhos e videovigilância vão ser fundamentais.
Agente, na altura com 22 anos de idade e menos de dois anos de serviço, alvejou mortalmente imigrante cabo-verdiano, na Cova da Moura. Acusação diz que polícia "agiu livre, deliberada e conscientemente".
Até agora, o único arguido era Bruno Pinto, o polícia que efetuou o disparo mortal e que responde por homicídio. O julgamento estava previsto para esta quarta-feira, mas foi adiado para dia 22.
O julgamento do agente da PSP suspeito do homicídio de Odair Moniz estava marcado para quarta-feira, mas foi adiado para 22 de outubro por motivos de saúde do advogado.
O Explicador Renascença esclarece afinal que formação de tiro têm os polícias, na véspera do arranque do julgamento do agente que baleou mortalmente Odair Moniz na Cova da Moura.