Presidenciais 2016
Edgar Silva quer prioridade na luta contra a pobreza
19 jan, 2016 - 13:05
A Renascença iniciou uma série de mini-entrevistas com os candidatos à Presidência da República. O candidato apoiado pelo PCP tem por principal objectivo, nesta corrida eleitoral, conseguir que as eleições tenham uma segunda volta.
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Numa altura em que a campanha eleitoral entra na segunda semana, o candidato do PCP elege a pobreza em Portugal como o “problema político mais inquietante”.
Em entrevista à Renascença, Edgar Silva lembra que o país tem “um terço da população na pobreza absoluta” e considera que o chefe de Estado pode e deve ter um papel mais interventivo. “O Presidente da República devia estar na linha da frente em todo o movimento de exigência, de proposta, de exortação para que compromissos muito concretos pudessem ser assumidos”.
Defende ainda metas concretas e mensuráveis, que fossem monitorizadas ao longo do tempo, “para que compromissos concretos em função desses objectivos permitissem avançar na erradicação deste que é um problema social, um problema de direitos humanos, gravíssimo. Mas que é no meu entender talvez o mais inquietante problema político que se vive em Portugal”, afirma.
“Uma sociedade que tem tamanha desigualdade, um terço da sua população na pobreza absoluta, deveria exigir desta realidade torná-la num grande ideário para o futuro de Portugal, o ideário da justiça social, do vencer destas desigualdades. O Presidente da República deveria ser de alguma forma o factor de alavancagem, deveria ser de alguma forma a locomotiva mobilizadora da sociedade portuguesa para estes compromissos”, acrescenta.
Num primeiro balanço sobre a campanha, Edgar Silva, diz sentir um crescente apoio em torno da sua candidatura que vai além dos militantes do PCP.
“O que tenho sentido é que particularmente neste início de ano e a partir do inicio da campanha há uma dinâmica de crescimento, há um crescendo progressivo de apoio, de alargamento do entusiasmo”, garante.
O candidato do PCP sublinha ainda que o seu principal objectivo “é mobilizar todos aqueles que são amantes da liberdade e da democracia e tudo fazer para que uma segunda volta possa lançar uma nova etapa nesta batalha política pela eleição do próximo presidente da República de Portugal”.
Questionado sobre se estaria disponível para liderar o partido, Edgar Silva preferiu dizer que “está apenas e só em causa a candidatura a Presidente da República”, um combate no qual está “profundamente, apaixonadamente mergulhado”.
A Renascença realiza esta segunda e terça-feira uma série de pequenas entrevistas aos candidatos à Presidência da República. Paulo Morais, Maria de Belém Roseira, Cândido Ferreira, Jorge Sequeira, Edgar Silva, Sampaio da Nóvoa e Marcelo Rebelo de Sousa já foram ouvidos.
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