Marcelo confiante na vitória. “O meu maior adversário é a crise"
19 jan, 2016 - 13:14
Candidato foi entrevistado pela Renascença esta terça-feira na segunda ronda de mini-entrevistas com os candidatos à Presidência da República.
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O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa afirma que o seu maior adversário na campanha é o mesmo que terá caso seja eleito: “a situação de crise”.
Entrevistado pela Renascença, o professor sublinha que se está a “sair de uma forma bastante incerta da crise”. “As desigualdades, o risco de pobreza, o desemprego, a emigração, o sofrimento de muitos portugueses; estamos perante um verdadeiro adversário meu e dos portugueses e portuguesas”, aponta.
Questionado se uma possível segunda volta representará uma derrota, Marcelo responde que “o povo é quem mais ordena” e diz-se “convicto de que há condições de debate, de esclarecimento, de ponderação, que permitem uma decisão à primeira volta”.
Confiante, prevê “uma participação dos portugueses que não irá deixar em mãos alheias aquilo que são cinco anos muito importantes do país”.
Sobre se a esquerda unida pode ser vencida, o candidato considera que “a questão não se vai colocar”. “O programa não é de direita ou esquerda”, defende o candidato. ”Como deve ser próprio numa eleição presidencial, é uma escolha de pessoas e não propriamente uma escolha partidária ou de governo como nas legislativas.”
“A candidatura demonstrou a transversalidade”, considera ainda Rebelo de Sousa. “Gente que normalmente é qualificada de direita ou de esquerda ou de centro, sente-se muito à vontade para apoiar a minha candidatura, independentemente do seu voto nas legislativas ou das posições partidárias.”
Nesta entrevista à Renascença, o candidato sublinha que “o Presidente deve ser supra-partidário”, sendo isso que diz a Constituição.
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