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Passos Coelho. Esquerda tem "obrigação moral" de aprovar Orçamento

28 ago, 2016 - 16:20

Líder social-democrata insiste que os indicadores conhecidos da execução orçamental mostram que é cada vez mais curto o espaço de cumprimento.

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O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, diz ser "obrigação moral" da esquerda dar estabilidade ao país, aprovando o Orçamento do Estado para 2017.

"Existe uma obrigação moral. Os partidos que suportam este Governo comprometeram-se a conferir estabilidade política ao país", afirmou o ex-primeiro ministro.

Falando aos jornalistas à margem da visita que realizou à Feira Agrícola do Vale do Sousa, em Penafiel, Passos disse ser ao PCP, BE e PS "que cabe a responsabilidade de ter o entendimento que suporte o Governo e o seu principal instrumento de acção política que é o seu orçamento".

Para o líder da oposição, "a política que o Governo vem executando é uma política como o PCP e o BE têm vindo a reclamar". Portanto, concluiu Passos, "não há nenhuma razão para estar a antecipar problemas com o orçamento".

Questionado sobre a postura do PCP face ao orçamento de 2017 e o facto de aquele partido admitir que a Europa pode influenciar a preparação do documento, Passos respondeu: "Isso é o que o Partido Comunista diz agora, porque pretende ganhar algum espaço de influência e negociação junto do PS e do Governo".

O presidente do PSD previu depois que "o PCP, o BE e o PS entender-se-ão bem para fazer o Orçamento para o próximo ano".

O líder da oposição insistiu que os indicadores conhecidos da execução do actual orçamento mostram que é cada vez mais curto o espaço de cumprimento.

"A cada mês que passa, as contas vão ficando menos boas e com a experiência que tenho de Governo, sabendo o que sei da execução de orçamentos e conhecendo as opções que já foram tomadas e que se reflectirão nos próximos meses, vejo que haverá mais dificuldade em que o resultado que foi anunciado possa ser atingido", considerou.

Frisou, porém, que "o Governo ainda tem tempo para poder corrigir esse trajecto".

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  • ricardo
    29 ago, 2016 curia 10:29
    Tirem me este homem da frente que ja nao o posso ouvir
  • Pedro Rodrigues
    29 ago, 2016 Queluz 06:34
    Mas ste homem não se cala? Não há saco para tamanha criatura!
  • Miguel Botelho
    28 ago, 2016 Lisboa 22:28
    Pedro Passos Coelho ainda tem tempo para poder corrigir o seu trajecto que é de desistir de ser líder da oposição. Neste momento, Rui Rio parece ser a figura mais consensual para ocupar o lugar de Pedro Passos Coelho.
  • João Lopes
    28 ago, 2016 Viseu 21:42
    É evidente que o governo social-comunista está a “oferecer” mais austeridade ao País, mas é uma austeridade docemente marxista: eles vão anestesiando os portugueses, ainda que o modelo proposto pela geringonça esteja a falhar...como muitos previam!
  • paulo
    28 ago, 2016 vfx 20:12
    O psd,com este "líder" está mesmo bem servido.....nas autárquicas vai já ver o descalabro e depois terá menos votos que o BE.
  • João Lopes
    28 ago, 2016 Viseu 19:29
    A geringonça social-comunista trouxe mais austeridade ao País, mas é uma “austeridade, marxista, doce”…
  • Pedro
    28 ago, 2016 Beja 17:01
    Passos o profeta da desgraca que não ocorreu e não ocorrerá.

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