17 nov, 2016 - 12:47
O regulador das comunicações russo – o Roskomnadzor – ordenou, esta quinta-feira, que todos os fornecedores de internet bloqueiem a rede social LinkedIn. Em causa está o não cumprimento de uma ordem judicial que obriga a rede social a armazenar os dados dos utilizadores russos em território nacional.
A lei russa obriga a que todos os sites que armazenam dados pessoais tenham os seus servidores em território russo. O regulador russo acusa agora a rede social de não cumprir essa obrigação, ordenando o seu bloqueio nas próximas 24 horas.
Com sede nos Estados Unidos, a empresa que recentemente foi comprada pela gigante Microsoft por cerca de 26.2 mil milhões de dólares é a maior rede social para profissionais.
Só na Rússia a rede conta com mais de seis milhões de utilizadores em território russo.
Num comunicado emitido no início do mês, já na iminência de ser bloqueada, a empresa, a empresa responsável pela rede social considerava que “a acção do Roskomnadzor em bloquear o LinkedIn nega o acesso desta rede aos milhões de utilizadores na Rússia, bem como às empresas que usam o LinkedIn para fazer crescer os seus negócios”. Apesar de tudo mostrou-se “disponível para reunir com o Roskomnadzor para discutir o pedido relativo à localização dos seus dados”.
O porta-voz do regulador russo, Vadim Ampelonsky, confirmou a Reuters a recepção de uma carta da empresa a manifestar a vontade de se reunir, mas faz agora depender esta reunião da aprovação do ministério dos negócios estrangeiros e dos serviços de segurança uma vez que a LinkedIn é uma empresa estrangeira.
Apesar de vários sites acessíveis na Rússia armazenarem dados dos seus cidadãos, esta é a primeira vez que o regulador do país aplica a lei de 2014.
Segundo a agência Reuters, os críticos de Valdimir Putin vêem este bloqueio como um ataque às redes sociais num país que tem aumentado o controlo sobre a internet.