O procurador-Geral da República Amadeu Guerra defende que devem ser feitas mais diligências e ouvidas mais pessoas para obter prova dos crimes de violência doméstica .
Na emissão especial “Três por Todos” dedicado à violência doméstica, Amadeu Guerra foi confrontado com a dificuldade de levar os casos a julgamento por falta de provas.
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Amadeu Guerra entende que, apesar de muitas vezes os crimes ocorrerem dentro de casa, há outras pessoas, além da vítima, que devem ser ouvidas.
“Há filhos e o próprio agressor deverá ser ouvido, no meu ponto de vista. Se as pessoas são tratadas no hospital, devemos perguntar à pessoa que a tratou. Devemos tentar fazer tudo o que está ao nosso alcance para encontrar a prova”, exemplifica.
Amadeu Guerra reforça que “se uma pessoa é agredida e tem sinais evidentes de agressão, alguém agrediu. Se ela diz que é o parceiro, há que confirmar minimamente a situação”.
Nesta intervenção no “Três por Todos”, Amadeu Guerra indica que, este ano, o número de vítimas mortais em contexto de violência doméstica poderá estar ligeiramente abaixo de 2024.
“Este ano estamos com uma taxa inferior ao ano passado, em termos comparativos. São sete ou oito pessoas, um dos casos ainda não sabemos bem se efetivamente é violência doméstica. No ano passado tivemos 22 homicídios”, revela.
“Estamos a melhorar um pouco”, considera Amadeu Guerra, explicando que a tem existido uma “aposta na prevenção”.